O
DO
GRITO
Para os personificadores (lendologo) mapinguarianos, o grito do Mapinguari na grota do espelho d'água, representa a reação do nativo que desperta para realidade meio ambiental cultural distorcida em que vive.
O local onde acontece o primeiro grito ganha diferentes contornos e detalhes ambientais conforme o momento escolhido a ser vivenciado pelo lendologo.
Um dos argumentos que expõem detalhes desse ambiente lendológico em que se dá o grito do ser Mapinguary é o seguinte:
“Na grota úmida do espelho d’água, reina o silencio natural. Os anciões se comunicam através de gestos sutis vibrantes simbólicos significativos, definidos como gestuais telepáticos, extra-sensórios etc.
Devido a hipersensibilidade do contexto cósmico espacial atemporal lendológico em que está inserida, raramente a sonoridade vocal é usada no ambiente.
É muito comum, principalmente dentro do movimento Lendacreano no inicio do “novo século”, os compostos lendários orientarem-se pelos seres lendários da era das águas, citando esse espaço lendológico.
O Espelho d'água é um instrumento lendário pesquisado com os zelos dos princípios que orientam os personificadores mapinguarianos.
Interferir na harmonia do lugar, é o mesmo que interferir na harmonia cultural dos nativos, e, conseqüentemente, na rotina da comunidade.”
Outros trechos que traduzem o ponto de vista testemunhal imemorial do significativo grito do ser mapinguari no espelho d'água, têm os seguintes conteúdos:
“...O grito do jovem líder no espelho d'água, provocou um imenso clarão, que se desfez em pontos brilhantes que seguiram em todas as direções dentro da grota. Veio a escuridão e com ela um frio congelou tudo que vibração do grito alcançou. Escaparam do grande congelamento primordial mapinguariano, os jovens anciões que estavam mergulhados nas límpidas águas mornas do espaço sagrado, exercitando as contemplativas personificações aquáticas lendárias ancestrais orientadora, herdados dos sábios tribais preservados. Alguns nativos estavam com metade do corpo fora das águas mornas, outros, ao perceberem o poder congelante que seguia o grito, mergulharam rapidamente, mas não o suficiente para evitar que as partes inferiores de seus corpos fossem atingidas pelas vibrações. Alguns conseguiram salvaram a tempo os pequenos olhos d’água cristalinos da fabulosa joia nativa do lendário reino das águas dentro de suas pequenas grotas.
...As penúltimas gotículas ficaram congeladas na parte superior da grota particulares dos nativos, a espera do grande descongelamento que poem novamente o rio de água viva em ação, o rio por onde navegam os conhecimentos e os saberes lendologicos de todas as eras...
O compositor da narrativa lendária acima faz as seguintes observações:
“ É graças as gotículas salva pelos seres lendários no estágios aquáticos, que as narrativas lendológicas podem ser retomadas a parti do instante preciso em que se deu sua manifestação atemporal sagrada eterna, sequenciadas, tornando possível a exposição do imaginantismo libertário em sua forma sempre atual dentro de sua lógica compreensível, dentro do contexto psico-racionalista em se encontra as organizações sociais.”
Os mapinguaristas mais radicais, afirmam que o grito do ser mapinguari é o que veio a ser traduzido como “verbo” iniciador primordial das bio-formalidades genéticas, minerais vibratômicas perceptíveis e imperceptíveis bio-visuais.
Já outros traduzem esse instante como sendo o instante em que o ser imaginante se egocentraliza ao perceber e ter consciência do poder de reagir as influencias do universo externo a qual vivencia e interage bio-formalmente.
“No silêncio nos igualamos de alguma forma”. A explosão de luz que fragmentou-se em pontos brilhantes dentro da grota, trazendo em seguida a escuridão, é um argumento bastante utilizado pelos mapinguaristas, para as defesas das origens ligadas ao mapinguarismo.”
