Obedecendo às orientações do Mensageiro, o jovem Aventureiro segue em direção a nascente do igarapé. Enquanto caminha, lembra o primeiro contato que teve com ele, lembra do tempo que gastou para chegar a Colônia Cósmica, lembra que foi uma missão difícil, mas valeu apena o tempo que gastou para encontrar aquele lugarejo no meio floresta. Ali foi onde aprendeu olhar o meio ambiente natural como uma castilhar onde o criador escreveu uma as mais belas paginas de sabedorias, um manancial de conhecimentos simbólicos, construídos e desenvolvidos com sua divina paciência através dos milênios. Descobriu o prazer do desafio diário, de tentar desvendar os propósitos divinos, observando suas criações; de buscar decifrar os significados das edificações naturais da nossa orbe. Suas incursões na floresta era como se estivesse transitando pelas salas de uma escola celestial milenar. Sabe, que não foi por acaso que o Mensageiro sugeriu que seguisse pela beira do igarapé. Com certeza, tinha algo especial esperando por ele naquele caminho.
Já faz algum tempo que visitou a Colônia Cósmica mas ainda guarda com carinho, as lembranças de sua experiência. A viagem interdimensional que o levou ao seringal astral é inesquecível; não existe nada a que possa comparar, e recorda-la é trazer de volta as vibrações suaves do espaço etéreo iluminado que visitou. Com certeza jamais esquecera. Tudo naquela cidade era perfeito, harmonioso, indescritível transbordava nas suas estruturas e continua vivo na sua memória. No seu pensamento muitas coisas mudou. Mas lembranças continuam ali como uma jóia preciosa que pouco tiveram o prazer de conhecer, esta lá como uma fonte inesgotável de energia, abastecendo a sua fé; como um farol iluminando na hora que vem as duvidas. O fazendo mais tolerante diante dos acontecimentos da vida; das verdades que veem lhe oferecer. Com certeza todos tem seus caminhos. Mas no final, todos chegam no mesmo lugar.
Mas o que ainda não conseguia entender direito, era a reação de algumas pessoas tiveram diante do seu relatório. Por que elas estavam tão preocupadas em saberem, se era ou não, real o seu relato? Talvez não tenham entendido os propósitos divinos que o levaram a redigi-lo.- pensa ele.- Achava estranho, que muitos não acreditassem, que tinha publicado o relatório espiritual pelo simples prazer de expor suas idéias, e contribuir de alguma maneira, com um bem estar de todos. Pelo contrário, alguns achavam que tinha se tornado adepto de uma nova ordem religiosa que estava nascendo no meio da floresta. Talvez devido a forma simples com que, buscou transmitir a compreensão adquirida do que vem a ser o grande propósito da existência terrestre, a abordagem divinatória que fez da natureza, onde misturava os temas regionais com as concepções de sagrado. Achava engraçado que alguns suspeitassem que fizera contato com uma civilização extraterrena, e que seu relato, era uma forma bem elaborada de camuflar o seu contato e os conhecimentos adquirido com essa suposta tribo de alienígenas. No começo ele até tentou dissipar essas duvidas, mas se tornou tão desgastante, que resolveu deixa pra lá esse tipo de discursão. Todos tinham o direito de duvidar e levanta questionamentos sobre o que bem entendesse. Afinal aprendera que tudo é questionável. A única coisa inquestionável mesmo, é o direito e liberdade natural que temos de a tudo puder questionar. Lembrar dos que vieram lhe parabenizar pela mensagem que trouxera de sua viagem no plano etéreo interdimensional. Principalmente a pequena frase, que traduzia o espírito de amor aos semelhantes, e todo a Bíblia sagrada, de forma simples em seu conteúdo.
