Patrimônio do Imaginário Florestano Nativo Popular
Arquivo dos Mito-Lendários Florestanos
“ A energia que me move, é mesma que move outros loucos, que raciocinam, e vão continuar a raciocinar Razões, para me convencerem de que eu não tenho razão. “
CLENILSON
Você vai entra em contato, com os primeiros ensaios das narrativas dos lendários, nas quais lendologos expressar suas idéias e pensamentos.
“Ninguém, é obrigado a ler as composições argumentarias, contidas nos lendários, aqui expostos.”
Extensão Atemporia Lendologica
“ LENDÁRIO MARACAZEIRO ”
FRAGMENTOS DOS NARRATIVOS APERIÓDICO, DO NATIVO FESTEIRO FLORESTANO LENDACREANO.
Antes de expor estes primeiros fragmentos lendários, é bom frizar que o contexto lendológico, na sua forma mais pura, embora possa parecer, não vem para subverter ordens ou crenças estabelecidas, nem afrontar ideólogos tribais diferenciados, harmônicos ou conflitantes em si. Ou por abaixo, preceitos nobres sociais ou anti –sociais, pois tem os seus próprios, com os quais se ocupa.
A narrativa abaixo, é extraída dos iluminados lendários dos encantados, na extensão dos nativos festeiros, do reino das águas doces. Do nosso atemporio, novo milênio da era das águas doces.
O AUTO DOS ENCANTADOS
No reino das águas doces, a euforia das nativas era algo contagiante,
LÚ, a nobre princesa das amazonas, andava de um lado para outro, entre as maravilhas aqüíferas, dos magníficos jardins imperiais, buscando selecionar as melhores essências, os mais raros aromas, as mais belas flores, para acariciar e perfumar o veludo neve de sua pele suave.
Teceu o mais belo vestido , com o que colheu de mais belo nos jardins imperiais. E assim , foi para a grande fonte das vertentes do espelho da mãe das águas, olhar o seu futuro e confrontar novamente o poder do jovem líder dos encantados, que é parte dos ritos sagrados das nobres nativas amazôninca.
Depende de sua beleza, sensibilidade e poder de encantamento criativo, o merecimento de receber os nobres presentes de passagem dos portais das águas doce, do reino dos encantados.
Ao entrar no bosque, a princesa é recebida com as honras do batismo das águas doces, e segue ao encontro do nobre encantado, que esta sentado a beira do magnífico espelho, que a recebe o seu sorriso encantador, dizendo:
- bem-vinda ao leito do Branco rio, minha doce encantada rainha do sul. É a flor mais singela! Ouviste-me primavera! finalmente enviaste a mim. Diga-me. Qual dos sexto sentidos vem disposta a confrontar com o meu insuperável poder de encantamento ?
- Poesia. majestoso encantado.
- ah! Minha criança, inocente. O que chamas de poesia ?
- O hálito dos deuses enamorados, é o elemento surpresa para conquistar o meu amado. É o florais dos sentidos dos apaixonados.
- poesia !? minha criança encantadora...
É como vento.
É pensar em movimento
Só frios raciocínio
que congelam seus fragmentos.
Poesia! Fada, dos meus sonhos.
São partículas arredias
Orbitantes embriagadas
Apaixonantes , apaixonadas
Paralelas em choques
Perdidas, iludidas
Confundindo-se entre elas
São rotineiras passageiras do luminar eterno
Ficam por onde passam
E as vezes passam por onde ficam
Perambulando, num eterno sempre aqui.
Bobos gráficosgeometricos sem autonomias.
Motivos de traduções cômicas
No nosso reino dos encantados.
E para não me alongar,
meus encantos, das águas doces!
A Poesia, ainda continua apaixonada por mim.
E sempre vem rondar por aqui ciumenta,
Fazendo banzeiro, para distorcer os reflexos
Tão inspiradores quanto ela, que vê surji ao meu lado, nesse nosso maravilhoso espelho d’gua.