O silêncio presente na narrativa, para alguns lendologos, representa simbolicamente, os seres da aldeia em estado contemplativo interno de aprendizado e comunicação; um estágio aperiódico em que utilizam-se ações gestuais e musicais como meio de comunicação interativa tribal.
Nesse ponto, a chegada da escuridão também pode ser traduzida como arrependimento, reconhecimento da ignorância, que faz parte do percurso, e da rotina da aldeia. E que está presente na entrelinhas da narrativa do fragmento lendário O SER MAPINGUARY, no intervalo em que se dá os exercícios interativo do jovem líder com os aventureiros, o que cria um novo universo de interpretação; o acordando para algo novo, dentro das possibilidades reais de forma e interpretações do que vivenciamos, algo que é característico nas variações do mapinguarismo. Que não é nem passado, e nem presente e pode ser ou não o futuro. Entrado no plano do fantástico, maravilhoso, extraordinário e etc.
“O silencio e a escuridão tem aspectos manifestativos semelhantes. Na escuridão todas as coisas são iguais. no silencio oral, olhando de um certo ponto de vista analógico, somos todos iguais num mesmo ambiente contextual. Ou seja; Somos apenas seres humano, quando silenciamos nossas psico-realidades interiores.”
Dizem eles:
- Quando reagimos ou expomos verbalmente o que pensamos, nos diferenciamos dos outros; expomos nossos contornos intelectuais individuais; nos destacamos como individualidade; nos particularizamos; tornamos visíveis os nossos contrastes sentimentais emotivadores. Assim como a luz ao invadir a escuridão, revela detalhes e formas que ainda não eram bio-visualmente perceptíveis. Temos o nosso momento de Deus.
- É na oratória, que os nossos aspectos singulares complementares de caráter e personalidade, condicionados historicamente, se destacam comunitariamente.
O som, assim como a luz que invade a escuridão da grota úmida, acentua pormenores do que existe no local; detalhamentos que só assim podem serem identificados. Que é essência do manifestante lendológico.
E isso vem arrazoar a existência de uma outra máxima mapinguarista que diz:
“A palavra (o som, o verbo) é a luz do silêncio.”
Ou
“O silêncio é o contexto cósmico passivo que dá a possibilidade da palavra existir, e vice e versa.”
Dizem os mapinguaristas:
“ao vibrar-mos, nos tornamos perceptíveis ao externo; nos fazemos luz ao exterior.”
Também existem dentro do mapinguarismo algumas decodificações significativas quanto a nomenclatura MAPINGUARI que merecem um destaque especial, normalmente essas decodificações seguem um padrão de associações de significados, aparentemente isolados que vão se complementando analogicamente, vejamos uma delas, que tem um acentuado tom Sementista :
“A letra ‘M’, que a primeira letra da nomenclatura Mapinguari, simbolizar a onda no universo esotérico; o vibracional manifesto gráfico simbolicamente representado; o vibrante que torna-se palpável; que é contactável e ao mesmo tempo imperceptível bio-visualmente. O que o assemelha em características, aos Seres Mito Lendários Nativo Florestal Acreano, que estruturam a do percepção Lendologica, tais como: Mãe das Água, Bôto, Mapinguary e etc. Sem a vibração verbal, o ser mito lendário é algo latente, vibrante; onírico, mas comprovadamente uma um ser sólido, com uma essência estrutural, culturalmente resistente.
Com a verbalização da nomenclatura Mapinguari, condensamos a principio o intuitivo ancestral formal compressivo, que é representado simbolicamente na letra “M”. É assim que o ser lendário se manifesta; que transita e sobrevive personificado nas narrativas do nosso meio nativo rural e urbano. É através da vibração do boca a boca; dos contadores de histórias de nossa região.
É através desta atividade sonora vocal cultural nativa florestal que ele ganha vida. E dentro do contexto Lendologico, “ganhar vida”, esta associada ao ser liquido, Água.
A nomeclatura Água, tem no seu inicio a letra ‘A’ que é a primeira representação geométrica simbólica do alfabeto, o alfabeto é uma associação de variados pequenos símbolos geométricos , com os quais traduzimos as sonoridades verbais graficamente. A letra ‘A’ é o que vem possibilitar a origem da primeira silaba do nome ‘MA’PINGUARI.