O jovem resolve pára um pouco para aproveitar a confortadora melodia das águas, e aproveita para por em pratica a sugestão que dera seu amigo Mensageiro. Abre a mochila e pega o relatório para reler mais uma vez. Depois de algumas horas de uma leitura minunciosa, percebe que alguns detalhes em seu relato, não estavam expostos com a devida clareza; que não dera o devido destaque, por exemplo; a questão do formato das residências construídas na Colônia Cósmica. As casas de seu Pêdo, do índio Araiu e a do nativo Otob, eram muito mais que simples construções. Percebe que não deixara nem uma pistas para que as pessoas tivessem a devida atenção para captar tudo o que estava por tras daquelas construções exóticas, que pudessem perceber que nelas tinha um pensamento solidificado para uma reflexão mais profunda, na verdade as casas eram como paginas de um livro nativo conhecimentos condensados, que traduzia bem, o pensamento ainda enigmática daquela pequena comunidade, não deixava claro nas entre linhas, que aparti dali podia desenvolver-se uma linha de raciocínio muito interessante, e que para isso, bastava leva em conta os seus formatos e significados, a casa de seu Pêdo, tinha um aspecto urbano; a do Araiu a de um habitat indígena, e a de Otob, o de um ninho de pássaro em formato gigante. E por incrivel que pareça estavam ali para mostrar a existência de ações inteligentes das mais diversas espécies mas se equivaliam nos propósitos no nível de das iniciativas, que de forma sultil, mostravam que o pensamento de construir uma morada, estava presente em todas as espécies, e que a única diferença entre elas, estava na forma como traduziam e colocavam na pratica esse pensamento.
A brisa na beira do igarapé, chega como um anjo suave brincando nas folhagens, fazendo com que relembre, as ultimas conversas que tivera com seu amigo Mensageiro. Lembra que ele o alertara, para que aguçasse a sensibilidade observativa, para que puder dimensionar melhor a importância de seu relatório, lhe chamando a atenção no sentido de entender, que ali estava algo que ia além da sua atual capacidade de compreensão racional; algo que poderia alicerça os primeiros pilares de uma nova era para nossa consciência planetária; e essa sua volta a Colônia Cósmica, tinha objetivos imprescindíveis nesse sentido. Tais como por exemplo, extrair novos significados de tudo que viu e ouviu por lá. Sabia que estava em suas mãos as sementes de onde podiam germinar uma consciência popular transformadora. Capaz de desencadear aquela que seria considerada a ultima grande guerra mundial; a guerra que tornaria possível a travessia perfeita nos portais de águas doces, que davam acesso ao novo mundo; ao reino de paz na terra; a tão sonhada ERA DE AQUÁRIO. Prevista para chegar com novo milênio.
E ali sentado, tenta entender, o que seu amigo quis dizer com ultima grande guerra mundial. Pois, a ultima coisa que queria ver nesse mundo, era uma guerra mundial. E não se sentia bem, pensando na possibilidade, de que poderia ser ele a pessoa que levaria os seres humanos a tomar uma atitude que desse vida a um desses eventos equivocados, mesmo que a razão fosse a implantação de uma nova “ordem” social mundial. E não conseguia entender como o seu relatório podia gera uma coisa tão abominável. Pois tudo o que exaltava era o amor de forma ampla, total e irrestrita entre as pessoas. Essa idéia era uma coisa que se o deixava perturbado. E que seu amigo insistiu para que mantivesse a serenidade quando esses pensamentos viessem rondar sua cabeça; pois, se tudo seguisse como previsto, ele constataria, que seria um prazer participa dessa batalha final. Que essa guerra era essencial para restabelecimento do contato universal com nosso verdadeiro caráter humano.
Olhando a água corrente, o jovem Aventureiro recorda de muitas coisas enigmáticas e assustadoras, que foram ditas pelo Mensageiro; Afinal, quando e como ia acontecer o tal dilúvio que despertaria os seres humanos ? despertaria como? O que seria a tal da “palavra perdida” que desorientou os seres humanos? e como iria encontra-la no meio da floresta e que tinha que ser resgatada por todos viajantes interdimensional, que atualmente navegavam na grande nave orgânica?
Já faz algum tempo que visitou a Colônia Cósmica mas ainda guarda com carinho, as lembranças de sua experiência. A viagem interdimensional que o levou ao seringal astral é inesquecível; não existe nada a que possa comparar, e recorda-la é trazer de volta as vibrações suaves do espaço etéreo iluminado que visitou. Com certeza jamais esquecera. Tudo naquela cidade era perfeito, harmonioso, indescritível transbordava nas suas estruturas e continua vivo na sua memória. No seu pensamento muitas coisas mudou. Mas lembranças continuam ali como uma jóia preciosa que pouco tiveram o prazer de conhecer, esta lá como uma fonte inesgotável de energia, abastecendo a sua fé; como um farol iluminando na hora que vem as duvidas. O fazendo mais tolerante diante dos acontecimentos da vida; das verdades que veem lhe oferecer. Com certeza todos tem seus caminhos. Mas no final, todos chegam no mesmo lugar.