...BEM VINDOS A ATLÂNTINCA
SEJAM BEM VINDOS AO LEITO DO BRANCO RIO
AMAZÔNINCO
A CAPITAL DO PLANETA DO NOVO MILÊNIO
BEM VINDOS AO CONTINENTE DOS ENCANTADOS
NA ERA DAS ÁGUAS
BEM VINDOS AO REINO DOS NATIVOS LENDÁRIOS FESTEIROS
A NOSSA ETERNA BOTÔLANDIA.
DOS ATLANTAS DAS ÁGUAS DOCES...
“QUEM TEM SEDE VENHA:
-QUEM QUISER TOME DE GRAÇA A ÁGUA DA VIDA”
(APOCALIPSE 22:17)
“As vertentes do Branco Rio, estão jorrando. Transbordando de paz e amor libertário, os nativos festeiros, os giros dos remansos, de luminescentes banzeiros, iluminando o mundo inteiro.”
Os fragmentos como estes, fazem parte do contexto expositivos do aperiódico ouryssônico do nosso glorioso lendário nativo festeiro florestano lendacreano. Que acontecem em eventos típicos florestal sagrados, meio ambiental territorial diferenciados. Este é registro dos expostos no grande manifesto atemporio, no espaço do Cacimbão de Capoeira, reconhecido como um espaço sagrado nativo urbano florestano ancestral, do leito do Branco Rio. Onde se encontram partes das narrativas melódicas do eterno jovem líder, mestre dos encantados do continente perdido das águas doce. segue fragmentos rememorados.
“Contam os moradores do bairro da capoeira, que na época em que a vegetação virgem cobria quase que toda a extensão do bairro. Diariamente, Principalmente em noites de lua e céu estrelado, costumavam a aparecer por ali, misteriosos jovens viajantes andarilhos. Entre eles, normalmente apareciam alguns que usavam trajes exóticos, típicos dos peregrinos do caminho sagrado dos encantados das águas da floresta, este, adoravam cantar e ouvir musicas, alguns contavam historias extraordinárias, fantásticas, realmente maravilhosas, iluminadas de uma sabedorias simples arrebatadora. Foi num desses dias, que aconteceu, o que hoje é definido como; o retorno das autenticas narrativas dos gloriosos nativos lendários da floresta, o auto dos encantados do reino das águas das doce do BRANCO RIO, faz parte deste contexto.
Narrada por um jovem, que chegou bem vestido, adornado por belíssimos colares de sementes e braceletes de penas coloridas, e na cintura alguns pequenos maracás e outras pequenas peças artesanais, belíssimas, numa das mãos, trazia uma bilha feito de fruto de cabaça amarrada a um cajado, e com uma espécie de instrumento tipo violão, feito de arcos e cipós bastantes resistentes, amarrado a sua costa. Foi um reboliço entre os que estavam ali, alguns dos rapazes já o conheciam, e festejaram felizes, as moças soltaram suspiro enamorados. Era um autentico personificador do jovem líder dos encantados.
Esse dia ficou conhecido como: “ O dia em que o mundo, literalmente virou de cabeça para baixo”
Os lendacreanistas personificadores narrativo da variação lendologica botoista, o classificam como o dia do retorno das narrativas tribais autônomas, dos aperiódicos festeiro florestano ouryssônico.
São deste instante sagrado, as composições narrativas lendologicas tais como;
“O CAMINHO SAGRADO DA ERA DAS ÁGUAS”
“A LENDA DO NOVO REINO DOS BEIJA FLORES”
“ LENDA POP FESTA”
“AQUÁRIO : A ERA DOS BOTOS”
“ORENTONAL – O RITO FESTEIRO TRIBAL FLORESTANO ”
entre outras memoráveis peças do nosso nativo festeiro lendário.
* Toda tribo tem seus símbolos particulares, sua digital cósmica, única, intransferível. que deve ser acentuados, para que ela se revele independente; autônoma, assim como sempre foi, é e sempre será.
“...Uma aldeia forte, superior, independente. Tem nativos fortes, superiores, independentes.”
