sábado, 5 de abril de 2008

DOCUMENTÁRIO DO GRUPO CAPÚ ?

Em 2008 o Grupo Capú chega aos seus 28 anos de existência. Mas ainda é preciso desfazer alguns equívocos e mau entendidos no que se refere à verdadeira história do grupo, que quer queiram ou não, ainda continua fazendo parte da história da nossa música acreana e um exemplo de resistência artistica em nosso estado. Uma história que começou a ser distorcida num suposto documentário intitulado como "A HISTORIA MUSICAL DO GRUPO CAPÚ"(Está sob judice), e para que entendam melhor, segue abaixo a minha análise sobre o tal vídeo documentário produzido por terceiro, e que não reflete a realidade do que vem a ser o GRUPO CAPÚ na sua essência.

TEXTO DE AUTORIA DE CLENILSON (escrito no dia seguinte ao lançamento
do suposto documentário com alguns complementos dos dias ATUAIS)

A HISTÓRIA MUSICAL DO GRUPO CAPÚ ?

O projeto documentário "A história musical do grupo Capú", que não recebeu a minha autorização para ser exibido, E sim "A história do grupo Capú" (Tenho o documento que comprovar isso) Documento que no ato da assinatura para autorização, me exigiram que eu assinasse como ex-membro do grupo, o que achei muito estranho, na ocasião me ofereceram um pequeno cachê para participar dando um depoimento sobre a história do grupo. Foi naquele momento tive conhecimento de que referido trabalho fazia parte de um video documentário que tinha sido aprovado pela lei de incentivo a culturado
nosso estado, que na ocasião era administrada pela Fundação Elias Mansuor, e que ja estava em andamento. Foi então que eu manifestei a vontade de acompanhar os trabalhos e participar da montagem do tal documentário, pois afinal estavam contando a minha história, uma história que eu fui o condutor. mas os produtores fizeram de tudo para que eu não fizesse parte da montagem do tal vídeo, e findaram por
exibi-lo ao público, sem o devido comprimento de alguns acordos que fiz para me precaver de que tudo seria feito da forma certa. esse acordo foi feito entre mim, os autorese produtores do tal projeto e o sr. Assis, que no momento era o responsável pelo setor administrativo da lei de incentivo a cultura da FEM.