Mas o que ainda não conseguia entender direito, era a reação de algumas pessoas tiveram diante do seu relatório. Por que elas estavam tão preocupadas em saberem, se era ou não, real o seu relato? Talvez não tenham entendido os propósitos divinos que o levaram a redigi-lo.- pensa ele.- Achava estranho, que muitos não acreditassem, que tinha publicado o relatório espiritual pelo simples prazer de expor suas idéias, e contribuir de alguma maneira, com um bem estar de todos. Pelo contrário, alguns achavam que tinha se tornado adepto de uma nova ordem religiosa que estava nascendo no meio da floresta. Talvez devido a forma simples com que, buscou transmitir a compreensão adquirida do que vem a ser o grande propósito da existência terrestre, a abordagem divinatória que fez da natureza, onde misturava os temas regionais com as concepções de sagrado. Achava engraçado que alguns suspeitassem que fizera contato com uma civilização extraterrena, e que seu relato, era uma forma bem elaborada de camuflar o seu contato e os conhecimentos adquirido com essa suposta tribo de alienígenas. No começo ele até tentou dissipar essas duvidas, mas se tornou tão desgastante, que resolveu deixa pra lá esse tipo de discursão. Todos tinham o direito de duvidar e levanta questionamentos sobre o que bem entendesse. Afinal aprendera que tudo é questionável. A única coisa inquestionável mesmo, é o direito e liberdade natural que temos de a tudo puder questionar. Lembrar dos que vieram lhe parabenizar pela mensagem que trouxera de sua viagem no plano etéreo interdimensional. Principalmente a pequena frase, que traduzia o espírito de amor aos semelhantes, e todo a Bíblia sagrada, de forma simples em seu conteúdo.
O jovem resolve pára um pouco para aproveitar a confortadora melodia das águas, e aproveita para por em pratica a sugestão que dera seu amigo Mensageiro. Abre a mochila e pega o relatório para reler mais uma vez. Depois de algumas horas de uma leitura minunciosa, percebe que alguns detalhes em seu relato, não estavam expostos com a devida clareza; que não dera o devido destaque, por exemplo; a questão do formato das residências construídas na Colônia Cósmica. As casas de seu Pêdo, do índio Araiu e a do nativo Otob, eram muito mais que simples construções. Percebe que não deixara nem uma pistas para que as pessoas tivessem a devida atenção para captar tudo o que estava por tras daquelas construções exóticas, que pudessem perceber que nelas tinha um pensamento solidificado para uma reflexão mais profunda, na verdade as casas eram como paginas de um livro nativo conhecimentos condensados, que traduzia bem, o pensamento ainda enigmática daquela pequena comunidade, não deixava claro nas entre linhas, que aparti dali podia desenvolver-se uma linha de raciocínio muito interessante, e que para isso, bastava leva em conta os seus formatos e significados, a casa de seu Pêdo, tinha um aspecto urbano; a do Araiu a de um habitat indígena, e a de Otob, o de um ninho de pássaro em formato gigante. E por incrivel que pareça estavam ali para mostrar a existência de ações inteligentes das mais diversas espécies mas se equivaliam nos propósitos no nível de das iniciativas, que de forma sultil, mostravam que o pensamento de construir uma morada, estava presente em todas as espécies, e que a única diferença entre elas, estava na forma como traduziam e colocavam na pratica esse pensamento.
A brisa na beira do igarapé, chega como um anjo suave brincando nas folhagens, fazendo com que relembre, as ultimas conversas que tivera com seu amigo Mensageiro. Lembra que ele o alertara, para que aguçasse a sensibilidade observativa, para que puder dimensionar melhor a importância de seu relatório, lhe chamando a atenção no sentido de entender, que ali estava algo que ia além da sua atual capacidade de compreensão racional; algo que poderia alicerça os primeiros pilares de uma nova era para nossa consciência planetária; e essa sua volta a Colônia Cósmica, tinha objetivos imprescindíveis nesse sentido. Tais como por exemplo, extrair novos significados de tudo que viu e ouviu por lá. Sabia que estava em suas mãos as sementes de onde podiam germinar uma consciência popular transformadora. Capaz de desencadear aquela que seria considerada a ultima grande guerra mundial; a guerra que tornaria possível a travessia perfeita nos portais de águas doces, que davam acesso ao novo mundo; ao reino de paz na terra; a tão sonhada ERA DE AQUÁRIO. Prevista para chegar com novo milênio.