NOSLI NELC
Primeiras referencias de estruturações argumentarias de fundamentações complementares, quanto a origem rítmica e nomenclatura do rito sagrado tribal ourissônico se deu nessa relação interativa de desenvolvimento e reordenação da nossa dialética ancestral primordial florestana, que tem as seguintes extensões expostas:
“ o som do fruto esférico das arvores de castanheiras, que são típica da Amazônia, passou a ter um valor particular para os florestanos do período amazônincos, o som do fruto, era o prenúncio de que a vida receberia os suprimentos necessário para seguir em frente.
O som dele, em contato com o solo da floresta, é algo caracterisco; típico da floresta, acontece num contexto singular diferenciado.
Os sons compassados, lentos e acelerados, que fazem parte dos festeiros tribais nativos florestano. Esta associada, ao período de frutificação, indo do inicio ate o fim da colheita, os sons intervalados que produzes os frutos caindo durante os períodos de colheitas é o que rege rítmos dos ritos nativos.
O nome OURISSOM, tem a sua associações de significados tribais, paralelos, ao valor que o fruto tem para as comunidades da grande aldeia, que utilizavam suas amêndoas e seus derivados como base alimentícia.
Neste contexto aperiódico, ouvi o som do fruto caindo, é o mesmo que ouvi a própria razão de existir para nativo, ouvir algo valoroso; típico diferenciado. E Para os nativos, que cultuam o sol como a fonte da vida, e que tem o metal ouro como sua luz condensada, ou luz metalizada. (todas as civilizações, inclusive as florestanas, sempre tiveram o metal ouro, como um metal nobre.) e, associá-lo ao som do fruto caindo no solo da floresta, aconteceu de forma natural. Ouvi o fruto caindo, era ouvi o som de algo valoroso, nobre. Um som de ouro, ou ouro em som, (Ourensom) que é de onde vem a origem das variações estruturais alfabéticas,da palavra OURIÇO cada uma com seus significados particulares.Com uma coerência de informações, que extrapola o contexto típico acadêmico da linha racionalista, tido como real; racional. Esta inserida no contexto sócio artístico-cultural administrativo da grande aldeia. Entorno deste fonema, existe uma riquíssima constelação de significados grafossimbolicos, que fascinam os estudiosos, pelas surpreendes reflexões, que vão conduzindo a questionamento de profundos significados, principalmente no que se refere ao universo intelectual e meio ambiental natural vivenciado.
Algumas variações que deixam transparecer uma destas fantásticas associações esta ligada ao termo RIO DE LEITE, OU VIA LÁCTEA. nome com o qual os nossos nativos florestano batizaram o aglomerado de estrelas que é definido pelo nossos astrônomos como a nossa galáxia. Dentro deste contexto, as amêndoas de castanhas são tidas como gotas de harmonia, energia condensadas luminescentes, do grande Branco rio celeste,colhidas e transmutadas pelas imponentes transformadoras vegetais, conhecidas, como as arvore de castanheiras, nesse contexto, a nossa galáxia é vista como o grande remanso univérsico planetário, que nos seus giros de partículas, astro harmônicas luminosas vão produzindo os banzeiros celestes, recheada de saberes e conhecimento imemoriais, aguando as eras cotidianamente de vida.
Os períodos de colheita são tidos como o período de ouro dos florestanos.
As amêndoas são tidas como ouro branco vegetal, ou lunestelar , este ultimo, esta associado ao formato de meia lua que tem a amêndoa de castanha.
O atemporio ritualístico sócio ártico-cultural tribal, com característica arte-democratizante libertária, sem os vícios e equívocos acadêmicos ideológicos ditos modernos,assim é o aperiódico e GLORIOSO OURYSSOM SAGRADO FLORESTANO. Que tem suas particularidades, tem seus agregados significativos, que os nativos contemplativos vão extraindo e adicionando ao seu evolutivo desenvolvimento. Nele encontramos o pensamento de um povo especial, o registro uma historia, de sua gênese gloriosa e naturalmente sabia.
“...E PARA EVITAR OS PREVISÍVEIS ATAQUES, DO EXERCITO DOS HISTÉRICOS GUARDIÕES DAS “LEIS” GRAMATICAIS DITAS OFICIAIS, ADOTAMOS A LINHA ANTI-INTELECTUAL ANARQUISTA;OU SEJA, SE VOCÊ ENTENDEU O QUE ESCREVEMOS, ESTÁ PERFEITO. O RESTO, É RESTO.