- Ao assistir o tal documentário, pude comprovar o que eu temia, o video passa uma idéia distorcida do grupo, mostrando um grupo musical, formado por jovens artistas entusiastas sonhadores, sem qualquer preocupação utilitária sócio-comunitária ou intelectual. e que com o passar do tempo rumaram para um final melancólico. Mas tudo isso, analisado com mais cuidado deu para entender que servia aos interesses
escusos dos idealizadores do tal documentário.
- Pois não expõe que por trás da idéia do grupo, existe algo mais que uma simples atividade musical, que existe um ideal, uma concepção intelectual, de análise e tradução do mundo e do meio ambiente nativo em que vivemos.
- Não fica claro que os principais fundadores e idealizadores do grupo, são Clenilson, Clevisson e João Veras. Fato que aconteceu quando eu cheguei do Rio de Janeiro, e compus a música "Não me chamo poder" e incentive o meu irmão clevisson a participar comigo no Festival Acreano de Musica Popular(Famp). E ele compôs a música que intitulava de "Irmão", que concorreu no referido festival. Convidamos o João Veras para subir no palco com a gente e ajudar nos vocais. Nasce ai o que mas tarde definimos como GRUPO CAPÚ.
- O tal vídeo documentário, passa por cima disso e inclui um novo elemento como fundador do grupo, que é colocado ai justamaente com essa função, a de distorcer os fatos e se apropriar de forma oportunista do nome do grupo.
- E isso fica claro quando os autores do tal video esquecem de acentuar características do grupo que precisam ser acentuada, para que ele seja dimensionado como uma obra de arte que é. Uma obra metodicamente pensada e construída POR MIM E MEU IRMÃO. E que tem um vínculo bem claro com a nossa comunidade, refletindo suas esperanças, seu senso de humor, suas angustias, suas crises sociais e econômicas,
uma características marcante do grupo.
- As composições musicais do grupo, a principio tiveram a atenção centralizada na crise social em que vivia o nosso país. (E isso não está presente no referido documentário). Nessa época eu e Clevisson tivemos algumas de nossas composições censuradas pelo policiamento ideológico militar, que comandava o nosso país com mãos de ferro, na época em que o grupo foi oficialmente apresentado ao público (Famp
1980) nesses primeiros instante o grupo ainda não tinha um nome artístico definido. O que só veio acontecer em 1982 depois de discussões e pesquisas minha, de Clevisson e João Veras.
- O grupo dentro desse contexto social, condicionado histórico e ideológico, usando formas estéticas pré-concebida para as suas apresentações, onde eram inseria mensagens e criticas ao regime opressor. E isso nos diferenciava dos demais grupos, numa época em que quase tudo era proibido e as músicas de nossas apresentações tinham
que primeiro passar pela a aprovação da censura federal, num periodo em que eram freqüentes as nossas apresentações em público (em teatro, espaço abertos, festivais e principalmente como convidados especial para showmícios dos grupos de esquerda que assim como nós, lutavam pela redemocratização do nosso país). Essa forma estética de
apresentação foi incorporada a personalidade do grupo. E depois de passada a crise política do país, foi redirecionada para dá forma a nosso trabalho fazendo com que as nossas apresentações fossem sempre algo diferenciado. Sempre buscando impactar, causar estranhamento, levar o público a reflexão. o que na verdade Passava a idéia do que vinha ser o fazer "ARTE", vista do meu ponto de vista e do ponto de vista do Clevisson. ( Que são os fundadores, continuadores e únicos compositores musicais do grupo) passando a idéia de que a arte tem sua origem no inesperado, e é essa a idéia que sempre orientou as nossas apresentações, fazendo com que elas tivesse sempre algo de diferente; surpreendente. Algo como se fosse a própria arte em si no seu
movimento constante, ineterrupto, traduzida nas nossas atuações cênicas e musicais.
- É por essa forma estética que o grupo manifesta sua força, sua sensibilidade diretora, suas mensagens, suas poéticas surrealistas, suas visões lendárias, de protesto, de fuga, de ilusão, de revolta, de aspirações e esperanças sócio comunitárias, e que podem ser comprovadas nas letras das composições musicais de Clenilson e Clevisson que dão vida musical ao que passou a ser conhecido como
grupo Capú .
O grupo Capú não é apenas um grupo de jovens aventureiros musicais, buscando um espaço no nosso meio artístico, como mostra o tal documentário. É uma obra de arte em si. E só pode ser identificado como tal, acentuando os detalhes que fundamentam essa idéia, mostrando com clareza o que vem a ser o grupo na sua essência. A sua estrutura artística intelectual previamente organizada.
Sem esses detalhes, o grupo é apresentado no documentário como algo sem conteúdo intelectual significativo, o que descaracteriza e tira a importância histórica do grupo dentro movimento politico intelectual musical popular acreano, e brasileiro. Nos fizemos a nossa parte.
O tal documentário está longe de passar o mínimo necessário dessa realidade; da concepção artística do grupo. E que deixa visível afalta de cuidado e as segundas intenções de seus idealizadores, roteiristas e produtores. Que se aproveitaram de um dos meus rotineiros afastamentos. (Que sempre se deram devido as minhas rotineiras
divergências com o meu irmão Clevisson. Divergências que sempre aconteceram nos momentos de escolha de repertório das musicas ou devido as minhas falas durante os shows).
O meu último afastamento do grupo foi frisado pelo meu irmão numa entrevista que naepoca foi dada a TV Gazeta, por acasião da promoção do show intitulado "A morte", que foi realizado no campus universitário da Ufac. Sem a minha presença no palco. Na entrevista o meu irmão Clevisson deixou claro que naquele momento eu estava
afastado do grupo. No documentário essa entrevista é mostrada e no momento em que Clevisson menciona que estou afastado, é cortada, para servi os própositos dos mentores intelectuais do referido documentário. Na entrevista a que me refiro, meu irmão cita o meu afastamento, e não a minha saída do grupo como sugere a roteirista do referido documentário, com bastante ênfase.
- Junto a isso, existe um documento elaborado pela suposta equipe de produção do referido vídeo onde deixam bem clara qual era a real intenção dos envolvidos nesse projeto, que eu fiz questão de assinar, pois sabia que tinha alguma coisa errada nisso tudo, e issomais tarde podia ser usado como prova dessa oportunista e equivocada produção Audiovisual. Que é o texto redigido por eles, pedindo que eu autorize o uso da minha imagem e áudio para viabilizar a execução do tal projeto que já estava em andamento, e que eles faziam questão que eu assinasse como sendo ex-integrante do grupo.
Para executarem esse mau fadado Projeto foi elaborado sem uma consulta previa a minha pessoa, e nem do meu irmão Clevisson, que seguia comandando os shows do grupo. Oportunismo mesmo!
- Este tal documento (elaborado pelos envolvidos) eu fiz questão que tivesse algumas deminhas exigências para que eu podesse autorizar ao que estavam me solicitando, onde o meu nome aparece entre parêntese o termo "ex-membro do grupo Capú" que eles fizeram questão de ir correndo no cartório reconhecer firma. (e a primeira pergunta aqui foi a seguinte: Quem é o sr.Anderson, o autor do tal projeto? com que
autoridade ele vem me exigir assinar como ex-membro do grupo? eu sinceramente não tenho a menor idéia).
- A pessoa que até poderia dá tal declaração, seria o meu irmão, e assim oficializar isso de alguma forma através dos veiculo de comunicação do nosso estado, e pelo que me consta não há registro disso, em nem um lugar.
E não precisa ser um especialista para ver as intenções que estão por trás do tal documento, tudo se reflete no cuidado que tiveram na armação desse joguinho de moleques, que não tem o que fazer, e fica usando o trabalho dos outros para tirarem vantagens e se promover de alguma forma.