E ali sentado, tenta entender, o que seu amigo quis dizer com ultima grande guerra mundial. Pois, a ultima coisa que queria ver nesse mundo, era uma guerra mundial. E não se sentia bem, pensando na possibilidade, de que poderia ser ele a pessoa que levaria os seres humanos a tomar uma atitude que desse vida a um desses eventos equivocados, mesmo que a razão fosse a implantação de uma nova “ordem” social mundial. E não conseguia entender como o seu relatório podia gera uma coisa tão abominável. Pois tudo o que exaltava era o amor de forma ampla, total e irrestrita entre as pessoas. Essa idéia era uma coisa que se o deixava perturbado. E que seu amigo insistiu para que mantivesse a serenidade quando esses pensamentos viessem rondar sua cabeça; pois, se tudo seguisse como previsto, ele constataria, que seria um prazer participa dessa batalha final. Que essa guerra era essencial para restabelecimento do contato universal com nosso verdadeiro caráter humano.
Olhando a água corrente, o jovem Aventureiro recorda de muitas coisas enigmáticas e assustadoras, que foram ditas pelo Mensageiro; Afinal, quando e como ia acontecer o tal dilúvio que despertaria os seres humanos ? despertaria como? O que seria a tal da “palavra perdida” que desorientou os seres humanos? e como iria encontra-la no meio da floresta e que tinha que ser resgatada por todos viajantes interdimensional, que atualmente navegavam na grande nave orgânica?
O jovem Aventureiro sabe que o novo relatório está predestinado a chegar nas mãos desses guerreiros viajantes que comandavam formas humanas nesta grande nave. Lembra que seu amigo o avisara, de que não esquecesse de por no inicio do novo relatório, um aviso de que todos nos somos enviados divinos, e que, não precisavam procura encontrar seus nomes anunciados em profecias, ou em livros tidos como sagrados, para terem essa certeza Que não era o fato de não terem visto seus nomes nesses lugares, que os destituía desta missão; que os destituía da condição de construtores do novo mundo; de membros da grande família cósmica. A ilusória psico-realidade seria vencida sentenciou ele.
O jovem Aventureiro Poe novamente o relatório em sua mochila, levanta e vai até a beira do pequeno do igarapé jogar um pouco de água no rosto pra alivia o calor. Ao se inclinar sobre as águas pára para observa sua imagem refletida, e começa a sorri. Vêm à lembrança, uma seqüência de boas recordações de sua infância. Muitas vezes fizera isso. Vem uma sensação prazerosa, da certeza de existir como um ser humano; e de que está no caminho certo. O que o faz distancia-se dos densos questionamentos que o envolve sempre que está perto de realizar uma mudança importante em sua vida. É o Pressentimento de uma força maravilhosa que se aproxima, a certeza que tem que seguir enfrente; que não tem mais como voltar atrás. E olhando para o igarapé, fica tentando imaginar como seria esse novo mundo com o qual tanto sonha. Será que realmente poderia fazer alguma coisa por isso ? Estende as mãos novamente para retirar um pouco mais de água. De repente, algo se desprende da vegetação e cai dentro do igarapé, bem na sua frente. Um reflexo de luz sai das águas e explode em seu rosto, fazendo com que feche os olhos instintivamente, na intenção de protege-los. Quando abre para vê o que produzira tamanha claridade. Toma um susto que o faz perde o fôlego. Tudo em sua volta mudou. Já não está mais no mesmo lugar. Dá um rápido giro tentando orientasse no estranho ambiente, e verifica que está dentro de uma espécie de casa arredondada, toda ornamentada com motivos regionais belíssimos. Dá mais uma olhada a seu redor na esperança de ver alguém, mas o lugar parece vazio não há ninguém por ali. Intrigado, caminha até a porta, abre com cuidado e segue até cerca de uma varanda arborizada, de onde pode vê uma graciosa estradinha, que vai dá num magistral jardim de frondosas árvores floridas. Embora estranhe a bela paisagem, tem a sensação que conhece o lugar. Curioso, desce a escada e segue caminhando pelo meio da vegetação florida. É um