quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

A LENDA DOS CONTADORES DE HISTÓRIAS DA FLORESTA


Um dia jovem lider da grande aldeia resolveu sai pela floresta, em busca de uma maneira de fazer as pessoas felizes, pois acreditava que em alguma lugar lá meio da mata existia algo que podia ajuda-lo nesse propósito e depois de alguns anos andando achou que tinha chegado a hora de pará e voltar pra casa, e assim ele fez, e quando estava perto do caminho que o levava a sua casa avistou, uma estradinha margeada de bela de flores, e não resistiu a vontade de caminhar um pouco por ela. Caminhou, caminhou, até chegar a uma clareira onde corria um pequeno regato, a suavidade dos canto dos pássaros era como um convite para que seguisse enfrente, ele caminhou, caminhou até encontrar um simpatico ancião sentado debaixo de uma frondosa árvore florida, aproximou-se e o ancião ofereceu lhe uma fruta, em seguida pediu para que o jovem sentasse ao seu lado. E Iniciaram uma agradável conversa, em pouco tempo já pareciam velhos amigos, e foi então que o ancião perguntou, por que ele andava sozinho pela floresta, o jovem explicou que os nativos de sua tribo acreditavam que em algum lugar no meio da floresta, existia um segredo milenar que quem o revelasse receberia o dom de fazer as pessoas, e quem tivesse o merecimento ia encontra-lo. E o ancião então lhe disse:
- O que voce procura, é um caminho especial. Siga enfrente, lhe garanto que antes de chegar a primeira aldeia voce vai encontrar o que procura. mas siga conversando com voce mesmo, use sua imaginação.
O jovem se despediu do ancião e começou a caminhar. E novamente os dias foram passando e nada de povoado, mas ele seguia acreditando desta vez ia encontrar o que tanto procurava, sua vontade era maior que o cansaço, e foi então que teve a idéia de inventar umas histórias e sair contando para ele mesmo. E assim ele fez, a caminhada passou então a ser mais prazerosa, aquela idéia de inventar histórias era uma coisa maravilhosa; era um passatempo divino, e ele inventava histórias incríveis, cada uma mais bela que a outra. Os dias foram passando rapidamente e ele já não lembrava mais que tinha que encontrar uma aldeia. Foi então que chegou a um pequeno vilarejo, ele suspirou desolado, não tinha encontrado o tal segredo que procurava, ele podia está em algum lugar no caminho que ele percorreu, mas aquela brincadeira de inventar historia o deixou bastante distraido, lembra apenas algumas poucas paisagens dos lugares por onde passou. Ele caminha pelas pequenas ruas do lugarejo, até chegar numa pracinha onde as pessoas estão reunida num grande circulo, ele se aproxima. E percebe que uma jovem muito bonita é o centro da atenção de todos, ele caminha entre os que estão por ali, até chegar perto da moçinha. Ela brinca de fazer mágica com algumas penas de pássaros coloridas, e fala de acontecimentos fabulosos, e ao vê o jovem líder chegando ela tira da cintura uma bilha feita de fruto de cabaça, pega uma pequena cuia e enche com um liquido aromático e estende para ele dizendo:- O jovem parece um pouco cançado, Beba!diz ela estendendo a cuia para o rapaz - Essa é uma poção mágica do senhor da floresta, Beba que realizará o seu maior sonho. Abra a boca e feche os olhos! E assim o jovem faz. E as ultimas palavras da moça fez com que algumas lembranças de sua infância, ao provar o liquido ainda de os olhos fechado, ele se vê novamente caminhando dentro da floresta, mas agora ele é um criança, e para sua surpresa a estrada por onde ele caminha é mesma estrada que o levou ate ali, só que agora ele vê o ancião que o aconselhou, caminhando ao seu lado, com seu sorriso tranqüilo ele vai lhe contando historias, cada uma mais bela que a outra, e jovem lembra de cada uma dela, pois elas agora faziam parte dele. E a jovem manda ele abrir os olhos e sorrindo pediu para ele contar o tinha desejado e como tinha sido sua caminhada pela floresta. isso como se ligasse um motor, ele passou a contar uma historia atras da outra, as ficaram fascinada com suas histórias e pediam para que contasse mais, e ele contava. Chegando o anoitecer arrumaram um lugar para ele descançar, as moças e os rapazes estavam felizes todos os felicitavam, o abraçavam fazendo uma grande festa. e no outro dia todo foram até onde ele estava e pediram para que continuasse com suas histórias, e assim ele fez. e resolveu Passar alguns dias por ali e ensinar a criarem suas prórias histórias e depois os incentivou a sairem caravanas para irem conta-las nos outros povoados. E até hoje esse lugar é conhecido com a lendaria aldeia dos contadores de histórias da floresta. E com certeza se voce ainda não encontrou vai encontrar um deles em seu caminho. E vai descobrir que um maneira de fazer as pessoas felizes, é transporta-las para outra realidade; pro mundo dos sonhos. pro universo onde tudo é possivel, o mundo do faz de conta. viva os contadores de histórias!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O MARACÁ

Entre as idéias que nos passaram no caminho no trecho conhecido como Maracá temos as seguinte:
O MARACÁ (NA ERA DAS ÁGUAS DOCES)
O MARACÁ uma das traduções conhecida para o nome MARACÁ tem uma de origem indigena no estado de Recife, que quer dizer "a pedra que fala".o conhecido instrumento musical ritualístico indigena utilizado pelos pagés, xamãs, ayuasqueiros ou daimistas como queiram, sendo que nesses ultimos o MARACÁ é construido com um cabo de madeira sendo a sua parte superior composta por um lata metálica destas produzidas pelas industria de leite e outros laticínios.dentro do contexto do milênio das águas do lendários Rio Branco dos Botos Encantados, esse instrumento e´ uma das peças fundamentais de estruturação argumentária. Nesse contexto
lendário é a peça utilizada pelo Rei de MARACÁ "DOS LENDÁRIOS NATIVOS FESTEIROS FLORESTANOS" onde entre outras variações é tambem conhecido como um livro sagrado nativo herdado ancestral imemorial que tem função iniciatica, de Entendimento do que vem a ser o ser, de centraliza-lo, localiza-lo dentro do contexto celeste, de auto supremalização, de
compreensão do ser como imagem e semelhança do criador de todas as coisas perceptiveis, esta
ultima e desvelada da seguinte maneira. 1)A parte superior do MARACÁ é feito com a parte superior do fruto de cabaça, que tem um formato esférico circular. a) O CIRCULAR é o simbolo do sem principio, nem meio, nem fim. ou seja, o símbolo do eterno; da eternidade compreensivel de forma grafo geometrica.
b) NO INTERIOR desta esfera de sua parte SUPERIOR, através de um pequeno orificio são
depositada as mais diferentes sementes, que ficam presas ai dentro vedada por um pedaço de
madeira que utilizado como cabo, onde o nativo segura para balançar o instrumento e assim
produzir o seu som caracteristico.
* essas sementes são depositadas aleatóriamente ou de forma ritualística.c)AS SEMENTES diferenciadas paradas em seu interior, representam o que cientificismo derine
como CAOS.
AO MOVER O MARACÁ, AS SEMENTES EM ATRITO com a casca dura do fruto da cabaça produz a
materia vibrante conhecida como SOM. ou seja , do CAOS na inércia, no movimento produz do
MARACÁ produz uma nova energia harmonica musical contactavel. Esse evento é o que o
relaciona com o todo perceptivel bio-visualmente, pois tudo que vivenciamos;tudo que nos é
perceptivel é o resultado de micro paticulas vibrantes em choques gerando infindas formas
palpaveis; condensadas vibrantes. tudo o que cotactamos é com nossas bio-forma corporea e
psico-vibrante é o som de um gigantesco e colossal MARACÁ. É a vibração do "OM" que é tido
pela cultura hindu como o som primordial, ou o BING-BANG do cientificismo ocidental.
Portanto voce com um maracá na mão ao faze-lo vibrar, passa a ser uma representação
simbolica dos elementos que deram vida a tudo que existe de alguma forma, ou seja, DEUS de
alguma forma compreensivel.
* Existe Outras formas de leituras, uma delas envolve ao mesmo tempo uma moral; uma
instrução, ou seja, podemos nos ver como seres bio-tipicos diferentes, assim como vemos as
diferentes sementes no interior do maracá. Mas podemos soar harmoniosamente; num mesmo
sentido. * A terra é a cabaça, e as árvores são os sons das sementes contidas no seu interior.
* O principio da incerteza da fisica Quântica sobre a questão da onda e da particula; da
duvida se tudo é onda ou é particula, que da seguinte reflexão; quando captamos a onda perdemos a aparticula, e quando captamos a particula perdemos a ondas, ou seja, voce pode olhar para um remanso e vê um banzeiro de água vindo, ou olhar para o banzeiro e vê um porção de particula de H2o. O Quântico está entre a onda e a particula. Mas A complexidade dessa especulação se desfaz com
o maracazeiro. ou seja,
O MARACÁ PARADO REPRESENTA A PARTICULA
O SOM QUE ELE PRODUZ É A ONDA
O QUÂNTICO É O MARACAZEIRO; O MOVIMENTADOR.

A LENDA DAS MALOCAS

AS HISTÓRIAS MÁGICAS DO REI DE MARACÁ

Há muito tempo atras, os indios da terra formavam uma grande familia feliz no meio da
floresta, tinham de tudo que precisavam para sobreviverem. Mas nos dias de chuva e ventos fortes eles ficavam numa situação um pouco desconfortavel. Nesses dias era
um corre-corre geral dentro da floresta, todos buscando um lugar para se proteger. E por mais que batessem cabeça, não encontravam uma maneira de amenizar a situação. até que num dia de primavera nasceu Araiu. Araiu era um curumim muito esperto e brincalhão adorava ouvir o canto dos passarinhos, e imitava com perfeição o canto de cada um deles, os passarinhos também gostavam muito dele, onde Araiu estava, tinha sempre muitos passarinhos por perto, e uma das razões para isso, era a de que passava uma chuva forte pela aldeia, Araiu costumava sair pela floresta examinando cada árvores onde existiam ninhos para verificar se estava tudo bem com eles. Depois saia procurando com cuidado pelo chão para vê se encontrava algum por ali. E foi então que depois de um desses dia chuvoso, Araiu voltava para aldeia quando viu um ninhozinho virado de cabeça para baixo no caminho, era um ninhozinho muito estranho, brilhava como uma estrela. Araiu baixou-se para desvira-lo e verificar se tinha algum filhote ali debaixo, e para sua surpresa, ao levantar o ninhozinho percebeu que o lugar onde ele estava, o chão estava seco. Araiu ficou um bom tempo olhando para o ninhozinho e o chão, foi então que veio uma idéia que a principio ele achou muito engraçada, mas era uma idéia que iria transforma para sempre a vida dos nativos de sua grande aldeia e se torna o primeiro grande chefe curumim de sua tribo. A primeira idéia que teve e que achou bastante engraçada, foi se imaginar do tamanho de passarinho e se escondendo debaixo do ninhozinho nos dias de chuva. E depois de muito ri, ele pegou o ninhozinho colocou num lugar seguro e seguiu de volta para sua tribo, aquela idéia engraçada continou o acompanhando, e foi então que ele pensou; " E se o ninhozinho fosse bem grande que desse para um indiozinho ficar debaixo" Puxa! aquela era uma idéia muito boa, pensou ele. Pois nos dias
de chuva ele podia virar o ninhozinho se esconder debaixo, e com certeza estaria protegido dos pingos da chuva e do vento frio que sempre vinha correndo atrás da chuva quando ela passava. Araiu voltou pra casa cantando de felicidade, pois tinha uma idéia que podia mudar a história dos seus irmãos de floresta. E chegando na clareira onde estava sua tribo, foi direto no grande chefe contar sua idéia. O grande chefe lhe ouviu atentamente e depois deu uma bela gargalhada dizendo:

- E onde vamos encontrar ninhos de pássaros tão grandes para vira-los de cabeça para baixo?

E o pequeno Araiu respondeu:

- Ora! É só a gente ir procurar onde moram os grandes pássaros que movimentam as asas que tange as nuvens do céu da aldeia, pois com certeza eles devem morar em ninhos enormes. Basta reunir todos, ir até lá, pegar os ninhos, vira-lo de cabeça pra baixo e pronto, todo estariam protegidos dos pingo da chuva.
O grande chefe seu uma bela risada e disse:

- Ah! Meu pequeno, Araiu. Esses pássaros não existem, isso é invenção daquele velho caduco que vive na beira do rio olhando as águas passar. Vá brincar com os outros curumins e tire essas bobagens da cabeça. Isso é coisa do espirito do velho indio que costumava soprar histórias para as crianças que bricam sozinhas no meio da mata.

O pequeno Araiu saiu decepcionado com o grande chefe. E passou a fala de sua idéia para todos que encontrava em sua frente, e como resposta ouvia sempre uma boa gargalhada. Seu amiguinho Otob, Otob foi o único que não riu da sua idéia, e até se prontificou ajuda-lo a procurar o ninho do grande pássaro. E antes de sairem para essa aventura, Araiu resolveu ir até a beira do rio ouvir os conselhos do velho indio e pedi para que ele mostrasse a direção que ficava morada do grande pássaro que tangia as nuvens. O velho indio que olhava as águas passar tudo o que o indiozinho tinha a dizer. E para surpresa de Araiu o velho ouviu tudo sem esbouça nem um sorriso e falou:

- Araiu, há muito tempo o espelho d'gua me mostrou um grande pássaro falando com um indiozinho, esse indiozinho o ouviu atentamente e aprendeu como transforma todos de nossa tribo em grandes pássaros e assim ajudou todos a vencer o calor da luz do sol e os pingos d'guas das chuvas que caiam, e depois de muitas luas, mesmo contra a vontade do grande chefe, o pequeno curumim foi aclamado o novo grande chefe da aldeia. Por isso que o grande chefe me expulsou da tribo e eu vim morar na beira do rio. Mas aqui eu vivo feliz, eu canto, eu toco meu maracá e escuto as águas correntes, elas sempre me ensinam alguma coisas, sempre me mostram coisas novas que vão acontecer. Você será o pequeno grande chefe, o grande pássaro falou com você. Você e seu amiguinho vão ensinar a todos como se transformarem em grandes pássaros. agora sente-se na beira do barranco e fique esperando a voz do espirito das águas fala com você, observe as
borboletas de asas coloridas que voavam na beira do rio você vai aprender muito observando elas.
E Araiu ficou ali pensando e observando as borboletas, e ele viu que a vida das borboletas parecia muito boa, se ele soubesse voar como ela ia conhecer muitas coisas bonitas ia visitar as flores da floresta, ou fazer como fazem os pássaros, voando de galho em galho e comendo frutas maduras, e quem sabe Escolher uma árvore bem grande com galhos bem fortes e Construir um ninho bem bonito para mora.
A noitinha Araiu voltou para sua tribo, seu amiguinho Otob perguntou o que espirito do velho do rio tinha falado, Araiu contou o que tinha sonhado que
era um pássaro, e foi muito bom sonhar que podia voar, viver num ninho bonito e bem grande, comer frutas maduras nas árvores. Otob ficou muito feliz ouvindo o seu
amiguinho, e disse que também ja tinha sonhado em ser um pássaro, e contou tudo o pensou em fazer se tivesse asas para voar. Ao terminar a conversa Araiu e Otob foram dormi e naquela noite Araiu sonhou que ele e Otob voavam como pássaros, e construia um grande ninho no galho de uma bela arvore que tinha ali por perto, e pela manhã acordou com aquela sonho na cabeça, foi ao encontro do seu amiguinho e o convidou para ajuda-lo a contruir o grande ninho como tinha sonhado. E assim os dois partiram para construir o grande ninho, mas logo perceberam que apesar de ser uma boa idéia não era tão simples organizar cipós,folhas nos galhos da árvore de maneira que ficassem bem firmes uns aos outros, e resolveram então ver de perto como os pássaros faziam isso. E depois de alguns dias observando os passaros trabalhando, eles deram inicio a construção do grande ninho, os outros indios notando a movimentação dos dois, ficavam passando ali por perto tentando entender o que Araiu e seu amiguinho estavam tentendo fazer.
Passado alguns dias o primeiro grande ninho ficou pronto, Era de um tamanho que cabia os dois curumins dentro.
Os nativos via aquilo e diziam que os dois estavam possuido pelo espirito do velho indio da beira do rio, e que logo logo a mãe das águas iam leva-los para o fundo do rio. Mas Araiu não cansava de
dizer que quando o grande pássaro tangesse as nuvens de pingo
d'gua para cima de sua tribo, que eles iam entender o que ele e seu amiguinho estavam fazendo.
Chegou então o dia em que o vento das asas do grande passaro começou a empurra as nuvens de chuva pra cima da adeia. Alguns indios curiosos foram correndo ver o que Araiu e seu amiguinho iam fazer com aquele monte de cipós transados. Os pingos começaram a cair, os dois subiram na árvore e jogaram o grande ninho la de cima, o grande ninho caiu emborcado no chão e com o impacto ficou meio torto, os dois trataram logo de ajeita-lo.
Os pingos de chuva foram se intensificando, os indiozinho ficaram girando entorno do grande ninho, pois esqueceram de fazer uma entrada, todos que assistiam a cena, começaram a ri, e partiram para dentro da floresta buscando lugar para se protegerem da chuva, deixando para tras Otob e Araiu.
Passada a chuva todos voltaram para grande clareira no meio da floresta. E como era de costume, todos que iam chagando iam deixando uma pedrinha no centro da clareira, o grande chefe foi até lá para ver se todas as pedrinhas estavam lá, pois era assim que ele sabiam se todos tinham voltado. E depois de verificar as pedrinhas notou que estavam faltando as do Otob e a do Araiu. Todos sairam para procurar os dois curumins, rodaram por dentro da floresta e nada de encontra-los e quando já estava perto de anoitecer quando tiveram a idéia de irem procura-los na árvore onde eles tinham construido o grande ninho. Chegando lá vasculharam tudo ao redor e nada de
curumins. Todos já estavam achavando que a mãe das águas tinha levado os dois para o fundo do rio, quando alguém teve a idéia de ir verificar debaixo do grande ninho, e girando entorno do ninho viu um pequeno espaço aberto, abaixou-se e olhou la dentro e para sua surpresa lá estavam o dois curumins enxutinhos dormindo tranquilo como se nada tivesse acontecido, rapidamente foi chamar o grande chefe, que acompanhado por todos foi até o grande ninho e ficou impressionado com o que tinha acontecido ali. foi um alvoroço geral todo mundo queria ver os curumins, os dois acordaram assustado com algazarra que os nativos faziam, e foi tão grande a comfusão que findaram por quebrar todo o ninho, deixando só osresto de galhos folhas e cipós pelo chão. Araiu e Otob choraram muito ao ver o que restou do ninho, espalhado pelo chão. O grande chefe então convocou uma grande reunião, e disse que os espirito da floresta tinha falado com aqueles dois curumins para que eles mostrassem a tribo uma forma de se protegerem dos pingos d'gua e do calor da grande bola de fogo que clareava o dia. E pediu para que todos se juntassem e construissem um ninho bem grande que abrigasse todos os membros da tribo. E assim foi feito, mas passaram muitos anos procurando uma grande árvore onde podesse costruir um ninho bem grande, e foi novamente Araiu e Otob que tiveram a idéia de construir o grande ninho no chão, os dois então passaram lidera a grande tribo debaixo do grande ninho. E assim o tempo foi passando e a tribo aumentando, foi quando o grande chefe Araiu, novamente observando os passarinhos percebeu que cada familia tinha o seu próprio ninho para morar, ele então começou a recolher penas coloridas de pássaros que encontrava na floresta e amarrando em cipós em forma de circulo, e quando o primeiro circulo de penas estava pronto, ele então o amarrou entorno da cabeça e foi fala com sua tribo. Chegando lá disse a eles que o grande espirito da floresta tinha falado novamente com ele, e disse que tinha chegado o tempo de todos viverem como viviam os pássaros, ou seja, eles formavam uma grande familia mais cada uma tinha um ninho para conviver com uma familia em particular, e que portanto não precisavam viver brigando por um espaço dentro do seus ninhos, e todo filhote quando atingia autonomia, procurava construir o
seu proprio ninho. E que portanto o circulo de pena em sua cabeça indicava que tinha chegado a hora de voar para outro lugar e construir o seu ninho, e que todos que quisesse poderia fazer o mesmo, juntar suas penas e voar pela floresta.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008



O RETORNO DOS LENDÁRIOS
DO MILENIO ILUMINADO DAS AGUAS DOCES

(Extraído dos Arquivos do nosso meio ambiental imaginado florestano nativo Extensão atempória: AC®IN )




ENCENAÇÃO

INICIO- RITO TRIBAL DA RAINHA DAS AMAZONAS, MENSAGEIRAS DAS FLORESTAS.
A CONSGRAÇÃO DO SOLO DAS SAGRADAS NARRATIVAS NATIVAS GLORIOSAS FLORESTANAS.
SOM DE AGUA. EM SEGUIDA, DE VENTOS FOLHAS, FRUTO CAIDO, PASSÁROS. SOM DE UM MARACÁ.


APÓS O SOM DO MARACÁ
( EM OFF, A VOZ DOS VENTOS ATLANTIDOS )_

MUSICA : OCEANOS SUSPENSOS


- O ESPAÇO FLORESTAL IMEMORIAL SAGRADO, DOS MARACAZEIROS DOS TERREIROS, DOS NATIVOS LENDÁRIOS FESTEIROS, ESTÁ CONSAGRADO. NESTE MOMENTO CÓSMICO, ACENTUA-SE MAIS UM ETERNO ESPETACULO, ARTISCO-SÓCIO-CULTURAL ATEMPORAL. AS NARRATIVAS DO NATIVO CÓSMICO TRIBAL GLORIOSO.
OS PERSONIFICADORES IMAGINANTES LIVRES, LIBERTÁRIOS. VIBRAM DENTRO DESTA EXTENSÃO ESPACIAL SIMBOLICA SIGNIFICATIVA ANCESTRAL, APARTI DESSE MOMENTO, TUDO PODE ACONTECER. ESTAMOS NA DIMENSÃO DO ARTISTICO ATEMPORAL, IMEMORIAL. ONDE TODAS AS “REALIDADES” AFLORAM, QUESTIONAM-SE ANTI-CONFLITANTES, AFLORANDO SEM PRECISAR INTERVIR EM CRENÇAS OU POLITICA IDEOLOGICA DE OUTROS POVOADOS.
NESSE ESPAÇO SAGRADO. NÃO EXISTE A QUIMERIA, QUE CHAMAM DE “IMPOSSIBILIDADES” , TUDO “É” “POSSIVEL”. SEJAM BEM VINDOS AOS NOSSOS TEMPLOS SAGRADOS DE AGUA VIVA, DO BRANCO RIO ILUMINADO; DOS FABULOSOS ESPETACULOS DE ATLÂNTIDA.

SOAM NOVAMENTE O GRANDE MARACÁ-JAH.
OS NOBRES NATIVOS LENDARIOS MARACAZEIROS TRAZEM O IMPERADOR OFICIAL DE CERIMONIA DE ABERTURAS DOS POSTAIS DE RETORNO, AO ETERNO LENDARIO FESTEIRO DA ERA DAS AGUAS DOCES AMAZONINCA.
OS PORTAIS DO CONTINENTE PERDIDO DOS ATLANTAINCAS DAS AGUAS DOCES, DO LENDÁRIO FESTEIROS DOS ENCANTADOS DA FLORESTA. E OBEDECENDO AOS NOSSOS IRMANADORES COMPROMISSOS, O PERSONIFICADOR OFICIAL DESTE MOMENTO SAGRADO ANCESTRAL, DE NOSSAS TRIBOS FLORESTANAS, PARA O REINICIO DESTE IMEMORIAL RITO FESTEIRO TRIBAL. ENTRA EM NOSSO TEMPLO O LENDÁRIO GREGORION.
OS LENDARIOS IMPERADORES DA GRANDE ALDEIA DOS CONTADORES DE HISTÓRIAS DA ERA DAS AGUAS, ENTRAM TRAZENDO O ANFITRIÃO IMPERIAL PARA FAZER O ARGUMENTÁRIO DE APRESENTAÇÃO E SUSTENTAÇÃO IMAGINANTE DIALETICA NATIVA FLORESTAL URBANÓIDE, QUE OFICIALIZA O IMPERADOR LENDARIO TRANSITORIO ATEMPORAL, DANDO OS ARRAZOAMENTOS SIGNIFICATIVO DE PARA AS REFLEXÕES E POSSIVEIS VARIAVEIS PROPOSTATIVAS.
TRES VIVA A GREGORION O NOSSO IMPERADOR DOS PORTAIS DO ETERNO E
SEMPRE NOVO ESPETACULO DO MILÊNIO ILUMINADO DAS AGUAS.





















Sugestões de Textos complementares:
O que é esse aqui ? aqui não existe, é uma ilusão filosófica e um delírio; uma esquizofrenia racional. O que definimos como; aqui. Na verdade é em todo lugar. Porque você sempre estar aqui.
portanto tanto a sensação de existência ou não existência do mesmo. Lá, é aqui, por mais que pareça ser, lá.
- o teatro é o portal da nossa essência primordial criativa auto-onipotentizante. Onde nos fazemos a sua imagem e semelhança; marionete dos criativos, dos criadores; dos deuses humanizados, onipotente. Por aqui voltamos aos nossos verdadeiros universos cósmicos supremos aqui e o meu espaço, aqui mostro; te dou provas que sou; inaprisionavel; imprevisível, inesperável. Tolos os que vem aqui tentarem me redomar, me congelar, em altar me esfero-explicar. Enganam-se! Ainda palpeiam equivocados nos seus caos logísticos. Dêem graças a mim a minha existência teatrante. Pois sem mim não existia criador não existia criação. Sim! Eu sou capaz do impossível, sim eu sou a ambição do imaginante, eu sou a imaginação em pessoa. O que foi ? o que estranhas? Eu, prepotente!? Não adianta, vocês não conseguem viver sem mim. Não! Não sou quem marcas estes encontros. São aqueles que por mim se apaixonam. Você não imagina quem eu sou. Sim! Eu sou irresistível. Eu estou dentro de você, e você esta dentro de mim. Eu sou portal das sombras; dos iluminantes . Por mim, tudo é possível. Aqui, curam-se seres, acontecem verdadeiros milagres. sim ! e nossos encontro, são eternos inevitáveis. Arrebatadores, transformadores, revolucionários cósmicos, mutantes, incessantes, gloriosos, deusificantes. Deuses ! Deuses, Deuses...

BOTO - O DESPERTAR DOS ATLANTAS DA ÁGUAS DOCES AMAZONICA( I )

ELEMENTOS DO FESTEIRO TRIBAL SAGRADO DOS NATIVOS FLORESTANOS


PERSONAGEM : A RAINHA DAS AMAZONAS
“MENSAGEIRAS DO BRANCO RIO DAS AGUAS DOCES AMAZONICA .”



CARACTERISTICAS:

- TEM UM SORRISO APAZIGOADOR NO ROSTO.
- FALA COM OS NATIVOS, COMO UMA GRANDE MÃE, FALANDO PARA UMA GRANDE FAMILIA DE IRMÃOS MEIO AMBIENTAIS FLORESTANOS.
- É UMA NOBRE PERSONIFICADORA DOS SERES LENDARIANOS INFANTIS E FEMENINOS, DO REINO DAS AMAZÔNINCAS DAS AGUAS DOCES VEGETAIS.

- TRAJA ROUPA, DE TONS BRANCOS ACENTUADO. COMPLEMENTOS VARIÁVEIS (DETALHES ARCOIRÍCOS EM TINTURA VEGETAL, PENAS. ADORNOS EM CIPOS, FOLHAS, GALHOS SECOS, SEMENTES E ETC .
- LONGOS BRACELETES DE SEMENTES, ORNAMENTADAS DE PENAS COLORIDAS, QUE PASSA PELA PARTE SUPERIOR DA MÃO, SUGERINDO ÁGUA JORRANDO EM FIOS DE GOTICULAS DE LUZES VEGETAIS . TIARAS DO REINO DAS AGUAS.
MUNHEQUEIRA COM SEMENTES “OLHO DE BOTO” : SENDO, QUATRO EM CADA BRAÇO, OBDECENDO A SEGUINTE ORDEM , EM CADA BRAÇO:





1- ENCIMA 2- EM BAIXO. 3- DO LADO DIREITO 4- DO LADO ESQUERDO .
* COM MOVIMENTOS DOS BRAÇOS E EXPOSIÇÃO DAS SEMENTES SÃO PASSADAS MENSAGEM E INDICAÇÕES DE AÇÕES DO PERSONAGEM.











DA ORIGEM :

- É UMA LENDÁRIA CAMINHANTE ANCESTRAL QUE DEU INICIO AO GRANDIOSO CICLO DAS NARRATIVAS FABULENDÁRIAS SAGRADAS, DA GRANDE ALDEIA DOS CONTADORES DE HISTORIAS DAS FLORESTAS.

(TEXTO DE SUSTENTAÇÃO LENDOLÓGICA: A LENDA DO CONTADOR DE HISTORIA DAS FLORESTAS.)





UTENSILIO ENDUMENTÁRIO


O CAJADO SAGRADO - QUE REPRESENTA SIMBOLICAMENTE, A GRANDE SERPENTE LENDÁRIA FLORESTANA (O CETRO IMPERIAL, DA GRANDE ALDEIA DOS CONTADORES DE HISTÓRIAS) O FORMATO DE SERPENTE QUE TEM O SEU CAJADO E REPRESENTA O INICIO E CONTINUIDADE DAS NARRATIVAS ORAIS, FABULENDÁRIANAS FLORESTAIS.