- O João Veras também assinou um documento autorizando a utilização de sua imagem e aúdio no referido documentário e mesmo não estando mais fazendo parte ativa do grupo, o documento de autorização não consta o "ex-membro do grupo Capú" e não mereceu os mesmos cuidados judiciais que tiveram com o meu.


Obs. Por fala em João Veras, o tal documentário não cita a sua volta ao grupo, quando eu pessoalmente o convidei para participar dos trabalhos musicais do CD "flora sonora" realizada pela fundação de cultura do município, onde participam outros dois artistas com seus trabalhos independentes; Pia Vila e Beto brasiliense. Convidei o João Veras por achar que era justo ele participar do nosso primeiro
registro fonográfico. Fiz isso por reconhecer que a discussão que me levou a afasta-lo do grupo, foi resultado de uma imaturidade intelectual tanto minha quanto dele. E que girou entorno da existência ou não de Deus.

O CD " flora sonora " nem ao menos é citado no tal do documentário.
Embora usem como recurso visual fotos recortadas que fazem parte da composição deste trabalho fonográfico.
E aqui cabe outra pergunta:
- O que é mais importante para um artista do que o registro de suas obras?
A minha resposta;
- É as pessoas entrarem em contato com essa obra; que elas saiba que essa obra existe.
Se a intenção do tal documentário era contar "A Historia Musical do Grupo Capú", por que uma peça tão importante nessa história, nem ao menos é citada ?
Uma Peça que serviria para consulta de quem se interessasse em conhecer um pouco mais do nosso trabalho artístico.
Por que O CD nem aomenos é citado, se a intenção do suposto projeto é divulgar o trabalho musical de Clevisson e Clenilson? (Sem o quais não existe nem a história musical e nem o grupo Capú).