belo lugar. Mas ele não esta entendendo nada. Como foi que chegou ali ? o que foi exatamente que aconteceu ? onde está o igarapé ? tudo está parecendo um sonho maluco, sem pé e nem cabeça. E por mais incrível que possa parecer, ele tem certeza que não está sonhando, e continua andando observando com curiosidade o ambiente tentando encontra uma resposta. Sente uma espécie de vibração perfumada exalando da vegetação. É como se ela estivesse lhe orientando, o chamando para segui-la. E não demora, ele chega num espaço bastante aconchegante onde árvores entrelaçam suas copas, como se fossem casais enamorados dançando com as caricias da brisa que recheia de aroma o ambiente. Surpreso, ele vê um simpático senhor sentado, tranqüilamente alimentando alguns pássaros que sobrevoam o local. É uma visão mágica; os pássaros saltitam pelo banco, pousando pelos seus braços; brincando em seu chapéu de palha. Ele rapidamente caminha na direção do simpático senhor. Mas pára no meio do caminho sentido uma vontade irresistivel de aproveita um pouco mais aquela cena. E tomado por uma sensação de bem estar envolvente, tudo parece que foi extraído de algum conto de fada. Mas aquele senhor tem alguma coisa que lhe muito familiar, desperta um sentimento de fraternidade confortadora. O parecendo pressentir sua presença, o senhor então vira-se em sua direção e lhe sorri um sorriso que é como o sorriso de um pai sorrindo para um filho querido, e que lhe atrai de uma forma irresistível, despertando um estado de espírito alegria difícil de manter sob controle. O jovem dá alguns passos em sua direção, mas vem a sensação esquisita de que pode esta caminhando para o seu fim. E isso o faz Pará. É um misto de medo e alegria ao mesmo tempo, que deixa ainda mais confuso. Quem é aquele homem ? O simpático senhor faz um gesto carinhoso, sugerindo que se aproxime, e o fazendo entender que faça isso cuidadosamente para não assustar os passarinhos. E como num passe de mágica, a sensação esquisita desaparece. E o jovem segue calmamente em sua direção. Alguns pássaros, notando sua aproximação voam para as arvores ali perto. Mas logo retornam. O jovem Aventureiro sentar ao seu lado, e a impressão que tem, é que o conhece de algum lugar, e tem uma sensação de segurança indescritível. O simpático senhor lhe estende a mão, entregando algumas sementes, e com gestos pede para que estenda o seu braço para frente e abra a mão. E Assim faz o jovem Aventureiro. Não demora muito e um bando de pássaros se aglomeram ao seu redor bicando as sementes em sua mão. É incrível o sentimento de paz que lhe transmiti aquele homem. Nunca imaginara que tal coisa fosse possível. É uma sensação maravilhosa de liberdade; é como se estivesse rompido uma barreira invisível de algum maravilhoso mundo perdido em algum lugar na natureza. É como se a verdadeira vida estivesse ali lhe dando as boas vindas. E o simpático senhor lhe sussurra:
- Como está se sentindo ?
- Maravilhosamente bem. Confesso que nunca me senti tão bem, em toda minha vida.
- Você é uma pessoa especial. Os passarinhos não se alimentam nas mãos de qualquer um.
- Nunca tinha visto pássaros tão perto. É a coisa mais incrível que já fiz. Esse lugar é mágico.
- É um lugar especial. E faz tempo que esperamos você por aqui.
- Me Esperam ? como assim? Que lugar é esse ?
- O que posso dizer, é que é um lugar especial. O seu lugar preferido.
- Meu lugar preferido ?
- Você encontrou o caminho, não tenha pressa fica tudo mais fácil agora.
- De que caminho o senhor está falando? eu não tenho a menor idéia como vim pará aqui.
- Mas vai descobri. Quanto mais perto da nascente, mais inocente, mas sonhador. Novas realidades são construídas e conquistadas. Temos muito o que lhe agradecer.
- Não entendi.
- Não se preocupe. O começo é assim mesmo, mas você vai se acostumar. Venha!
Diz o senhor se levantando vagarosamente pegando seu cajado. E seguem por entre a exuberante vegetação florida até chegarem a varanda da bela casa em estilo colonial nativo.
O velho senhor Senta e com o cajado aponta para o horizonte.