COM TRES TOQUES DO CAJADO SAGRADO SERPENTINO, consagra o solo, QUE SIMBOLICAMENTE, REMETENDO OS NATIVOS AO ESPAÇO TEATRAL IMEMORIAL ANCESTRAL AMAZÔNINCO, DO IMPERIO DAS AGUAS DOCES. O TEMPLO DO IMAGINANTE NATIVO LIVRE TRIBAL LIBERTÁRIO, TODAS AS TRIBOS, CONCEDE UM ESPAÇO PARA A SUA MANIFESTAÇÃO, O PERSONAGEM É COMO UM DEUS VEGETAL, QUE SE IMPOEM PARA FUNDAMENTAR DE SABERES E CONHECIMENTOS OS IRMÃOS FLORESTANOS NOS PERIODO DOS SAGRADOS LENDÁRIOS FESTEIROS.


O MARACÁ

O SOM DO MARACÁ É O QUE ABRE OS PORTAIS DAS SONORIDADES; INSTRUMENTAIS E VOCAIS DOS NATIVOS.
- É USADO COMO BATUTA MAESTRINA. PARA INDICAR COMPLEMENTOS DE SONORIDADES NATURAIS AO QUE ESTA SENDO EXECUTADO NO ESPAÇO ONDE SE MANIFESTOU O PERSONIFICADOR OU PERSONIFICADORA. OU SEJA, RETORNO AOS SONS NATURAIS. (PASSAROS, ANIMAIS, BRISA, VENTOS, FOLHAS , AGUAS CORRENTE, PINGOS E ETC.) , QUE PODEM SER OU NÃO, INTERMEDIADAS POR INSTRUMENTOS DE PERCUSSÕES E SOPROS DOS NATIVOS

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Patrimônio do Imaginário Florestano Nativo Popular

Patrimônio do Imaginário Florestano Nativo Popular




Arquivo dos Mito-Lendários Florestanos



“ A energia que me move, é mesma que move outros loucos, que raciocinam, e vão continuar a raciocinar Razões, para me convencerem de que eu não tenho razão. “

CLENILSON




Você vai entra em contato, com os primeiros ensaios das narrativas dos lendários, nas quais lendologos expressar suas idéias e pensamentos.





“Ninguém, é obrigado a ler as composições argumentarias, contidas nos lendários, aqui expostos.”












Extensão Atemporia Lendologica

“ LENDÁRIO MARACAZEIRO ”

FRAGMENTOS DOS NARRATIVOS APERIÓDICO, DO NATIVO FESTEIRO FLORESTANO LENDACREANO.

Antes de expor estes primeiros fragmentos lendários, é bom frizar que o contexto lendológico, na sua forma mais pura, embora possa parecer, não vem para subverter ordens ou crenças estabelecidas, nem afrontar ideólogos tribais diferenciados, harmônicos ou conflitantes em si. Ou por abaixo, preceitos nobres sociais ou anti –sociais, pois tem os seus próprios, com os quais se ocupa.
A narrativa abaixo, é extraída dos iluminados lendários dos encantados, na extensão dos nativos festeiros, do reino das águas doces. Do nosso atemporio, novo milênio da era das águas doces.


O AUTO DOS ENCANTADOS

No reino das águas doces, a euforia das nativas era algo contagiante,
LÚ, a nobre princesa das amazonas, andava de um lado para outro, entre as maravilhas aqüíferas, dos magníficos jardins imperiais, buscando selecionar as melhores essências, os mais raros aromas, as mais belas flores, para acariciar e perfumar o veludo neve de sua pele suave.
Teceu o mais belo vestido , com o que colheu de mais belo nos jardins imperiais. E assim , foi para a grande fonte das vertentes do espelho da mãe das águas, olhar o seu futuro e confrontar novamente o poder do jovem líder dos encantados, que é parte dos ritos sagrados das nobres nativas amazôninca.
Depende de sua beleza, sensibilidade e poder de encantamento criativo, o merecimento de receber os nobres presentes de passagem dos portais das águas doce, do reino dos encantados.
Ao entrar no bosque, a princesa é recebida com as honras do batismo das águas doces, e segue ao encontro do nobre encantado, que esta sentado a beira do magnífico espelho, que a recebe o seu sorriso encantador, dizendo:
- bem-vinda ao leito do Branco rio, minha doce encantada rainha do sul. É a flor mais singela! Ouviste-me primavera! finalmente enviaste a mim. Diga-me. Qual dos sexto sentidos vem disposta a confrontar com o meu insuperável poder de encantamento ?
- Poesia. majestoso encantado.
- ah! Minha criança, inocente. O que chamas de poesia ?
- O hálito dos deuses enamorados, é o elemento surpresa para conquistar o meu amado. É o florais dos sentidos dos apaixonados.
- poesia !? minha criança encantadora...
É como vento.
É pensar em movimento
Só frios raciocínio
que congelam seus fragmentos.
Poesia! Fada, dos meus sonhos.
São partículas arredias
Orbitantes embriagadas
Apaixonantes , apaixonadas
Paralelas em choques
Perdidas, iludidas
Confundindo-se entre elas
São rotineiras passageiras do luminar eterno
Ficam por onde passam
E as vezes passam por onde ficam
Perambulando, num eterno sempre aqui.
Bobos gráficosgeometricos sem autonomias.
Motivos de traduções cômicas
No nosso reino dos encantados.
E para não me alongar,
meus encantos, das águas doces!
A Poesia, ainda continua apaixonada por mim.
E sempre vem rondar por aqui ciumenta,
Fazendo banzeiro, para distorcer os reflexos
Tão inspiradores quanto ela, que vê surji ao meu lado, nesse nosso maravilhoso espelho d’gua.

...BEM VINDOS A ATLÂNTINCA
SEJAM BEM VINDOS AO LEITO DO BRANCO RIO
AMAZÔNINCO
A CAPITAL DO PLANETA DO NOVO MILÊNIO
BEM VINDOS AO CONTINENTE DOS ENCANTADOS
NA ERA DAS ÁGUAS
BEM VINDOS AO REINO DOS NATIVOS LENDÁRIOS FESTEIROS
A NOSSA ETERNA BOTÔLANDIA.
DOS ATLANTAS DAS ÁGUAS DOCES...

“QUEM TEM SEDE VENHA:
-QUEM QUISER TOME DE GRAÇA A ÁGUA DA VIDA”

(APOCALIPSE 22:17)

“As vertentes do Branco Rio, estão jorrando. Transbordando de paz e amor libertário, os nativos festeiros, os giros dos remansos, de luminescentes banzeiros, iluminando o mundo inteiro.”


Os fragmentos como estes, fazem parte do contexto expositivos do aperiódico ouryssônico do nosso glorioso lendário nativo festeiro florestano lendacreano. Que acontecem em eventos típicos florestal sagrados, meio ambiental territorial diferenciados. Este é registro dos expostos no grande manifesto atemporio, no espaço do Cacimbão de Capoeira, reconhecido como um espaço sagrado nativo urbano florestano ancestral, do leito do Branco Rio. Onde se encontram partes das narrativas melódicas do eterno jovem líder, mestre dos encantados do continente perdido das águas doce. segue fragmentos rememorados.



“Contam os moradores do bairro da capoeira, que na época em que a vegetação virgem cobria quase que toda a extensão do bairro. Diariamente, Principalmente em noites de lua e céu estrelado, costumavam a aparecer por ali, misteriosos jovens viajantes andarilhos. Entre eles, normalmente apareciam alguns que usavam trajes exóticos, típicos dos peregrinos do caminho sagrado dos encantados das águas da floresta, este, adoravam cantar e ouvir musicas, alguns contavam historias extraordinárias, fantásticas, realmente maravilhosas, iluminadas de uma sabedorias simples arrebatadora. Foi num desses dias, que aconteceu, o que hoje é definido como; o retorno das autenticas narrativas dos gloriosos nativos lendários da floresta, o auto dos encantados do reino das águas das doce do BRANCO RIO, faz parte deste contexto.
Narrada por um jovem, que chegou bem vestido, adornado por belíssimos colares de sementes e braceletes de penas coloridas, e na cintura alguns pequenos maracás e outras pequenas peças artesanais, belíssimas, numa das mãos, trazia uma bilha feito de fruto de cabaça amarrada a um cajado, e com uma espécie de instrumento tipo violão, feito de arcos e cipós bastantes resistentes, amarrado a sua costa. Foi um reboliço entre os que estavam ali, alguns dos rapazes já o conheciam, e festejaram felizes, as moças soltaram suspiro enamorados. Era um autentico personificador do jovem líder dos encantados.
Esse dia ficou conhecido como: “ O dia em que o mundo, literalmente virou de cabeça para baixo”
Os lendacreanistas personificadores narrativo da variação lendologica botoista, o classificam como o dia do retorno das narrativas tribais autônomas, dos aperiódicos festeiro florestano ouryssônico.
São deste instante sagrado, as composições narrativas lendologicas tais como;

“O CAMINHO SAGRADO DA ERA DAS ÁGUAS”
“A LENDA DO NOVO REINO DOS BEIJA FLORES”
“ LENDA POP FESTA”
“AQUÁRIO : A ERA DOS BOTOS”
“ORENTONAL – O RITO FESTEIRO TRIBAL FLORESTANO ”
entre outras memoráveis peças do nosso nativo festeiro lendário.


* Toda tribo tem seus símbolos particulares, sua digital cósmica, única, intransferível. que deve ser acentuados, para que ela se revele independente; autônoma, assim como sempre foi, é e sempre será.


“...Uma aldeia forte, superior, independente. Tem nativos fortes, superiores, independentes.”

NOSLI NELC


Primeiras referencias de estruturações argumentarias de fundamentações complementares, quanto a origem rítmica e nomenclatura do rito sagrado tribal ourissônico se deu nessa relação interativa de desenvolvimento e reordenação da nossa dialética ancestral primordial florestana, que tem as seguintes extensões expostas:

“ o som do fruto esférico das arvores de castanheiras, que são típica da Amazônia, passou a ter um valor particular para os florestanos do período amazônincos, o som do fruto, era o prenúncio de que a vida receberia os suprimentos necessário para seguir em frente.
O som dele, em contato com o solo da floresta, é algo caracterisco; típico da floresta, acontece num contexto singular diferenciado.
Os sons compassados, lentos e acelerados, que fazem parte dos festeiros tribais nativos florestano. Esta associada, ao período de frutificação, indo do inicio ate o fim da colheita, os sons intervalados que produzes os frutos caindo durante os períodos de colheitas é o que rege rítmos dos ritos nativos.


O nome OURISSOM, tem a sua associações de significados tribais, paralelos, ao valor que o fruto tem para as comunidades da grande aldeia, que utilizavam suas amêndoas e seus derivados como base alimentícia.
Neste contexto aperiódico, ouvi o som do fruto caindo, é o mesmo que ouvi a própria razão de existir para nativo, ouvir algo valoroso; típico diferenciado. E Para os nativos, que cultuam o sol como a fonte da vida, e que tem o metal ouro como sua luz condensada, ou luz metalizada. (todas as civilizações, inclusive as florestanas, sempre tiveram o metal ouro, como um metal nobre.) e, associá-lo ao som do fruto caindo no solo da floresta, aconteceu de forma natural. Ouvi o fruto caindo, era ouvi o som de algo valoroso, nobre. Um som de ouro, ou ouro em som, (Ourensom) que é de onde vem a origem das variações estruturais alfabéticas,da palavra OURIÇO cada uma com seus significados particulares.Com uma coerência de informações, que extrapola o contexto típico acadêmico da linha racionalista, tido como real; racional. Esta inserida no contexto sócio artístico-cultural administrativo da grande aldeia. Entorno deste fonema, existe uma riquíssima constelação de significados grafossimbolicos, que fascinam os estudiosos, pelas surpreendes reflexões, que vão conduzindo a questionamento de profundos significados, principalmente no que se refere ao universo intelectual e meio ambiental natural vivenciado.
Algumas variações que deixam transparecer uma destas fantásticas associações esta ligada ao termo RIO DE LEITE, OU VIA LÁCTEA. nome com o qual os nossos nativos florestano batizaram o aglomerado de estrelas que é definido pelo nossos astrônomos como a nossa galáxia. Dentro deste contexto, as amêndoas de castanhas são tidas como gotas de harmonia, energia condensadas luminescentes, do grande Branco rio celeste,colhidas e transmutadas pelas imponentes transformadoras vegetais, conhecidas, como as arvore de castanheiras, nesse contexto, a nossa galáxia é vista como o grande remanso univérsico planetário, que nos seus giros de partículas, astro harmônicas luminosas vão produzindo os banzeiros celestes, recheada de saberes e conhecimento imemoriais, aguando as eras cotidianamente de vida.
Os períodos de colheita são tidos como o período de ouro dos florestanos.
As amêndoas são tidas como ouro branco vegetal, ou lunestelar , este ultimo, esta associado ao formato de meia lua que tem a amêndoa de castanha.
O atemporio ritualístico sócio ártico-cultural tribal, com característica arte-democratizante libertária, sem os vícios e equívocos acadêmicos ideológicos ditos modernos,assim é o aperiódico e GLORIOSO OURYSSOM SAGRADO FLORESTANO. Que tem suas particularidades, tem seus agregados significativos, que os nativos contemplativos vão extraindo e adicionando ao seu evolutivo desenvolvimento. Nele encontramos o pensamento de um povo especial, o registro uma historia, de sua gênese gloriosa e naturalmente sabia.

“...E PARA EVITAR OS PREVISÍVEIS ATAQUES, DO EXERCITO DOS HISTÉRICOS GUARDIÕES DAS “LEIS” GRAMATICAIS DITAS OFICIAIS, ADOTAMOS A LINHA ANTI-INTELECTUAL ANARQUISTA;OU SEJA, SE VOCÊ ENTENDEU O QUE ESCREVEMOS, ESTÁ PERFEITO. O RESTO, É RESTO.

NOSLI NELC



Louvai o brilho do sol
Louvai o amanhacer
Louvai o dia
Louvai o entardecer

Bem dito seja
Nativo Lendário
Maracá-jah
Rei dos maracazeiros
Bendito seja
Bendito ser
Que iniciou esse rito bem
De vê o sol nascer.

E descobriu que cabia dançares
que cabia cantares

· Fragmento Extraído dos compostos lendário melódicos, dos nativos festeiros florestais do contexto lendacreano.


“...Toda autentica peça lendária, é aparentemente, em si mesmada, se revela auto-suficiente simbolica e significativamente. Porem, universal compreensível libertaria...”