E como dizem os mapinguaristas; A Água, no seu aspecto visível transparente color e incolor, é considerada uma parente muito próxima da vibração etérea e onírica formal que estrutura os seres lendários; que o condensa vibrantemente; que o faz vida onírica imortalizada; sobrevivente atemporal; extra-sensorial; o que o traz a luz da consciência do ser imaginante criativo e ilimitado que todos nos somos. O ‘A’ também é tido como o primeiro degrau da torre das sustentações fonéticas lingüísticas humanas diversificadas. Como você pode constatar, no formato da primeira letra do alfabeto “A”, podemos perceber o primeiro degrau de uma escada seguindo em direção ao infinito. Bem como também, um triângulo suspenso por duas colunas.
A palavra Arte, que esta associada a nossa capacidade criativa, tem a letra “A” como a sua principiadora.
(somos imaginantes, e não racionalizantes)
A letra ‘m’ minúscula é tida pelos sábios das antigas civilizações, como símbolo das ondulações na superfície da água, e que até hoje é usada como representação simbólica oficial do signo do zodíaco AQUÁRIO. E Isso dá ao ser MAPINGUARI, status de grande ser lendário da nova era das águas da floresta; De uma das grandes vedetes da linguagem cósmica dialética lendária nativa florestal estruturada lendologicamente para está função.
O “M.A.” que compõe a primeira silaba da palavra Mapinguary, nesse contexto lendário da nova era, é traduzido como as letras iniciais de “Milênio das Águas” ; “Movimento das Águas” ; “ Milênio de Áquario” e etc.
A letra ‘M’ dentro do lendarismo, simboliza a onda; a vibração que torna possível a percepção de algo inalcançável bio-visualmente. O ser Mapinguari depende da verbalização, da sonoridade oral para se fazer perceptível. O que dá ao seu compositor narrativo lendário o aspecto de deus onipotente manifesto, o criando com a oralidade e narrativamente o acompanhado.
A letra “P” de PINGUARY, representa o “P” de PERCEPÇÃO; de consciência de algo; a ‘P’ercepção, disto na prática; o ‘p’rincipio ; o PONTO iniciador, o pingo d’gua.
“Como dizem os IARAISTAS: Um Igarapé; um rio; um dilúvio, começa com um pingo d’gua.”
E seguindo esta extensão decodificativa, temos então o PINGO seguindo da palavra ARY, que tem origem hebraica, e é o mesmo que leão, ou o rei das selvas, o que faz com que dentro desta abordagem lendologica, seja traduzido como o pingo d’gua que deu inicio a era das águas florestana, “o pingo d’gua rei das selvas.”
Um PINGO D’GUA é o símbolo oficial da LENDOLOGIA. Esse pingo é uma das muitas chaves de acesso e introdução ao pensamento nativo florestal dialético compreensivo universal lendologico. (...)
A letra “i” também esta ligada a ‘i’ara, a mãe das águas; aquela que tornou possível a vida em nosso planeta, ao gera o ser Água. Mas também pode ser escrito com “Y”, e ai serve para liga-la como um sinal de demarcação de uma grande variedade de festa dedicada as águas dentro da região amazônica. Como é o caso da LENDA POP FESTA, que será exposta no próximo ensaio de LENDOLOGIA.
O restante da nomenclatura tem uma grande diversidade de traduções simbólicas lendárias que vão sendo exposto em momentos específicos dos Mapiguarianos. Tais como os famosos acrósticos. Que num momento oportuno serão expostos. E que dão conta de uma outra realidade embutida, nas variadas forma de escrever a palavra MAPINGUARY, MAPINGOARY, MAPINGUARI E ETC. Todas elas com suas razões de ser.
“A palavra ; a vibração oral emitida, que preenche; que ilumina um vazio interior no receptor, faz-se luz.”