- Por isso quando exigi que queria participar do roteiro, eles fizeram de tudo para que eu não participasse, e uma das minhas saidas, foi exigi que antes de exibirem o tal video, eles me mostrassem uma cópia do trabalho final, para que podesse fazer uma análise e autoriza ou não a exibição em público(está documentado). Mas não cumpriram com essa exigência que na ocasião foi intermediada pelo sr. Assis da FEM,
quando entramos num acordo e eu assinei um documento assegurando isso.(Vê o registro do dia de lançamento do documentário no teatro de arena do Sesc, e o dia em que me entregaram a cópia do video, " depois de muita exigência")
- No dia da apresentação do documentário para o público, foram convidados intelectuais, jornalistas e pessoas ligadas ao nosso meio artístico. Eu fui até a fundação cultural do estado. (Que era a responsável pela fiscalização e orientações dos projetos ligado à lei de incentivo a cultura, com qual a execução do projeto foi
contemplada). E exigir uma copia do trabalho, antes que ele fosse exibido ao público (Como havia combinado com os executores do projeto e sr. Assis). Mas chegando lá recebi a noticia que já estava tudo pronto para o lançamento, e para evitar que sr. Anderson, responsável pelo projeto, a senhora Maria José sua mãe e esposa do músico
Hermógenes não passassem por um vexame diante dos seus ilustres convidados, dei a permissão verbal para exibição do mesmo. E foi ai que constatei que minhas suspeitas tinham fundamento, estava clara as intenções do sr. Anderson e sua família em criarem uma historinha cheia de informações montadas, onde fica clara intenção de se
apossarem do nome do grupo Capú, e utilizarem isso em benéficio próprio, ou seja, usar o respeito que o grupo Capú tem no meio artístico e intelectual da nossa cidade, Para pedirem aparelhagem de som para o grupo(eles) fudamentados no argumento que sr. Hermógenes (baterista e padastro do senhor Anderson) era um dos fundadores do
grupo. Quando na verdade ele é apenas mais um dos vários baterista que passaram pelo grupo, tais como João Bino, Ferret, Jorge Anzol entre outros, e nada mais do que isso.
Exigi que refizessem o trabalho, e fui até a fundação dizer ao sr. Assis (responsável pelo setor da lei de incentivo) que o projeto não tinha sido executado e que tudo aquilo que chamavam de documentário, era uma brincadeira de mau gosto. Mas fui ignorado pelo mesmo, e recebi como resposta uma sugestão dele, que eu deixasse isso pra lá, pois para a equipe da Lei de Incentivo o projeto estava executado, e se eu achava que a historia tava mal contada , que fizesse outro
documentário com a minha versão. Pois a minha reivindicação não tinha razão de ser, do ponto de vista dele, que não tinha fundamento lógico o que eu estava fazendo tempestade num copo d'gua. Muito embora eu insistisse em dizer que eles estava contando a historia da minha vida, a historia da minha arte, e que portanto eu melhor do que ninguém sabia exatamente o que era essa obra artística chamada de Grupo Capú, e que junto com meu irmão, através dos anos venho dedicando boa parte
da minha vida, Hiostória essa que os tais idealizadores do tal documentário mostraram não ter o menor respeito.
E por essa e outras expulsei o sr. Hermógenes (baterista) e seu filho Anderson ( que na época tentava tocar guitarra como integrante do grupo ).

Depois deste acontecimento o Grupo Capú já fez algumas apresentações, e destaco dessa época a que foi mais visível ao público, que foi a apresentação a convite do governador Jorge Viana para tocar na inauguração da concha acústica do parque do canal da maternidade. Com registro em foto dos bastidores e apresentação.
E os acusados mesmo sabendo que não cumpriram com os acordos firmados comigo, insistiram em continuar divulgando o tal documentário, que ainda por cima associar a imagem do grupo com imagens e declarações do Jornalista e Poeta Antonio Manuel que foi preso por prática de pedófilia. Que eu não aceito e nem quero que esteja associado ao meu ou ao trabalho do grupo Capú.

OBS. De lá pra cá o grupo já fez algumas apresentações especiais, a
ultima foi em novembro de 2007 no Projeto Acústico Som Maior.
Realizado as terças feiras no teatro Hélio Melo, com a produção de
Alexandre Nunes e Coordenação de Verônica Padrão. Depois disso já fiz
duas apresentações, uma na TOCA DO LOBO, a convite do Uchôa e do
vereador Márcio Batista, e no projeto balanço da catraia, a convite do
Saulinho. Onde interpretei musicas do repertório do Capú, acompanhado
pelos LENDÁRIOS NATIVOS. E pra esse ano2008 já estão planejadas
algumas apresentações do grupo e possibidade de registro fonográfico
do nosso trabalho.

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