NOSLI NELC
Louvai o brilho do sol
Louvai o amanhacer
Louvai o dia
Louvai o entardecer
Bem dito seja
Nativo Lendário
Maracá-jah
Rei dos maracazeiros
Bendito seja
Bendito ser
Que iniciou esse rito bem
De vê o sol nascer.
E descobriu que cabia dançares
que cabia cantares
· Fragmento Extraído dos compostos lendário melódicos, dos nativos festeiros florestais do contexto lendacreano.
“...Toda autentica peça lendária, é aparentemente, em si mesmada, se revela auto-suficiente simbolica e significativamente. Porem, universal compreensível libertaria...”
A palavra ouriçom oralizada, ou acentuada em publico, de uma forma perceptível a todos. para aqueles que conhecem o nosso contexto sagrado simbólico florestano significativo tribal. É como pará para ouvir a voz do nosso sábio ancestral imemorial nativo, nos remete a uma herança cultural florestana, que foi se condensando através das eras dando a forma do fruto vegetalíco, com o qual alimentaram-se, adoçaram, fermentaram e beberam seu leite, embriagando-se com seus liquido harmônico, irmanando-se, rememorando e ao mesmo tempo refazendo os caminho sagrados de saberes e conhecimentos que estão contido neles, proporcionando os instantes cósmico de contemplação coletiva, nos encontros interativos tribais.
Esse momento sagrado quando feito sem um acompanhamento melódico instrumental ou corporal, sinaliza para o nativo que é um instante de ligação; de ouvir o seu meio ambiente interno e externo milenar, tudo que não é obra do bio-humanóide.
A imagem do jovem líder ancião trazendo a bilha feita de cabaça, instrumento de cordas e maracás. São as indumentárias, que os narradores livres, usam como ponto de acentuações dos princípios dos pontos auto-supremalizantes, de sustentação, do intelecto nativo alternativo florestal Acreinco. Um dos maracás, é feito com a casca esférica de um fruto de castanheira. Esse instrumento esta ai para rememorarem os acalorados embates, onde o ancestral maracazeiro, passa por instantes, que põem em duvida a sua capacidade de mestre sábio. Neste caso, temos o registrado narrativa. Que num certo instante cíclico natural, de colheita dos frutos das castanheiras, o lendário jovem líder dos maracazeiros, passou o dia observado os frutos caindo, foi ai que percebeu que os sons que eles produziam, alguns soavam o dobro de outro (oitava) teve a idéia de separá-los por tom, e descobriu que aquele que soava mais alto, tinha o dobro de castanha, o dobro do peso do outro. E aparti daí passou a organiza-los, dando vida a um dos primeiros método teórico musical, que se tem noticia no contexto lendologico florestano. Que ficou conhecido como”o sons das esferas vegetais” por um bom período, suas idéias e postulados, ficaram como um monumento acadêmico sólido. Ate que sugiram os aventureiros, e conseguiram provar que o que fazia as esferas vegetais soarem em tons diferentes aos nossos ouvidos, não era o seu peso, mais o local onde elas caiam. Colocando em duvida, a competência e o saber do jovem líder, diante de seu povo. Narram, que o jovem saiu pela floresta, não conseguindo entender, como não tinha percebido um detalhe tão sutil. E foi até o grande espelho da mãe de todas as águas, chegando lá, os encantados estavam em festa, no ritual das pulverizações liquidas, quando lhe é revelado a existência do grande arco, ele então é orientado a reproduzir uma copia, num tamanho que dê para manipular e conduzi-lo sem dificuldade. É ai, que ao verificar o som da corda esticada, tem um tom caracteristico, e quando reduzida a sua metade por uma espécie de corda que serve de cavalete moveu, mantendo a mesma tensão, ela soava uma oitava acima. E assim ele volta para o seu povo e retomar o seu posto de líder dos reis de maracás.
“existem também, aqueles outros loucos, que querem nos convencer de que viver sem suas idéias, é algo impossível”