- Veja ! O sol esta se pondo. Eu adoro vê-lo se pôr daqui. Acho lindo, é mágico. Todo final de dia ele pinta um quadro diferente no céu.
Algumas crianças surgem correndo pela estradinha do jardim. E sobem a varanda, sorrindo felizes. E vão até onde o simpático senhor esta sentado. Que os recebe carinhosamente com abraços.
- Vovô! Trouxemos mais sementes para os seus passarinhos.
- Obrigado, crianças. – diz ele sorrindo. Estendendo algo semelhante a um maracá indígena que traz amarrado a cintura. As crianças depositam ali as sementes.
- Quem é esse moço, vô ?
- É um amigo! ele muito especial. Os passarinhos gostam dele.
- Que bom! Seja bem vindo. – diz um dos garotos. Logo em seguida, todos descem correndo a escada da varanda e desaparecem por entre a vegetação florida.
- Eu adoro essas crianças. São como filhos pra mim.
- Criança tem uma energia boa. Normalmente me sinto bem, com elas por perto.
- Crianças são como vertentes de águas límpidas. temos que ter o devido cuidado para não polui-las no seu curso, pois com certeza vão passar a vida produzindo maravilhas. Olhe!- diz ele apontando novamente para o horizonte - O sol está se pondo. Acho um espetáculo maravilhoso.
- É lindo. Faz tempo que não olho o sol se pôr. As vezes a gente esquece que a natureza tem essas coisas.
- A vida esta recheada de espetáculos divinos, só esperando por um tempinho nosso, para nos delicia. Hoje quando olho o pôr do sol. O que vejo é como uma pagina de um livro cósmico, onde um criador sublime narra seus feitos.
- Como assim ?
- O sol, pra mim, é um escritor divino. A terra é a pagina aonde registra suas idéias. O final do dia, é como se ele estivesse entregando a sua filha e netos essa pagina, para que meditem sobre o que ele fez, os ajudem nessa missão.
- Úma visão poética muito bonita!
- O sol, é o construtor, é a luz dos corpos densos. É o que nos faz vê essa dimensão material. A Lua é sua ajudante, e ao mesmo instante o sol dos nossos corpos sultis, que se desprendem dos corpos densos à noite quando dormimos.
O tom rosado das nuvens, aos pouco vai desbotando. No céu começam a surgi os pequenos pontos luminosos, que vão se multiplicando e a luminosidade do sol, se assemelhar a uma chuva luz. Que depois da estiagem, vai deixando seus pingos luminosos na abóbada celeste. O jovem Aventureiro aproveita para admirar os pequenos brilho das estrelas. E lembra que muitas vezes fizera isso, junto como amigos. Muitas vezes sozinho, passou um bom tempo na janela de sua casa, descobrindo figuras geométricas formadas por elas. E deixa os seus olhos passearem pelo céu do anoitecer, deliciando os pisca-pisca dos pequenos pontos. De repente, sua atenção se prende a um daqueles pontos que pisca incessantemente. Nesse instante, um clarão intenso corta o céu, ele fecha os olhos assustado, e quando abre, vê que esta novamente na beira do igarapé. Tudo parece normal, a única diferença e que flutua nas águas uma pequena cabaça que se assemelha a cabeça de peixe Boto. O que deixa o jovem bastante intrigado. O que aconteceu ? Será que teve uma alucinação ? Não, aquilo não foi uma alucinação. Como voltou daquele lugar? E sente uma sensação de que esteve perto de alguma coisa muito especial. Mas o que exatamente? Por que voltou ? e mesmo sabendo que tinha sido a primeira vez que esteve naquele lugar sabia que o conhecia. Mas conhecia como ? ele olha para as águas e tem uma leve impressão que o estranho acontecimento está ligado aquela cabaça que flutua nas águas. Inclina-se sobre o igarapé e a retira. Examina seus contornos e vem novamente a estranha sensação de que esta diante de algo muito importante. Mas o que é tão importante? Ele examina novamente a cabaça. O que poderia ter de tão importante nele, a ponto de prender sua atenção daquela maneira ? ele então resolve guarda-lo. Talvez seja mais um desses mistérios que existem na floresta. É melhor leva-la consigo, talvez o pessoal da Colônia Cósmica possa explica a origem da estranha sensação que ele o fez sentir.
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