A palavra ouriçom oralizada, ou acentuada em publico, de uma forma perceptível a todos. para aqueles que conhecem o nosso contexto sagrado simbólico florestano significativo tribal. É como pará para ouvir a voz do nosso sábio ancestral imemorial nativo, nos remete a uma herança cultural florestana, que foi se condensando através das eras dando a forma do fruto vegetalíco, com o qual alimentaram-se, adoçaram, fermentaram e beberam seu leite, embriagando-se com seus liquido harmônico, irmanando-se, rememorando e ao mesmo tempo refazendo os caminho sagrados de saberes e conhecimentos que estão contido neles, proporcionando os instantes cósmico de contemplação coletiva, nos encontros interativos tribais.
Esse momento sagrado quando feito sem um acompanhamento melódico instrumental ou corporal, sinaliza para o nativo que é um instante de ligação; de ouvir o seu meio ambiente interno e externo milenar, tudo que não é obra do bio-humanóide.


A imagem do jovem líder ancião trazendo a bilha feita de cabaça, instrumento de cordas e maracás. São as indumentárias, que os narradores livres, usam como ponto de acentuações dos princípios dos pontos auto-supremalizantes, de sustentação, do intelecto nativo alternativo florestal Acreinco. Um dos maracás, é feito com a casca esférica de um fruto de castanheira. Esse instrumento esta ai para rememorarem os acalorados embates, onde o ancestral maracazeiro, passa por instantes, que põem em duvida a sua capacidade de mestre sábio. Neste caso, temos o registrado narrativa. Que num certo instante cíclico natural, de colheita dos frutos das castanheiras, o lendário jovem líder dos maracazeiros, passou o dia observado os frutos caindo, foi ai que percebeu que os sons que eles produziam, alguns soavam o dobro de outro (oitava) teve a idéia de separá-los por tom, e descobriu que aquele que soava mais alto, tinha o dobro de castanha, o dobro do peso do outro. E aparti daí passou a organiza-los, dando vida a um dos primeiros método teórico musical, que se tem noticia no contexto lendologico florestano. Que ficou conhecido como”o sons das esferas vegetais” por um bom período, suas idéias e postulados, ficaram como um monumento acadêmico sólido. Ate que sugiram os aventureiros, e conseguiram provar que o que fazia as esferas vegetais soarem em tons diferentes aos nossos ouvidos, não era o seu peso, mais o local onde elas caiam. Colocando em duvida, a competência e o saber do jovem líder, diante de seu povo. Narram, que o jovem saiu pela floresta, não conseguindo entender, como não tinha percebido um detalhe tão sutil. E foi até o grande espelho da mãe de todas as águas, chegando lá, os encantados estavam em festa, no ritual das pulverizações liquidas, quando lhe é revelado a existência do grande arco, ele então é orientado a reproduzir uma copia, num tamanho que dê para manipular e conduzi-lo sem dificuldade. É ai, que ao verificar o som da corda esticada, tem um tom caracteristico, e quando reduzida a sua metade por uma espécie de corda que serve de cavalete moveu, mantendo a mesma tensão, ela soava uma oitava acima. E assim ele volta para o seu povo e retomar o seu posto de líder dos reis de maracás.


“existem também, aqueles outros loucos, que querem nos convencer de que viver sem suas idéias, é algo impossível”

OURIÇOM (RELATÓRIO I)


OURIÇOM

O RITO NATIVO FESTEIRO TRIBAL
FLORESTANO


A palavra, OURIÇO. que o nativo usa para identificar o fruto esférico da castanheira, que tem no seu todo formal, bio-vegetal, um manancial de coerências informativas, sabia ancestral. Que extrapola o nível do que pode ser definido racionalmente como fantástico, fabuloso, extraordinário, e para aqueles que entram pela primeira vez em contato com essas decodificações orentativas contidas nele; na dimensão de um imemorial meio ambiental florestano ai registrado. Pode vislumbrar as gotas de uma fonte de saberes, de um tesouro de conhecimento sagrado nativo, que através das eras, serviu de farol para as nossas comunidades florastanas que zelam, e dedicam-se as reflexões e extrações significativas simbólicas tribais; aldeantes harmônicas que estão presente no todo que engloba a sua existência.
Começamos pelos acessos analogias que nos levam a uma das fontes da origem da palavra, OURIÇO. Que no rito festeiro tribal amazônico é conhecida como OURYÇOM.
Os irmãos nativos florestais usam esta associação alfabéticas, para identifica o fruto esférico com sementes de amêndoas brancas, conhecidas como castanhas, que são produzidos pelas arvores de castanheiras.
Em meio a constelação de significados. Podemos iniciar fazendo uma ligação do fruto com o significado que tem termo; Rio de Leite, ou via Láctea como queiram. Essas são algumas das definições que os nossos ancestrais Atlantas florestanos do Rio Branco, batizaram o aglomerado de estrelas que forma a nossa galáxia estelar.
As amêndoas de castanhas, dentro deste contexto associativo, de acesso analógico do imaginante dialético tribal imemorial, são tidas como as gotas de energias condensadas, do grande Branco Rio Celeste Iluminado, colhidas pelas redes fotonsintésicas das nossas imponentes transformadoras vegetais, conhecidas como arvores castanheiras. “...As gotas são produzidas pelos giros aspirais, do remanso grande Branco Rio celeste UNIVERSICO planetário luminescente, QUE COM SUAS CORRENTEZAS E banzeiros ASTROS HARMONICO, vão dando vida a essas partículas energéticas naturais planetárias, e elas desta forma vão se revelando como gotas mensageiras divinas, que seguem AGOAM AS ERAS DE PAZ . A ligação simbolica da aliança cooperativa entre o que chamamos de céu e a terra.

As amêndoas de castanhas, dentro deste aperiódica narrativo dialético imaginante nativo meio ambiental diferenciado. Surgi como elemento fundamental cultural acentuado, tanto na sua extensão intelecto orentativo, quanto no sócio interativo comportamental , normativo e administrativo. Neste instante aperiódico, As amêndoas, são componente básico na alimentação diárias dos nativos florestanos, que o valoriza como uma jóia nobre vegetal, e que está relacionada; associada a própria razão de existirem, e resistirem como grupos étnicos, interativos anti-conflitantes, irmanantes festivos. Vem da consciência do valor essencial, no que diz respeito a sub-existencia do nativo, Que o fruto das castanheiras é associado ao metal ouro; ou a uma era de ouro, que veio junto com a sua manifestação palpável bio-vegetal. Acrescentando que o metal ouro nesse instante aperiódico, é tido como a luz do sol condensada; metalizada; um metal sagrado, imperial.
O fruto da castanheira, é tido como ouro branco lunestrelar Atlântido vegetal, para os nativos deste aperiódico momento, devido ao formato de meia lua que tem suas amêndoas, o que leva também a associação a sua cor a energia astro galáctica luminosa condensada do remanso do grande BRANCO RIO ILUMINADO. (A Via Láctea)
É no período de colheita, que nasce o evento RITUALISTICO FESTIVO que veio como festeiro orientativo do nativo consciente, sócio artístico-cultural tribal. Dando vida ao que veio A SER CONHECIDO como o GLORIOSO OURIÇOM SAGRADO. Que é todo fundamentado, no agrego de significados que o nativo contemplativo vai lhe adicionando ao fruto. Onde está presente a sua gênese natural sábia imemorial preconcebida.

Vamos a uma das abordagens decodificativa intelectual pedagógica, usada pelos nativos florestais urbanizados que começa assim:.

“AO desprender-se do galho, o fruto da castanheira produz som característico, que se dá, no instante em que toca o solo. Esse som diferenciado natural, passou a ser associado ao aviso de chegada de algo valoroso, ouvi-lo, é como ouvi o som das gotas esféricas vegetais trazendo os pingos de chuva de ouro branco em amêndoas caindo na floresta; o som de ouro, ou seja, ouro em som, do som que dá a certeza que a vida terá os suprimentos necessários para continuar seguindo; palpitando; vibrando. É daí que vem a variação fonêmica, que surgi a principio na sua forma oral, depois na sua forma grafo-alfabética. Ou seja, da fusão das palavras, ouro e som, que vai dá no fonema OURENSON , que uma das riquíssimas variação simbólica significativa que tem origem aparti daí, E entre elas podemos destacar :

OURENSON
OUROISSOM
OURISSOM
ORIÇO
ORYÇO
ORISSO
ORYSSO
OURIÇO
OURYÇO
OUROIÇO
OUROYÇO
OURISSOM
OURIÇOM
OURYSSOM
AS definições OURIÇO, OURISSOM E OURYÇOM tem suas origens na associações da palavra e o significado do metal OURO, que tem inicio com o SOM.

“...E O SOM DO FRUTO CAINDO NO PERIODO DA COLHEITA. SOA COMO UM AVISO AO NATIVO, QUE O FRUTO ESFÉRICO PRECIOSO DA CASTANHEIRA, ESTÁ CHEGANDO COM SEUS PINGOS DE ENERGIA DO RIO BRANCO DE ILUMINADO. O SOAR DO FRUTO, DE ENCONTRO COM AO SOLO, É PARA ELES, UM SOM QUE VALE OURO, OURO EM SOM, OU OURENSO que também tem algumas variações, tais como:

ORENSO
ORENSOM
OURENÇOM
OURENSOM






Esses Termos e os seus significados mais profundos, ultrapassam os limites florestais amazônico, e são incorporado por outras culturas, entre elas destacamos a cultura grega, onde o nome OREN, passa a significar algo como OLHAR, é e através que os gregos fundamentam alguns termos básicos de seu povo, como por exemplo o GREGOREN. Que pode ser traduzido como, O OLHAR GREGO OU O GREGO OLHAR , QUE É UM OLHAR, QUE É MAIS QUE UM SIMPLES OLHAR , É ESTADO DE ESPIRITO ADMINISTRATIVO SOCIAL, É UM OLHAR GOVERNA , UM OLHAR QUE DIRIGE O COMPORTAMENTO INDIVIDUAL E COLETIVO, DOUTRINÁRIO CULTURAL, UM CONSENSO INTELECTUAL PELO QUAL OS INDIVIDUOS ORIENTAM-SE.
UM OLHAR INQUESTIONAVEL, MAS LAPIDAVEL, APERFEIÇOAVEL, ALGO SAGRADO, E QUE NÃO PODIA SER CORRUMPIDO,. QUE É DE ONDE VEM TAMBÉM TERMOS COMO “ORENTATIVO”, OU SEJA O OLHAR QUE TATEA, QUE PODE SER TOCADO DE ALGUMA FORMA. USADO COMO FAROL PARA ORIENTAR COMPORTAMENTOS, FORÇAS DE EXPRESSÕES SOCIAIAS , NORMATIVOS, DE LEIS E ETC.


TAMBÉM PODEMOS ENCONTRAR NA PALAVRA “OURIÇOM “ UMA NARRATIVA FRAGMENTADA , QUE PODE SER ACESSADA ATRAVÉS DA SUA CONSTRUÇÃO ALFABÉTICA, QUE ESTÃO AI COMO SIMBÓLOS SIGNIFICATIVOS ISOLADOS E AO MEMSMO TEMPO ASSOCIADOS, QUE SÓ SÃO POSSIVEIS SER ACESSADO SE QUEBRADO ALGUNS PARADIGMAS DE ABORDAGENS ACADEMICAS, O QUE É POSSIVEL DENTRO DO PLANO DAS ABORDAGENS LENDÀRIAS FLORESTANAS . VEJAMOS UMA DECODIFICAÇÕES QUE FORMALIZAM E CONCRETIZAM ESTÁ AFIRMAÇÂO :










A PALAVRA OURIÇOM TEM NA SUA IMENSA VARIAÇÃO DE FORMA ESCRITA O SÌMBOLO ESFÉRICO CONHECIDO COMO
LETRA “O” INICIANDO TODAS AS VARIAÇÔES, É O “o” OU A FIGURA GEOMETRICA CIRCULAR, COMO É DE CONHECIMENTO HUMANO, DESDE OS TEMPO MAIS ANTIGO, É CONHECIDO COMO O SÍMBOLO DO ETERNO, DO QUE NÃO TEM PRINCIPIO, MEIO E FIM ; DO UNO ; DO UNISSOM E ETC.



SÓ QUE NA PALAVRA OURIÇOM, ELA ESTAR ESTRATÉGICAMENTE INICIANDO, ISSO É O QUE REPRESENTA O PROPRIO FRUTO ESFÉRICO, E AO MESMO TEMPO “O” ESTÁ AI COM A FUNÇÃO DO SER PROFÉTICO ONICIENTE, QUE ESTÁ NA MANIFESTAÇÂO DO FRUTO NO VEGETAL , AQUELE QUE DAR A CERTEZA DA FERTILIZAÇÃO . E QUE ESTÁ PRESENTE NO PRÓPRIO FRUTO QUE TEM UM CICLO PREVISIVEL, UM ROTEIRO PREVIAMENTE ORGANIZADO, E O NATIVO QUE CONHECE ESSES DETALHES PODE REVELAR-SE UM PROFETA, TRANSMITINDO COM EXATIDÃO TODA A TRAJETÓRIA DO FRUTO, PARA AQUELES QUE AINDA NÃO O CONHEÇE.
E NESSE CASO “O” está REPRESENTANDO O NADA , O VAZIO NO GALHO, QUE PRECEDE O FRUTO DA CASTANHEIRA, E AO MESMO TEMPO O FRUTO PRESO AO GALHO DA ÀRVORE. O PRINCIPIO CONCRETIZADO DE UM FENOMENO, APARENTIMENTE ISOLADO, MAS QUE PODE SER EXPOSTO, E A PARTIR DAÌ ESTRUTURAR UM CONTEXTO SINGULAR, ESPECÌFICO.

O SÌMBOLO “U” REPRESENTA UNIÃO, QUE O ESTRUTUROU E AO MESMO TEMPO O FRUTO NO MOMENTO EM QUE DESPRENDE-SE DO GALHO, PASSANDO A SER ALGO A PARTE E AO MESMO TEMPO O TODO “O” QUE È ARVORE CONDENSADA INVERSAMENTE COMPRIMIDA NO SEU ÂMAGO, NAS SEMENTES CONTIDAS NO SEU INTERIOR, E ESSE INSTANTE DÁ INICIO , A UMA REFLEXÃO DO NATIVO, QUE O LIGA DE FORMA MAIS INTIMA A SUA CULTURA NATIVA MEIO AMBIENTAL . O INICIO DESSA REFLEXÃO REPRESENTADA AÌ PELO SÌMBOLO “R” QUE INICIA A PALAVRA REFLEXÃO; DE RENASCER.

O SÌMBOLO “I” VEM MOSTRAR, COMPROVAR ESSE INICIO, QUE È REPRESENTADO PELO “I” QUE É A PRIMEIRA LETRA DA PALAVRA “INICIO” , A PALAVRA INICIO NOS DÁ A IDEIA DE QUE ALGO COMEÇOU A SE MOVIMENTAR ; INICIOU. E SE É TIDO COMO INICIO DE ALGO, SE PRESSUPÕE QUE TENHA UMA CONCLUSÃO. SE NÃO PODERIA SER DEFINIDA COMO INICIO DE ALGO, NESSE CONTEXTO GRAFICO SIMBOLICO SIGNIFICATIVO ORIENTADOR NARRATIVOO SÌMBOLO “I” ESTÁ ASSOCIADA A IDEIA DE MEDIDA, DE CALCULO, REPRESENTADOS PELO TRAÇO “I” DO SÌMBOLO “I” SEM O PINGO NA PARTE SUPERIOR. QUANDO O PINGO É COLOCADO AI, ELE PASSA A REPRESENTAR O FRUTO EM MOVIMENTO EM DIREÇÃO AO SOLO. SENDO OBSERVADO PELO NATIVO, NA ÉPOCA DA COLHEITA. É O TESTEMUNHO DA APREENSÃO DESSE FENÔMENO NATURAL REGISTRADO DE FORMA ANALÓGICA RACIONAL. PASSANDO O TRAÇO “I” A REPRESENTAR A ÁRVORE EM SI, E O PINGO, O FRUTO QUE SE DESPRENDEU, O TRAÇO VERTICAL QUE REPRESENTA O “I” REPRESENTA O CAULE, O TRONCO. AMBOS NUM INSTANTE PERIÓDICO MANIFESTO E LATENTE, CONGELADO. QUE TANTO PODE SER VISTO NA PESPECTIVA DE BAIXO PARA CIMA, COMO DE CIMA PARA BAIXO. NO CASO DO OLHAR DE CIMA PARA BAIXO, REPRESENTA O NATIVO BUSCANDO EXTRAIR ALGO MAIS ALÉM DESTE ACONTECIMENTO. TRANSCEDENDO, FLUTUANDO EM SUAS REFLEXÕES . E ESSE DESPREENDIMENTO TAMBÉM ESTÁ LIGADO, À EXTASE, EUFORIA E ETC. QUE NO CASO É PROVOCADO POR ESSE ACONTECIMENTOS EXTERNOS AO SEU SER. ESSA CONSCIÊNCIA DO EXTERNO, TANTO DE FORMA ANALÓGICA COMO CONTACTUAL PALPÁVEL.
E ESSES ATRIBUTOS, VÊM SE CONDENSAR NO SÍMBOLO “Ç” QUE REPRESENTA O CHOQUE DO FRUTO COM O SOLO, TUDO O QUE VEM EM SEGUIDA A ELE. QUE NESSE CASO PARTICULAR REPRESENTA O SOM PRODUZIDO POR ESSE IMPACTO (A CONCLUSÃO QUE DEU ORIGEM AO SOM).

E O SÍMBOLO “O” QUE SURGI NOVAMENTE DENTRO DA PALAVRA “OURIÇOM” AGORA REPRESENTA, O FRUTO CAÍDO; PARADO NO SOBRE SOLO. QUE ESTÁ ASSOCIADO A IDÉIA DE REINÍCIO REVIGORADO DE ALGO QUE SERIA A REPRESENTAÇÃO DE TUDO QUE VEM DEPOIS DAÍ. QUE ESTÁ PRESENTE DE FORMA LATENTE; VIBRANTE NO SEU SER FRUTÍFERO. E QUE PODE SER APRENDIDO PSICOINTELECTUALMENTE PELO NATIVO. NESSE INSTANTE ESTÉRIO COMPREENSIVO VIBRANTE QUE NOS CIENTIFICARIA DE UM TODO CÍCLICO. ESTÁ CONTIDO NO SÍMBOLO “M” QUE REPRESENTA O ONDUCANTE; TODA CONCRETIZAÇÃO QUE FAZ UMA COISA ÚNICA, DENTRO DE UM CONTEXTO ESPECÍFICO, UM UNISSON PARTICULAR. O TODO PRIMORDIAL NUMA VERSÃO RESUMIDA, O “OM” ONDE ESTÁ CONTIDA O SEU COMEÇO, DESENVOLVIMENTO E CONCLUSÃO. ALGUMAS VARIAÇÕES ENCONTRADAS PARA DEFINIR O FRUTO. ORIÇO, ORIÇOM, OURIÇO, OURIÇOM, OROYÇO, OURYÇOM, ORENÇO, ORENÇOM, ETC.

- OURIÇOM – COM O SÍMBOLO “Y” ESTA ASSOCIADA A RAMOS DO GALO DA ÁRVORE, QUE BALANÇA AO DESPRENDER O FRUTO QUE É ASSOCIADO À IDÉIA DE BALANÇO, DE DANÇA.
- ONDE O BALANÇO GANHA O ASPÉCTO DE PRESTAÇÃO DE CONTA DE REFLEXÃO DE UM REINÍCIO.
- A DANÇA AO ASPECTO DE ENTRETIVO, FESTIVO.
- NO CUSSO DA DANÇA ELE VEM ASSOCIADO À IDÉIA DE UM IDEAL ALCANÇADO QUE SE DÁ NA EXTENSÃ DE CICLO FETI-ARVORÍFICO (CASTANHEIRO).

- A LUZ DE CONHECIMENTOS ESTÃO CONTIDOS E EXTRAÍDOS NO MOMENTO EM QUE PRECEDE A DÁDIVA DO FRUTO. EM QUE AO DESPRENDER DO GALHO O FAZ BALANÇAR É UM BALANÇO NUMA EXTENÇÃO DE ESTRUTURAS FIXAS QUE TEM SUA RAIZ SE DÁ O SEU MANIFESTAR O SURGIMENTO DE ALGO QUE SE APRESENTA. UMA FESTA UMA FESTA DE IRMÃOS, DE MANOS NATIVOS QUE CONCRETIZA O IDEAL TRIBAL. A ESPERANÇA É ALCANÇADA QUE TANTO ESTÁ ASSOCIADA AO SURGIMENTO DO FRUTO. QUANTO AO BALANÇO QUE PROVOCOU DO GALHO AO SE DESPRENDER, BALANÇO QUE ACONTECE NA SUA EXTENSSÃO VERDE QUE O SÍMBOLO FLORESTAL DA GRANDE ALDEIA.

- OURIÇOM COM “Y”, TAMBÉM ESTA ASSOCIADA DE VÊ UM TODO PELA PARTE DE FORA, ISSO QUANDO O NATIVO ATRIBUI A ELE, A FUNÇÃO DE SÍMBOLO DE PROPORCIONALIDADE DO QUADRADO AO AVESSO, QUE ESTÁ NO ESFÉRICO DA ARVORE; DO FRUTO E DE TODOS EM FESTA. VISTO DESSE ÂNGULO PELOS QUE A CONTEMPLA NO SIGNIFICADO SAGRADO FLORESTAL QUE ESTAL CONTIDO NO SEU TODO.

MAPINGUARY ( O Relatório II)

O
DO
GRITO


Para os Lendologos personificadores mapinguarianas,
O grito do Mapinguari na grota do espelho d’gua, é simbolicamente representa a reação da consciência nativa desperta em meio a realidade meio ambiental cultural distorcida em que vive.
Esse local onde é dado o primeiro grito do ser mapinguari, ganha diferentes contornos e detalhes ambientais, que traduz o momento lendológico escolhido para ser vivenciado pelo LENDOLOGO.
Um dos argumentos lendário que expõem detalhamentos desse ambiente, tem a seguinte narrativa:

“Na grota úmida do espelho d’gua, reina o silencio natural. Ai os anciões usam como meio de comunicação, pequenos gestos vibrantes simbólicos significativos, algo que pode ser definido como; gestual telepático, extra-sensorial e etc.
A sonoridade lingüística vocal, raramente é usada no ambiente, Devido a hipersensibilidade de todo contexto cósmico espacial atemporal Lendológico em que ela esta inserida.
É muito comum nas narrativas, principalmente dentro do movimento Lendacreano, que no inicio do “novo século” passou a orienta-se pelos seres lendários da era das águas, a citação desta localidade lendológica nativa florestal, que é uma das localidades bastante pesquisadas e estudada com os zelos dos princípios que orientam, principalmente os personificadores mapinguarianos. Interferir na harmonia do lugar, significa interferir de alguma forma na harmonia cultural dos aldeados, e conseqüentemente na rotina da comunidade.”

Outro trecho que traduz o ponto de vista testemunhal imemorial do significativo grito do ser mapinguari tem a seguinte narrativa:

“...O grito do jovem líder no espelho d’gua, provocou um imenso clarão, que aos pouco foi se desfazendo em pontos brilhantes, que seguiram em todas as direções celestes da grota. Em seguida, veio a escuridão, e com ela, um frio que congelou tudo que foi alcançados pelo vibrações do grito do jovem líder. Escaparam desse grande congelamento primordial mapinguariano, apenas alguns jovens anciões lendários que se encontravam mergulhado nas límpidas águas mornas do espaço sagrado, e que exercitavam as contemplativas personificações aquáticas lendárias, de suas estruturações ancestrais orientadora, dos sábios herdados tribais preservados. Alguns desses seres estavam com metade do corpo fora das águas mornas, outros mergulharam rapidamente mais a parte inferior de seus corpos foram atingidas pelas vibrações. E em meio a tudo isso, alguns jovens anciões ainda conseguiram salva a tempo, seus pequenos olhos d’gua das gotículas líquidas cristalinas da fabulosa jóia nativa do lendário reino das águas. ...As penúltimas gotículas ficaram congeladas na parte superior da grota, e ali espera descongelamento, para novamente por em ação o rio de água viva, por onde trafegam os conhecimentos e os saberes lendologicos de todas as tribos; de todas as eras...”

A baixo uma das observações feita pelo compositor da narrativa lendária acima :

“ É graças a gotícula salva pelo seres lendários no estágios aquáticos, que as narrativas lendológicas voltam a serem retomada nos instantes preciso de suas manifestações sagradas eternas seqüenciadas, tornando possível a exposição do imaginantismo libertário, na sua forma lógica e compreensível, dentro do contexto psico-racionalista.”


Os personificadores mapinguaristas mais radicais, afirmam que o grito do ser mapinguari nativo florestal, é aquele que veio a ser traduzido como “verbo” iniciador primordial das bio-formalidades genéticas, minerais vibratômicas perceptíveis e imperceptíveis bio-visuais.
Outros o traduzem, como o instante em que o ser imaginante se egocentralizou; tomou consciência de seu poder de reagir as influencias do universo externo a qual vivencia e interage bio-formalmente.



“No silêncio nos igualamos de alguma forma”. A explosão de luz que fragmentou-se em pontos brilhantes dentro da grota, trazendo em seguida a escuridão, é um argumento bastante utilizado pelos mapinguaristas, para as defesas das origens ligadas ao mapinguarismo.”

O silêncio presente na narrativa, para alguns lendologos, representa simbolicamente, os seres da aldeia em estado contemplativo interno de aprendizado e comunicação; um estágio aperiódico em que utilizam-se ações gestuais e musicais como meio de comunicação interativa tribal.

Nesse ponto, a chegada da escuridão também pode ser traduzida como arrependimento, reconhecimento da ignorância, que faz parte do percurso, e da rotina da aldeia. E que está presente na entrelinhas da narrativa do fragmento lendário O SER MAPINGUARY, no intervalo em que se dá os exercícios interativo do jovem líder com os aventureiros, o que cria um novo universo de interpretação; o acordando para algo novo, dentro das possibilidades reais de forma e interpretações do que vivenciamos, algo que é característico nas variações do mapinguarismo. Que não é nem passado, e nem presente e pode ser ou não o futuro. Entrado no plano do fantástico, maravilhoso, extraordinário e etc.

“O silencio e a escuridão tem aspectos manifestativos semelhantes. Na escuridão todas as coisas são iguais. no silencio oral, olhando de um certo ponto de vista analógico, somos todos iguais num mesmo ambiente contextual. Ou seja; Somos apenas seres humano, quando silenciamos nossas psico-realidades interiores.”

Dizem eles:

- Quando reagimos ou expomos verbalmente o que pensamos, nos diferenciamos dos outros; expomos nossos contornos intelectuais individuais; nos destacamos como individualidade; nos particularizamos; tornamos visíveis os nossos contrastes sentimentais emotivadores. Assim como a luz ao invadir a escuridão, revela detalhes e formas que ainda não eram bio-visualmente perceptíveis. Temos o nosso momento de Deus.

- É na oratória, que os nossos aspectos singulares complementares de caráter e personalidade, condicionados historicamente, se destacam comunitariamente.
O som, assim como a luz que invade a escuridão da grota úmida, acentua pormenores do que existe no local; detalhamentos que só assim podem serem identificados. Que é essência do manifestante lendológico.

E isso vem arrazoar a existência de uma outra máxima mapinguarista que diz:

“A palavra (o som, o verbo) é a luz do silêncio.”
Ou
“O silêncio é o contexto cósmico passivo que dá a possibilidade da palavra existir, e vice e versa.”

Dizem os mapinguaristas:

“ao vibrar-mos, nos tornamos perceptíveis ao externo; nos fazemos luz ao exterior.”







Também existem dentro do mapinguarismo algumas decodificações significativas quanto a nomenclatura MAPINGUARI que merecem um destaque especial, normalmente essas decodificações seguem um padrão de associações de significados, aparentemente isolados que vão se complementando analogicamente, vejamos uma delas, que tem um acentuado tom Sementista :

“A letra ‘M’, que a primeira letra da nomenclatura Mapinguari, simbolizar a onda no universo esotérico; o vibracional manifesto gráfico simbolicamente representado; o vibrante que torna-se palpável; que é contactável e ao mesmo tempo imperceptível bio-visualmente. O que o assemelha em características, aos Seres Mito Lendários Nativo Florestal Acreano, que estruturam a do percepção Lendologica, tais como: Mãe das Água, Bôto, Mapinguary e etc. Sem a vibração verbal, o ser mito lendário é algo latente, vibrante; onírico, mas comprovadamente uma um ser sólido, com uma essência estrutural, culturalmente resistente.
Com a verbalização da nomenclatura Mapinguari, condensamos a principio o intuitivo ancestral formal compressivo, que é representado simbolicamente na letra “M”. É assim que o ser lendário se manifesta; que transita e sobrevive personificado nas narrativas do nosso meio nativo rural e urbano. É através da vibração do boca a boca; dos contadores de histórias de nossa região.
É através desta atividade sonora vocal cultural nativa florestal que ele ganha vida. E dentro do contexto Lendologico, “ganhar vida”, esta associada ao ser liquido, Água.
A nomeclatura Água, tem no seu inicio a letra ‘A’ que é a primeira representação geométrica simbólica do alfabeto, o alfabeto é uma associação de variados pequenos símbolos geométricos , com os quais traduzimos as sonoridades verbais graficamente. A letra ‘A’ é o que vem possibilitar a origem da primeira silaba do nome ‘MA’PINGUARI.
E como dizem os mapinguaristas; A Água, no seu aspecto visível transparente color e incolor, é considerada uma parente muito próxima da vibração etérea e onírica formal que estrutura os seres lendários; que o condensa vibrantemente; que o faz vida onírica imortalizada; sobrevivente atemporal; extra-sensorial; o que o traz a luz da consciência do ser imaginante criativo e ilimitado que todos nos somos. O ‘A’ também é tido como o primeiro degrau da torre das sustentações fonéticas lingüísticas humanas diversificadas. Como você pode constatar, no formato da primeira letra do alfabeto “A”, podemos perceber o primeiro degrau de uma escada seguindo em direção ao infinito. Bem como também, um triângulo suspenso por duas colunas.
A palavra Arte, que esta associada a nossa capacidade criativa, tem a letra “A” como a sua principiadora.

(somos imaginantes, e não racionalizantes)

A letra ‘m’ minúscula é tida pelos sábios das antigas civilizações, como símbolo das ondulações na superfície da água, e que até hoje é usada como representação simbólica oficial do signo do zodíaco AQUÁRIO. E Isso dá ao ser MAPINGUARI, status de grande ser lendário da nova era das águas da floresta; De uma das grandes vedetes da linguagem cósmica dialética lendária nativa florestal estruturada lendologicamente para está função.
O “M.A.” que compõe a primeira silaba da palavra Mapinguary, nesse contexto lendário da nova era, é traduzido como as letras iniciais de “Milênio das Águas” ; “Movimento das Águas” ; “ Milênio de Áquario” e etc.
A letra ‘M’ dentro do lendarismo, simboliza a onda; a vibração que torna possível a percepção de algo inalcançável bio-visualmente. O ser Mapinguari depende da verbalização, da sonoridade oral para se fazer perceptível. O que dá ao seu compositor narrativo lendário o aspecto de deus onipotente manifesto, o criando com a oralidade e narrativamente o acompanhado.
A letra “P” de PINGUARY, representa o “P” de PERCEPÇÃO; de consciência de algo; a ‘P’ercepção, disto na prática; o ‘p’rincipio ; o PONTO iniciador, o pingo d’gua.

“Como dizem os IARAISTAS: Um Igarapé; um rio; um dilúvio, começa com um pingo d’gua.”

E seguindo esta extensão decodificativa, temos então o PINGO seguindo da palavra ARY, que tem origem hebraica, e é o mesmo que leão, ou o rei das selvas, o que faz com que dentro desta abordagem lendologica, seja traduzido como o pingo d’gua que deu inicio a era das águas florestana, “o pingo d’gua rei das selvas.”
Um PINGO D’GUA é o símbolo oficial da LENDOLOGIA. Esse pingo é uma das muitas chaves de acesso e introdução ao pensamento nativo florestal dialético compreensivo universal lendologico. (...)
A letra “i” também esta ligada a ‘i’ara, a mãe das águas; aquela que tornou possível a vida em nosso planeta, ao gera o ser Água. Mas também pode ser escrito com “Y”, e ai serve para liga-la como um sinal de demarcação de uma grande variedade de festa dedicada as águas dentro da região amazônica. Como é o caso da LENDA POP FESTA, que será exposta no próximo ensaio de LENDOLOGIA.
O restante da nomenclatura tem uma grande diversidade de traduções simbólicas lendárias que vão sendo exposto em momentos específicos dos Mapiguarianos. Tais como os famosos acrósticos. Que num momento oportuno serão expostos. E que dão conta de uma outra realidade embutida, nas variadas forma de escrever a palavra MAPINGUARY, MAPINGOARY, MAPINGUARI E ETC. Todas elas com suas razões de ser.











“A palavra ; a vibração oral emitida, que preenche; que ilumina um vazio interior no receptor, faz-se luz.”

O LENDÁRIO BOSQUE DAS FLORES



A LENDA DO REINO BEIJA-FLORES
(A MAIS BELA HISTÓRIA DO MUNDO)





POR QUE OS BEIJA-FLORES NÃO ANDAM?



“QUEM NÃO RECEBER O REINO
DE DEUS COMO UMA CRIANÇINHA,
DE MODO ALGUM ENTRARÁ NELE.”
Lucas 18:17

Há muito tempo atrás, existia um reino, conhecido como o reino dos beija flores, onde os beija-flores azuis imperavam, e os humildes beija-flores amarelos eram tratados como os súditos.
Por todos os recantos do reino, existiam deliciosas e aromáticas fontes de nécta. Que jorravam em horários predeterminados pelo rei, e esse poder de fazer as fontes jorrarem dava ao rei o poder sobre todos os beija-flores do reino, principalmente sobre os pobres beija-amarelos, que dependiam das fontes para sobreviverem. E em troca desta sua benevolência, o rei exigia que os amarelos trabalhassem diariamente, limpando ruas, construindo casas e palacetes para seus amigos e familiares. Os pobres amarelos moravam em ninhozinhos pobres, construídos em cima de velhos troncos de árvores, alguns viviam em condições deprimente, muitos dormiam pelo chão, embrulhados com folhas secas que caiam das árvores, mas sempre sonhando com dias melhores.
Quando chegava certa época do ano, o rei obrigava os amarelos irem trabalhar em lugares distantes da cidade. E o número de adultos que ficava na aldeia, não era o suficiente para cuidar de todos os idosos, doentes e recém-nascidos durante esse período, por isso muitos desses morriam de fome, pois não tinha quem os conduzisse até as fontes de nécta para alimentarem-se. Os amarelos eram proibidos de reclamarem dessa e de outras injustiças cometidas pelo rei. A maioria vivia revoltada, muitos descarregavam suas revolta, embriagando-se com nécta fermentado e brigando entre si. E o rei, em nome da ordem e dos bons costumes reino, mandava os trancafiarem em calabouços imundos, construídos nos arredores da cidade.

Todos os anos era promovida uma grande festa popular. Durante esses dias, tantos os azuis, quanto os amarelos, fantasiavam-se e saiam pelas ruas sorrindo, cantando e dançando. Era uma festa aguardada com muita expectativa por todos, principalmente pelos amarelos, que durante esses dias esqueciam um pouco da vida sofrida que tinham, e embriagavam-se sonhando com uma vida longe da servidão humilhante que lhes era imposta pelos nobres Azuis.
Mas a grande esperança dos amarelos era alimentada por uma antiga lenda, que ia sendo passada de pai para filho. Contava essa lenda que num passado não muito distante, todos os beija-flores viviam sob as orientações do grande beija-flor branco, pai de todos os beija-flores, compartilhando um conhecimento que garantia a liberdade e a igualdade de direito entre eles, mas que com tempo esse conhecimento foi sendo esquecido, e terminou por ficar sob o domínio de alguns poucos beija-flores, que espertamente o guardaram em segredo e mais tarde passaram a usa-lo para dominar os outros. Dando origem à confusão e o caos social em que viviam.

Essa Lenda era conhecida, como a mais bela historia do reino, e contava que o grande e sábio beija-flor branco, ao ver tanta confusão resolveu ir embora, prometendo só voltar quando todos estivessem dispostos a escuta-lo. Mas antes ele enviaria um de seus filhos mais querido, para ensiná-los as coisas esquecidas, para restabelecer a ordem, e trazer de volta o amor e a harmonia entre todos.
A grande maioria dos amarelos, acreditavam que a Lenda era uma profecia deixada por seus ancestrais, e que um dia ia se realizar, por isso costumavam reunirem-se em lugares espaçosos, nos finais de semana, para contá-la uns aos outros, e aproveitavam esses momentos para discutirem os belos ensinamentos contidos nela. Já outros, costumavam conta-la aos seus filhotes, apenas por acharem a lenda uma agradável e bem elaborada estória de incentivo ao amor entre os semelhantes. Porem entre eles existiam alguns mais radicais, que questionavam o culto que os amarelos faziam a lenda, e a todo custo tentavam convence-los de que a lenda era fruto da imaginação fértil do rei e seus conselheiros; que tudo não passava de um sonho idiota criado por eles, com a intenção de iludi-los; fazer com que os amarelos alimentassem a esperança em dias melhores, que nunca chegariam, argumentando, que a lenda tinha o propósito de neutralizava o instinto guerreiro dos alegres e incansáveis beija-flores amarelos, evitando assim, que eles se levantassem em lutar contra as injustiças cometidas pelo rei.
Mas de nada adiantava tais argumentos, a Lenda do beija-florzinho encantado, parecia ter vida própria. Sobrevivia a tudo e a todos.
O tempo foi passando, e num belo dia de festa, a jovem filha do rei, que raramente saia de dentro dos muros do palácio, resolveu participar da grande festa, e mesmo sabendo que estava proibida de brincar nas ruas. Mandou confeccionar uma bela fantasia de beija-flor amarela, com a intenção de ir ver de perto os famosos jovens beija-flores amarelos que animavam a festa.
E foi assim, brincando alegremente pelas ruas do reino, que a jovem princesa com seu jeito simpático, rapidamente fez amizade com algumas beija-florzinhas amarelas, e uma delas lhe apresentou um dos jovens artistas do reino, que era adorado pelas beija-flores amarelas, e tido como rei dos artistas entre os amarelos.



Foi amor à primeira vista, ficaram perdidamente apaixonados। Mas o romance entre azuis e amarelos, era terminantemente proibido no reino।




E a princesinha, melhor do que ninguém, sabia desta proibição, e resolveu então guarda em segredo sua identidade. Foram dias maravilhosos para eles, a princesa estava feliz e ficava encantada com as brincadeiras e travessuras artísticas do atraente beija-florzinho amarelo que fazia com que ela fosse um dos grandes destaque na festa.
Passado os dias festivos, a princesa temendo perder o seu amor, resolveu não revelar a sua identidade. E com muito esforço o convenceu de que seus encontros teriam que acontecer às escondidas no meio da floresta. A principio o jovem beija-florzinho amarelo estranhou, mas acabou concordando com ela.
A princesinha nunca tinha se sentindo tão feliz em sua vida. E sempre encontrava uma maneira de sair do palácio sem ser percebida, para ir se encontrar com o novo namorado. Tudo seguia muito bem, até que um belo dia, a princesinha descobriu que estava esperando um ovinho, e entrou em desespero. Ia ser difícil manter o seu disfarce naquela condição. E passou então a viver num terrível dilema. Se revelasse o acontecido ao seu jovem namorado, ia ter que revelar a ele o porquê do seu temor, e consequentemente a sua identidade. E isso, com certeza ocasionaria o fim do seu romance. E mesmo que ele aceitasse a situação, ainda iam ter que compartilhar com a duvida que rondava as cabeças de todos os beija-flores reino, que era, a de que ninguém sabia dizer como seria um filhote de uma beija-flor azul com um beija-flor amarelo.


Os dias foram passando, e a princesa não sabendo mais o que fazer para resolver o problema, pediu ao jovem beija-flor amarelo, que no próximo encontro trouxesse a amiga que os apresentou no meio da grande festa, argumentando que tinha algumas coisas importantes para conversa com ela. Na verdade a princesa tinha a esperança, de junto com ela encontrar uma saída para o seu drama. E sem desconfiar de nada, o jovem beija-flor amarelo atendeu ao pedido da princesa.
E foi assim, longe dos olhares do jovem beija-flor amarelo, que aconteceu o decisivo encontro entre elas. Começaram conversando animadamente sobre as novidades da vida de cada uma, e quando a princesa sentiu que podia confiar em sua amiga, abriu então seu coração, e contou a ela toda a historia que a muito custo vinha guardando em segredo. Ao ouvir a historia, a jovem beija-florzinha amarela entrou em pânico. Pois sabia que se o rei descobrisse a sua cumplicidade no romance da princesa, no mínimo ele mandaria expulsa-la da cidade junto com sua família. E sem duvida, os enviaria para o lado mais escuro da floresta; um lugar de onde jamais alguém conseguiu voltar. Foram momentos difíceis para as duas. A princesa chorou muito e pediu por tudo de mais sagrado que ela entendesse a situação. E foram tantas as suplicas que findou por convencer a beija-florzinha amarela a ajudá-la. Porem quando a beija-florzinha protificou-se a ajudá-la, a princesinha ficou tão feliz, mas tão feliz que começou a sorri, dançar e a movimentar as asinhas com tanta rapidez que levantou vôo rodopiou e ficou flutuando no ar. Ao ver aquilo a beija-florzinha amarela paralisada, revirou os olhos e caiu desmaiada no chão. A princesinha desceu rapidamente, e a pegou a amiga pelas asinhas e a balançou varias vezes chamando pelo seu nome. Tudo em vão, a beija-florzinha estava imóvel. Desesperada, a princesa começou a gritar pedindo socorro, mas estava muito longe para ser ouvida. E só depois de muito esforço e sofrimento, foi que ela finalmente conseguiu fazer com que a beija-florzinha amarela recuperasse os sentidos, e com os olhos ainda marejados de lágrimas, perguntou a sua amiga o que tinha acontecido. A beija-florzinha amarela, bastante assustada, a empurrou pedindo para que se afastasse, lhe chamando de bruxa; de alma de outro mundo, entre outras coisas. Surpresa com a reação de sua amiga, a princesinha afastou-se e ficou tentando entender o porquê da reação de sua amiga. E quando se sentiu desfeita do susto, começou a analisa toda situação, e foi ai que percebeu o tamanho da bobagem que acabara de fazer. Pois no momento de sua felicidade, esquecera que os beija-flores amarelos não sabiam o que era voar. Isso deve ter sido um choque para sua amiga, e com certeza complicava ainda mais a situação, pois sem querer, ela tinha revelado para jovem beija-florzinha amarela, um dos mais bem guardados segredos dos azuis. E isso, era algo imperdoável entre os nobres da corte, e se eles descobrissem este acontecimento com certeza ela e sua amiga, seriam condenadas à morte nos calabouços do castelo.
Foram precisas muitas horas de conversa e paciência, para a princesinha acalmar sua amiga e faze-la entender a delicada situação em que as duas acabaram se metendo. E não tendo outra saída, a princesa contou toda verdade que existia por trás do que a jovem beija-florzinha amarela acabara de presencia. Deixando bem claro, as conseqüências terríveis que poderiam ter, se aquele segredo fosse revelado a mais alguém e chegasse ao ouvido do rei. E como forma de resolver a situação elas então fizeram um juramento de guardar em segredo o inesperado acontecimento. E a beija-florzinha para ajuda a princesa com o seu ovinho, concordou em fingir-se de grávida, para quando o ovinho nascesse todo pudessem pensar que o ovinho era seu e não da princesa. Mas para que esse plano desse certo a jovem beija florzinha amarela teria que convencer um beija-flor a casa-se com ela, ela tinha um namorado que não parecia muito disposto a contrair matrimônio, e a princesa resolver dá então uma força para que isso se concretizasse o mais rápido possível, e numa bela noite pediu ao seu amigo pintor que pintasse suas penas com tinta florescente e usando o dom de voar foi até ninhozinho do namorado de sua amiga, e assim o convenceu usando o argumento de que sua namorada estava grávida de um beija-florzinho sagrado enviado pelo grande beija-flor branco. Diante da espantosa visão, o namorado da beija-florzinha amarela não teve duvida, juntou-se em matrimônio com ela.
Chegou o dia do ovinho vir ao mundo. E como as duas tinham combinado, voltaram se encontrar no meio da floresta. E no meio da conversa a beija-florzinha amarela expôs a preocupação que tinha, quanto ao aspecto que poderia ter o filhote da princesa. A princesinha por seu lado, revelou que tinha perdido algumas noites de sono com a mesma preocupação, que chegou a ter pesadelos horríveis envolvendo seu filhote. As duvidas eram tantas que temerosas com o futuro do beija-florzinho, resolveram que o melhor a fazer seria quebra o ovinho quando ele viesse ao mundo.
A princesinha deu a luz ao esperado ovinho. Por alguns instantes as duas ficaram em silencio, olhando para o ninhozinho improvisado no meio da vegetação. Estavam encantadas com a beleza que tinha o tal ovinho, nunca em suas vidas tinham visto nada parecido. Ele brilhava como uma esmeralda ao sol; a floresta ao redor parecia festeja seu nascimento. A beija-florzinha amarela muito triste afastou-se a procura de algo bastante resistente para quebrar o ovinho. A princesinha afastou-se para não ver o seu belo ovinho ser quebrado. A beija-florzinha voltou com um pedaço de galho, aproximou-se do ovinho, e levantou para desferir o golpe fatal, mas ficou com o galho parado no ar. O sentimento materno falou mais alto dentro dela. Não encontrou força e nem coragem suficiente para realizar o que pretendia. Chamou então a princesinha para ajudá-la. E juntas elas descobriram que não tinham coragem de destruir aquela coisinha frágil e indefesa, não parecia justo exterminar uma vidinha que não tinha a menor chance de defender-se. E abraçadas, elas choraram muito, e depois de muita conversa, elas decidiram correr o risco de chocar o ovinho, sem se preocuparem com o futuro. E para que a princesa não corresse o risco de ser descoberta, a beija-florzinha amarela assumiria a responsabilidade de esquentá-lo diariamente, até chegar o dia do nascimento do filhote. Feliz da vida, a princesinha partiu para o castelo, combinando de voltar quando estivesse próximo o dia do nascimento.
Porem, antes chegar o esperado dia, o velho bruxo do castelo, fazia seus trabalhos mágicos no porão do castelo, quando teve a visão de um acontecimento magnífico, e foi correndo relata-lo ao rei. Chegando lá, contou que vira surji no céu, uma grande flor brilhante de cor estranha, que ia deixando um rastro luz por onde passava, e que era conduzida por um jovem beija-florzinho muito estranho, que anunciava a queda do seu reino, e que no final da visão, ouviu uma voz anunciando, que o ovinho que trazia o novo rei, já estava sendo chocado em algum lugar no reino. E o rei surpreso e ao mesmo tempo assustado com o relato, pois acreditava nos poderes sobrenaturais do velho bruxo. Perguntou se ele sabia onde estava o tal ovinho. O bruxo respondeu que não. Mas pediu que ele tomasse providencias urgentes, pois corria um sério risco de perder o seu trono. O rei mandou chamar os conselheiros, e em seguida convocou o comandante do exército e ordenou que reunisse a tropa, e saísse pelo reinado, vasculhando todos os ninhos existissem, e recolhesse todos os ovinhos que encontrassem pela frente. E não importava que fosse um ovinho de um beija-flor azul ou amarelo. E levassem todos para lado escuro da floresta. Onde seria mais fácil monitora-los e detectar com facilidade, o nascimento de algum beija-florzinho estranho entre eles.
Ao saber das ordens dadas por seu pai, a princesinha foi até onde estava a tropa reunida e pedi ao comandante para que não deixasse os guardas entrassem numa determinada área da floresta, pois era um lugar sagrada para os membros da família real, e se desobedecesse a sua ordem, podia pagar muito caro por sua desobediência. O comandante não ousou questionar a ordem da princesinha. E partiu com a tropa para cumprir a dolorosa missão.
Em toda a existência do reino dos beija-flores, nunca tinha sido vistas cenas tão tristes e cruéis. Em poucos dias, todos os ovinhos do reino tinham sido recolhidos, e no meio da confusão, muitos foram quebrados. Uma tristeza imensa abateu-se sobre o reino dos beija-flores. Por todos os lugares, papais e mamães beija-flores choravam por seus ovinhos. E graças à obediência do comandante, o belo ovinho cor de esmeralda da jovem princesa foi o único que escapou no meio da confusão que foi gerada pela ordem do rei. Isso para a felicidade da princesa e a alegria da beija-florzinha amarela, que carinhosamente passava os dias a esquentar o ovinho no meio da floresta.
Finalmente chegou o dia. O filhote veio ao mundo forte e saudável. As duas amigas vibraram muito, e olhavam admirada para o estranho beija-florzinho de cor esverdeada brilhante. A única coisa que ele tinha semelhante aos outros beija-flores, era as pequenas penugens vermelhas entre as penas de seu corpo.
Logo perceberam que não podiam levá-lo para conviver entre os beija-flores do reino. Pois com certeza a sua cor iria despertar curiosidade, e para não correr o risco de ver toda a história da princesa vir à tona. Resolveram que o melhor seria criá-lo às escondidas no meio da floresta, até encontrarem uma solução para o caso. Pois sabiam que seria muito difícil cria-lo, longe de tudo e de todos.
O tempo passou e o beija-florzinho cresceu. E durante esse período recebeu uma atenção toda especial de sua mãe, que aproveitava os momentos em que ficavam a sos, para passar a ele os segredos e as artes secretas dos nobres azuis. Os dias foram passando, e quando sentiram que ele já estava preparado para viver em comunidade. A princesinha foi novamente até a casa do seu amigo pintor e pediu que ele produzisse uma tinta amarela especial que fosse bastante resistente. Passaram-se alguns dias e o sábio pintor entregou a ela a encomenda. De posse da tinta, a princesinha e sua amiga, banharam o beija-florzinho com um nécta especial e em seguida tingiram suas peninhas esverdeadas brilhantes, de cor amarela. E foi assim, que sem levantar suspeitas quanto a sua origem, que ele foi levado para viver entre os beija-flores amarelos do reinado.
Aos pouco o beija-florzinho começou a se destacar entre os beija-flores amarelos, principalmente entre os jovens e as crianças, que adoravam sua esperteza e principalmente ouvir as belas histórias que só ele e seus amigos sabiam contar. Nesse período começaram a acontecer algumas coisas estranhas na aldeia dos amarelos. Nas portas dos ninhos onde moravam doentes, idosos e recém-nascidos, todos os dias apareciam fartos potes do mais puro nécta. Os pobres beija-flores amarelos que recebiam esses misteriosos potes, agradeciam ao céu pela dádiva pedindo ao grande pai dos beija-flores que desse vida longa a alma caridosa que os ajudava no anonimato. Em pouco tempo, a aparição dos misteriosos potes tornou-se o assunto preferido entre os amarelos. E não demorou para que a historia chegasse ao ouvido do rei. E o rei desconfiado, mandou um dos seus espiões ir investigar o que estava acontecendo entre os amarelos. O espião disfarçou-se de amarelo e assim foi conviver alguns dias entre eles. E tratou logo de fazer algumas amizades estratégicas e não demorou muito para ganhar a confiança de seus novo amigos, e com certa tranqüilidade, passou então a investigar a origem dos misteriosos potes de nectas. Passado algum tempo, voltou ao castelo para dar as primeiras informações ao rei, disse ao rei que a história dos misteriosos potes, estava de alguma forma ligada a um grupo de jovens beija-flores, que viviam cercado de jovens, adultos e crianças. Mas era fácil saber qual deles liderava o grupo, pois todos falavam sempre sobre as mesmas coisas, uns complementavam o que o outro diziam, como se fosse um só beija-flor falando pelo bico de todos, todos conheciam as mesmas historias e contavam elas revesando-se harmoniosamente. O rei ordenou que voltasse e passasse a vigiá-los mais de perto, para descobrir quem liderava o tal grupo de beija-flores. E assim o espião fez, e com muito jeito conseguiu infiltrar-se no meio deles, e ficou impressionado com o tratamento que todos dedicavam ao pequeno beija-florzinho, era impressionante, eles o seguiam por toda parte, pedindo conselhos, ou para que iniciasse uma de suas belas historias recheadas de ensinamentos. E ouvindo essas histórias o espião desconfiou que o beija-florzinho amarelo, na verdade fosse um beija-flor azul disfarçado. Pois só os azuis conheciam as histórias que ele contava aos seus amigos quando estavam a sos. E para desfazer as duvidas, ele então esperou um momento em que todos passeavam pelas ruas da cidade, juntou-se a multidão e num momento de descuido do beija-florzinho, cortou um pedaço de suas penas, e saiu correndo se escondendo no meio multidão e levou o pedaço de pena para o velho bruxo examinar. Assim que o bruxo pegou o pedaço da pena, logo percebeu tratasse de uma pena tingida com uma tinta especial, e jogou sobre ela uma poção de solvente, mas nada aconteceu, e só depois de exaustivas mudanças de formulas e experiências foi que ele finalmente conseguiu descolorir uma pequena parte do pedaço da pena do beija-florzinho, revelando a cor verde brilhante que ela tinha. Assustados com a descoberta, foram correndo mostra-la ao rei. Que diante da estranha evidencia, convocou seus conselheiros para analisar a situação.
A descoberta pegou a todos de surpresa. Ninguém sabia a origem do tal beija-florzinho, mas de uma coisa todos tinham certeza, o tal beija-florzinho tinha que ser neutralizado o mais rápido possível, pois com certeza, ele sabia de coisas que os amarelos não podiam saber. Tinham que ser tirado de circulação antes que fosse tarde demais, mas isso teria que ser feito de forma reservada; de maneira que não levantasse suspeita ou revolta entre os amarelos, pois como puderam constatar, o misterioso beija-florzinho era adorado por todos.
O rei e seus conselheiros então elaboraram um plano de ação. E foi assim, que de forma bem orquestrada, os azuis foram espalhando boatos entre os amarelos, que levantavam suspeitas quanto à origem do beija-florzinho, diziam que ele era um enviado de um reino tenebroso e distante, e que estava ali para ganhar a confiança deles e depois destruí-los. Não demorou muito, e pelos quatros canto da cidade comentava-se que os dons artísticos e os freqüentes discursos que o beija-florzinho fazia contra o rei, escondiam as suas verdadeiras intenções. Aos pouco a vida do beija-florzinho foi se tornando complicada. Ficava cada vez mais difícil desfazer as suspeitas que recaiam sobre ele. Muitos beija-flores amarelos passaram a olhá-lo com desconfiança. Nesse meio tempo, o velho bruxo do reino conseguiu desenvolver um solvente capaz de descolori vagarosamente a tinta especial que cobria as penas do beija-florzinho. E quando o rei e seus conselheiros perceberam que tinha chegado o momento favorável, colocaram a segunda parte do plano em ação. O rei decretou que o beija-florzinho fosse preso sob a acusação de perturbação da ordem e conspiração contra o reino.
O beija-florzinho foi preso, açoitado e arrastado pelas ruas da cidade, para que todos vissem como o rei tratava seus inimigos, e como castigo exemplar, mandou que o amarrassem de asas bem abertas no meio da grande praça da cidade. E ali, diante da multidão, o velho bruxo expôs a todos o pote de solvente especial que trazia nas mãos, dizendo trata-se de uma formula mágica, e assim dizendo, banhou o beija-florzinho, para que todos vissem a grande verdade ser revelada, e o deixou ali, exposto ao sol.
As horas foram passando, e para espanto de todos que não conheciam a origem do beija-florzinho, a sua verdadeira cor foi sendo revelada, as suas penas começaram a soltar pequenos brilhos. E no final da tarde, já sofrendo com o cheiro do solvente, o beija-florzinho parou de respira. Ao verem os pequenos brilhos que se desprendiam das penas do beija-florzinho, alguns começaram a chorar, outros entraram em desespero acreditando que tinham sacrificado o beija-florzinho da lenda, que veio para libertá-los, o grande pai tinha enviado o grande libertador dos beija-flores, mas eles não o tinham reconhecido, tudo o que o beija-florzinho ensinava, eram exercícios de amor entre os semelhantes, independente das cores de suas penas.
A beija-florzinha amarela, muito triste, foi até o castelo pedi autorização para retirar o corpinho sem de vida de seu filho de criação do meio da praça. No caminho encontrou a princesa, e abraçada a ela, contou o lamentável acontecimento, mas para sua surpresa, a princesinha reagiu tranqüilamente, e pediu para que ela não chorasse, pois tudo acontecera como previsto. Era preciso que seu filho fosse sacrificado, para que podesse libertar-los, de forma sábia e tranqüila, sem conflitos e sem derramamento de sangue. E mesmo sem entender o que a princesinha estava querendo dizer, A beija-florzinha voltou para retira o corpo sem vida da praça. E juntos com os amigos o levaram até uma gruta, no alto de uma pequena montanha para sepultá-lo.
Rei ordenou o comandante da guarda imperial, que escolhesse alguns beija-flores de sua confiança, para vigiar a gruta. Pois não queria que os amigos do beija-florzinho cometessem o sacrilégio de retirá-lo de lá, e o levasse para ser enterrado num lugar que era tido como sagrado pelos azuis e amarelos, pois desonraria os seus antepassados.
Veio à noite, os guardas já estavam quase dormindo, quando um barulho estranho os despertou. E olhando para o alto viram alguns vultos se movendo. Por alguns instantes os vultos ficaram flutuando no ar, e então desceram em direção a eles, que apavorados fugiram em desabalada carreira.
No outro dia, a beija-florzinha amarela junto com as amigas dirigiu-se até a gruta. No caminho, logo percebeu uma grande movimentação. Muitos beija-flores seguiam apressadamente em direção a gruta, ouvia-se comentários sobre um estranho acontecimento da noite anterior. Mas ninguém sabia dizer com exatidão o que tinha acontecido. A beija-florzinha apressou os passos. E chegando lá no alto, para a sua surpresa e de todos que estavam com ela, a gruta estava aberta e o corpo do beija-florzinho não estava lá. As explicações para o desaparecimento não eram precisas; tudo era muito confuso e fantasioso. Mas de repente, em meio à movimentação em frente à gruta, alguém grita para que todos olhem para o alto de uma árvore que tem ali perto. Para surpresa geral, lá estava o beija-florzinho sorrindo, pousado num dos galhos da frondosa árvore. Assustados alguns tentaram fugir, mas foram contidos pelos amigos do beija-florzinho. O beija-florzinho pediu que ficassem calmos, pois ele tinha algumas coisas importantes para falar antes de parti para a sua nova morada. E começou revelando que fingirá-se de morto para enganar os azuis, e que essa habilidade tinha aprendido com a sua verdadeira mãe. Em seguida revelou a todos, onde e como os azuis conseguiam o nécta para abastecer as fontes do reino, e pedindo para que não se assustasse com o que ele ia fazer naquele momento, agitou então as asinhas com rapidez, flutuou no ar e desceu ate chão. A maioria dos que estava ali ficaram boquiabertos diante do feito. E ele explicou que o que eles acabaram de presenciar não tinha nada extraordinário, que aquele era o dom de voar, e que todos os beija-flores independes das cores de suas penas tinham, e se quisessem comprovar isso, tinham que parar com o costume de cortar e amarrar as penas das asas como rei e seus conselheiros os obrigava a fazer; e treinassem movimenta-las da forma correta e com bastante rapidez. Esse era o dom maravilhoso que seus ancestrais conheciam e que fazia com que eles vivessem em liberdade e tivessem acesso as vertentes de nécta, de onde os serviçais do rei colhiam os suprimentos para as fontes e daria a eles a liberdade que tanto sonhavam. E dizendo isso apresentou os amigos que podiam ajudá-los nos exercícios iniciais. Deixando bem claro que isso teria que ser feito de forma sigilosa. Ao terminar a sua exposição o beija-florzinho bateu asas e partiu para o lugar, onde em segredo, junto com seus amigos, estavam terminando de construir a nova morada para os beija-flores. E quando tudo estivesse pronto, ele voltaria para buscá-los. E marcou o dia para esse grande reencontro, e assim subiu voando e desapareceu entre as nuvens.
Nesse novo reino foram erguidos imensos jardins circulares as margens de um límpido riacho que corria no meio da cidade, os jardins funcionavam como um grande relógio calendárico de flores, as sementes dos vegetais que germinavam e floresciam seqüenciadamente durante todos os meses do ano foram plantadas num formato de imensas fontes circulares belíssimas. Fazendo com que todos os meses eles tivessem flores brotando livremente, onde todos poderiam beberica nécta à vontade.

O tempo foi passando. Os azuis começaram a estranhar comportamento dos amarelos. Eles pareciam mais alegres, mais soltos. Trabalhavam cantando canções de exaltação à liberdade, falavam de uma vida em paz entre os beija-flores. Os conselheiros do rei estavam apreensivos, pois todo o reino parecia está vivendo uma inexplicável transformação depois que o misterioso beija-florzinho desapareceu. Como medida preventiva o rei e seus conselheiros elaboram leis que proibia os beija-flores de fala ou mencionar qualquer coisa que estivesse ligada ao beija-florzinho. Aparti daí os amigos do beija-florzinho passaram a ser perseguidos, humilhados e presos.
O tempo passou e chegou então o período da grande festa do reino. E como era de costume, as ruas foram tomadas por beija-flores azuis e amarelos que se divertiam com as caravanas de artistas que se apresentavam por todos os lugares da cidade. Os três primeiros dias de festa foram de explosões de alegria nunca vistas em toda a história do reino. O rei, como era de costume, estava em seu camarote real se divertido observando a movimentação dos brincantes nas ruas, enquanto seus conselheiros olhavam desconfiados para a multidão. Estavam surpresos com tanta alegria. Nunca em suas vida tinham visto dias de festas transcorrer com tanta paz, sem brigas, sem um conflito sequer entre os brincantes.
Chegou então o ultimo dia de festa. Todos os amarelos se dirigiram para o centro da cidade, para participarem da grande confraternização encerramento festivo. Eles cantavam, pulavam, sorriam e faziam brincadeiras com os azuis, que não conseguiam entender o porquê de tanta eufórica. As ruas estavam cheias, todos os amarelos do reino estavam ali, era difícil caminhar. Jovens, crianças e velhos estavam todos por ali se divertindo. O rei estava feliz, pois apesar da grande aglomeração, tudo seguia na mais perfeita ordem. E assim foi, até que de repente, para a sua surpresa e de todos nobres presentes. Uma bela musica de exaltação a liberdade entre os beija-flores embalou a multidão, todos cantavam se abraçando sorrindo, e ao termino dos últimos acorde do refrão, todos fizeram um brusco silencio. Um silêncio tão profundo que dava pra ouvir o ruído da brisa soprando nas folhas. Pegando os nobres de surpresa, o rei assustado, mandou o comandante ir verificar o que tinha acontecido com os brincantes. O comandante acompanhado por sua tropa fez uma ronda cautelosa no meio da multidão, e voltou para informa o rei que todos pareciam estar numa espécie de transe; petrificado olhando para o céu. E por mais que ele e seus guardas tivessem insistido, ninguém se moveu para dá explicação sobre o inesperado silêncio. Nos camarotes os nobres começaram a ficar inquietos. O rei resolveu gritar para os artistas que reiniciasse a festa. Mas sua voz ecoou pelo silêncio da praça, ninguém se moveu. O rei insistiu para que a multidão voltasse a se divertir, mas tudo em vão, todos continuavam parados olhando para céu. Aos poucos os nobres foram sendo tomados por uma sensação de pânico, e conforme os minutos foram passando essa sensação foi aumentando. O rei se mostrando bastante assustado sentou-se no trono, e ficou esperando o tempo passar, tentando entender o que estava acontecendo. E não demorou muito para ter a resposta, de repente, todos os beija-flores explodiram em gritos eufóricos e pulos de alegria. Dando um inesperado susto nos nobres, que apavorados quase caem de seus camarotes, alguns se abraçaram buscando proteção, olhando assustados para a multidão. Nas ruas todos apontavam para o céu, os músicos voltaram a cantar com toda a energia ao som de seus instrumentos musicais. Os nobres olharam para o céu, para verificar o que tinha provocado tamanha manifestação de alegria. E avistaram então um pequeno pontinho verde luminoso se aproximando, e para a surpresa do rei e de todos nobres ali presentes, perceberam que se tratava do beija-florzinho que tinham dado como morto, e que agora estava ali, descendo calmamente e pairando sobre a multidão, que delirava balançando os seus maracás, seguido de movimentos coreográficos dando formam a um lindo jardim artificial feito com as penas coloridas de suas asas, especialmente pintadas para está ocasião, para saudar o beija-florzinho na sua volta triunfal. O rei ordena ao comandante que mande seus guardas detê-lo. Mas o chefe dos conselheiros intervem, aconselhando o rei para que não faça tal coisa, pois se assim o fizer, irá revelar a todos o grande segredo imperial e as conseqüências disso podem ser impreviseis naquele momento. Não tendo outra opção, o rei deixa o beija-florzinho se aproximar de seu camarote. O beija-florzinho sorrindo, ironicamente dirigi-se ao rei pedindo desculpa por ter interrompido a festa daquela maneira. Os amarelos deliram aplaudindo. E ele então se vira para multidão e diz a todos que o novo reino já está pronto, e os convida para acompanhá-lo até a nova morada. A multidão volta aplaudi-lo pulando entusiasmadamente. O rei grita para que não lhe dêem ouvido, e o chama de impostor, dizendo que ele ia arrastá-los para uma armadilha; e pede para que observem a cor de suas penas; e o chama de aberração da natureza e ordenando para que se retire do reino. O beija-florzinho sorrindo e sem perde a pose, responde que a sua cor, é uma cor sagrada. E que ela é o fruto de um amor verdadeiro, que está acima dos amarelos e das classes sociais inventadas pelos seus conselheiros; que sua cor tem um nome, ela chama-se verde, e é um símbolo da união das cores azul e amarela. E dizendo isso ele convida seu pai para que voe até onde ele está, para que a multidão possa conhecê-lo. O jovem beija-flor rei dos artistas amarelos alça vôo e vai se junta a ele, para o espanto dos azuis, que não conseguem acredita no que acabaram de vê. O beija-florzinho pede a sua mãe que se apresente e junte-se a eles. Faz-se um novo silencio, todos ficam na expectativa e se entreolham ansioso tentando descobrir quem poderia ser a mãe do beija-florzinho no meio da multidão. E para surpresa geral, a jovem princesa alça vôo de seu camarote real e vai em direção eles. O rei se desespera, a rainha mãe cai desmaiada. A multidão delira novamente, a princesa pedi a todos que façam uma despedida pacifica. E aproveita para agradece a beija-florzinha amarela e o seu companheiro, pela preciosa ajuda na criação e educação de seu filhote querido, em seguida convida todos os azuis que queiram viver uma vida nova, que os acompanhem para o novo reino. O rei ordena seu comandante que os detenha. A princesa pede ao comandante para que não tente impedi-los, pois os amarelos estão em maioria e conhecem muito bem o grande segredo real. O rei e seus conselheiros não acreditam no que estão escutando; não acreditam que todos amarelos ali presentes saibam voar. O jovem beija-florzinho, dá uma meia volta no ar, e junto com seus pais pedi a todos que os acompanhem. O jovem pai começa a cantar, seguido pela princesa. Os beija-flores começam a bater as asas ritmadamente seguindo a música, e vão acelerando aos poucos, até agitarem suas asas com bastante velocidade e levantarem vôo produzindo uma tempestade de vento que joga longe a coroa do rei e os enfeites dos camarotes, virando mesas e carruagens de pernas para o ar. Uma grande maioria de azuis os acompanha voando de forma harmônica e organizada. E lá no alto eles então formam uma grande flor de cor esverdeada. Que soa como um convite para aqueles que estão indecisos em terra. Outras dezenas de azuis levantam vôo e os seguem. Em pouco tempo, o centro da cidade é um imenso vazio, de resto de fantasias e pedaços de camarotes espalhados pra todos os lados. Os nobres azuis permanecem parados olhando para o céu, tentando entender o que aconteceu. O rei desce do que restou do seu camarote e pedi para que tragam a sua carruagem para conduzi-lo ao palácio. Passasse algum tempo, e nada da carruagem aparecer, ele esbraveja chamando seus serviçais para tragam sua carruagem, e nada, nem sinal de carruagem, ele então cai na real. Os beija-flores amarelos que eles usavam como escravos se foram com o beija-florzinho verde. E como os azuis não sabem manejar as carruagens, todos são obrigados a voltarem a pé para o castelo. Daquele dia em diante, restou aos azuis, apenas ficarem pelos cantos lamentando o acontecido. Agora iam ter que lavar suas próprias roupas, preparar suas comidas, arrumar suas casas. Resumindo, o reinado dos azuis chegava ao fim. E longe dali, num lugar bem distante na floresta, acontecia uma festa com milhares de beija-flores azuis e amarelos. E o beija-florzinho verde é coroado o novo rei dos beija-flores. E como primeiro ato do seu reinado, o encantado beija-florzinho pedi a todos que colham as sementes dos arbustos que florescem e saíam semeando por toda os lugares férteis que encontrarem na terra. E decreta que daquele dia em diante não existiam mais súditos no reino, e ordena que todos sejam coroados como rei; que todos sejam tratados como nobres. E então, num belo dia de primavera, aconteceu a grande festa de coroação coletiva dos beija-flores, e foi nesse dia o beija-florzinho foi coroado e aclamado por unanimidade como o rei dos reis dos beija-flores. A paz e a harmonia voltaram reinar entre eles. Azuis e amarelos podiam namorar e casar sem problemas. E resultando disto, foi a geração de beija-flores de todas as cores. Por isso, toda vez que você vê uma flor brotando ou um beija-florzinho voando, lembresse desta historinha que foi contada pelo rei de Maracá ao encantado Botintim e seus amigos no grande palácio dos jardins do bosque das flores. O Botintim e seus amiguinhos foram os encarregado de levar essa história para lendária aldeia dos contadores de histórias da floresta junto com as páginas do grande livro mágico do rei de Maracá. Mas essa é uma outra aventura. Com certeza você já ouviu a história do beija-florzinho encantado sendo contada de alguma forma. Talvez com outros personagens. Mas através dos tempos a mensagem permanece a mesma. O amor puro e sincero pelos nossos semelhantes tem uma força transformadora poderosa. Que alguns podem até paralisá-la por algum tempo, mas dete-la, jamais.
E para que o reino dos beija-flores nunca mais voltasse a ser divido pelas cores de suas penas e que o dom de voar nunca mais fosse esquecido, o pequeno e sábio rei dos reis dos beija-flores, decretou que no novo reino todos usariam as asas como meio de locomoção, e essa ordem até hoje é religiosamente cumprida. Por isso até hoje os beija-flores não andam, para se locomoverem, eles voam. E a força irresistível deste ato ultrapassou fronteiras, alcançando outras espécies, outras civilizações. E chegou até a humanidade, onde as asas passaram a ser usadas como um símbolo universal de liberdade. E com os beija-flores de todas as cores vivendo em harmonia, o grande beija-flor branco voltou a reinar por eles. E como diz uma das frases da canção de liberdade que se transformou num hino de pacificação do reino dos beija-flores:
AMA! AMAR É TUDO.







” NO MEIO DA PRAÇA E DE UMA E DA OUTRA BANDA DO RIO, ESTAVA A ÁRVORE DA VIDA, QUE DÁ DOZE FRUTOS, DANDO SEU FRUTO DE MÊS EM MÊS, E AS FOLHAS DA ÁRVORE SÃO PARA A SAÚDE DAS NAÇÕES.”

(APOCALIPSE 22: 02)


















MANTER PRESERVADO O NOSSO MEIO AMBIENTE NATURAL, REQUER A CONSTRUÇÃO DE UMA CONCIENCIA SOLIDA; DE UMA CONCIENCIA QUE ACIONE DIARIAMENTE O SER HUMANO NESSE SENTIDO. A IMAGINAÇÃO HUMANA, É UM INSTRUMENTO PODEROSO QUE PODE SER USADO NESTA CONSTRUÇÃO . NA HISTÓRIA DO BEIJA-FLORZINHO ENCANTADO, BUSCO ASSOCIAÇAR SIMBÓLOS E ELEMENTOS DA NATUREZA, PARA FAZER UMA CONEXÃO DO MEIO NATURAL COM A ACENTUADA DO QUE TEMOS DE SAGRADO ALICERÇANDO O PENSAMENTO HUMANO OCIDENTAL; PODENDO LEVAR ATRAVES DE CONEXÕES COMO ESSA UMA SAIDA PARA A CONCRETIZAÇÃO DE UM COMPORTAMENTO REAL DE RESPEITO À NATUREZA. A CRIATIVIDADE É UM VALIOSO INSTRUMENTO NA CONSTRUÇÃO DESSES ELOS CONCIENCIAIS FUNDAMENTAIS. A ARTE DE CONTAR HISTÓRIA, TEM EM SI, UM PODER DE PERSUAÇÃO COMPROVAVEL. PODEMOS TORNA ESSE INSTRUMENTO MAIS VALIOSO CULTURALMENTE, COMO UM ALIADO PODEROSO, E ACESSIVEL A TODOS, POIS TEM UM CUSTO INSIGNIFICANTE, E PODE SER UTILIZADO DE FORMA EFICIENTE NA FUNDAMENTAÇÃO E CONSTRUÇÃO DESTA CONCIENCIA DE RESPEITO E PRESERVAÇÃO, DO INDIVIDUAL AMAZÔNICO E O SEU MEIO, COMO TANTO PRECISAMOS. ”A LENDA DO REINO DOS BEIJA-FLORES”, TEM O OBJETIVO DE LEVAR O LEITOR AS MAIS VARIADAS REFLEXÕES, E ESTÁ AO ALCANCE DA COMPREENSÃO DE CRIANÇAS E ADULTOS. AS REFLEXÕES DEPENDE APENAS DO GRAU INTELECTUAL DE QUEM A LER. CLENILSON BATISTA