AS HISTÓRIAS MÁGICAS DO REI DE MARACÁ
Há muito tempo atras, os indios da terra formavam uma grande familia feliz no meio da
floresta, tinham de tudo que precisavam para sobreviverem. Mas nos dias de chuva e ventos fortes eles ficavam numa situação um pouco desconfortavel. Nesses dias era
um corre-corre geral dentro da floresta, todos buscando um lugar para se proteger. E por mais que batessem cabeça, não encontravam uma maneira de amenizar a situação. até que num dia de primavera nasceu Araiu. Araiu era um curumim muito esperto e brincalhão adorava ouvir o canto dos passarinhos, e imitava com perfeição o canto de cada um deles, os passarinhos também gostavam muito dele, onde Araiu estava, tinha sempre muitos passarinhos por perto, e uma das razões para isso, era a de que passava uma chuva forte pela aldeia, Araiu costumava sair pela floresta examinando cada árvores onde existiam ninhos para verificar se estava tudo bem com eles. Depois saia procurando com cuidado pelo chão para vê se encontrava algum por ali. E foi então que depois de um desses dia chuvoso, Araiu voltava para aldeia quando viu um ninhozinho virado de cabeça para baixo no caminho, era um ninhozinho muito estranho, brilhava como uma estrela. Araiu baixou-se para desvira-lo e verificar se tinha algum filhote ali debaixo, e para sua surpresa, ao levantar o ninhozinho percebeu que o lugar onde ele estava, o chão estava seco. Araiu ficou um bom tempo olhando para o ninhozinho e o chão, foi então que veio uma idéia que a principio ele achou muito engraçada, mas era uma idéia que iria transforma para sempre a vida dos nativos de sua grande aldeia e se torna o primeiro grande chefe curumim de sua tribo. A primeira idéia que teve e que achou bastante engraçada, foi se imaginar do tamanho de passarinho e se escondendo debaixo do ninhozinho nos dias de chuva. E depois de muito ri, ele pegou o ninhozinho colocou num lugar seguro e seguiu de volta para sua tribo, aquela idéia engraçada continou o acompanhando, e foi então que ele pensou; " E se o ninhozinho fosse bem grande que desse para um indiozinho ficar debaixo" Puxa! aquela era uma idéia muito boa, pensou ele. Pois nos dias
de chuva ele podia virar o ninhozinho se esconder debaixo, e com certeza estaria protegido dos pingos da chuva e do vento frio que sempre vinha correndo atrás da chuva quando ela passava. Araiu voltou pra casa cantando de felicidade, pois tinha uma idéia que podia mudar a história dos seus irmãos de floresta. E chegando na clareira onde estava sua tribo, foi direto no grande chefe contar sua idéia. O grande chefe lhe ouviu atentamente e depois deu uma bela gargalhada dizendo:
- E onde vamos encontrar ninhos de pássaros tão grandes para vira-los de cabeça para baixo?
E o pequeno Araiu respondeu:
- Ora! É só a gente ir procurar onde moram os grandes pássaros que movimentam as asas que tange as nuvens do céu da aldeia, pois com certeza eles devem morar em ninhos enormes. Basta reunir todos, ir até lá, pegar os ninhos, vira-lo de cabeça pra baixo e pronto, todo estariam protegidos dos pingo da chuva.
O grande chefe seu uma bela risada e disse:
- Ah! Meu pequeno, Araiu. Esses pássaros não existem, isso é invenção daquele velho caduco que vive na beira do rio olhando as águas passar. Vá brincar com os outros curumins e tire essas bobagens da cabeça. Isso é coisa do espirito do velho indio que costumava soprar histórias para as crianças que bricam sozinhas no meio da mata.
O pequeno Araiu saiu decepcionado com o grande chefe. E passou a fala de sua idéia para todos que encontrava em sua frente, e como resposta ouvia sempre uma boa gargalhada. Seu amiguinho Otob, Otob foi o único que não riu da sua idéia, e até se prontificou ajuda-lo a procurar o ninho do grande pássaro. E antes de sairem para essa aventura, Araiu resolveu ir até a beira do rio ouvir os conselhos do velho indio e pedi para que ele mostrasse a direção que ficava morada do grande pássaro que tangia as nuvens. O velho indio que olhava as águas passar tudo o que o indiozinho tinha a dizer. E para surpresa de Araiu o velho ouviu tudo sem esbouça nem um sorriso e falou:
- Araiu, há muito tempo o espelho d'gua me mostrou um grande pássaro falando com um indiozinho, esse indiozinho o ouviu atentamente e aprendeu como transforma todos de nossa tribo em grandes pássaros e assim ajudou todos a vencer o calor da luz do sol e os pingos d'guas das chuvas que caiam, e depois de muitas luas, mesmo contra a vontade do grande chefe, o pequeno curumim foi aclamado o novo grande chefe da aldeia. Por isso que o grande chefe me expulsou da tribo e eu vim morar na beira do rio. Mas aqui eu vivo feliz, eu canto, eu toco meu maracá e escuto as águas correntes, elas sempre me ensinam alguma coisas, sempre me mostram coisas novas que vão acontecer. Você será o pequeno grande chefe, o grande pássaro falou com você. Você e seu amiguinho vão ensinar a todos como se transformarem em grandes pássaros. agora sente-se na beira do barranco e fique esperando a voz do espirito das águas fala com você, observe as
borboletas de asas coloridas que voavam na beira do rio você vai aprender muito observando elas.
E Araiu ficou ali pensando e observando as borboletas, e ele viu que a vida das borboletas parecia muito boa, se ele soubesse voar como ela ia conhecer muitas coisas bonitas ia visitar as flores da floresta, ou fazer como fazem os pássaros, voando de galho em galho e comendo frutas maduras, e quem sabe Escolher uma árvore bem grande com galhos bem fortes e Construir um ninho bem bonito para mora.
A noitinha Araiu voltou para sua tribo, seu amiguinho Otob perguntou o que espirito do velho do rio tinha falado, Araiu contou o que tinha sonhado que
era um pássaro, e foi muito bom sonhar que podia voar, viver num ninho bonito e bem grande, comer frutas maduras nas árvores. Otob ficou muito feliz ouvindo o seu
amiguinho, e disse que também ja tinha sonhado em ser um pássaro, e contou tudo o pensou em fazer se tivesse asas para voar. Ao terminar a conversa Araiu e Otob foram dormi e naquela noite Araiu sonhou que ele e Otob voavam como pássaros, e construia um grande ninho no galho de uma bela arvore que tinha ali por perto, e pela manhã acordou com aquela sonho na cabeça, foi ao encontro do seu amiguinho e o convidou para ajuda-lo a contruir o grande ninho como tinha sonhado. E assim os dois partiram para construir o grande ninho, mas logo perceberam que apesar de ser uma boa idéia não era tão simples organizar cipós,folhas nos galhos da árvore de maneira que ficassem bem firmes uns aos outros, e resolveram então ver de perto como os pássaros faziam isso. E depois de alguns dias observando os passaros trabalhando, eles deram inicio a construção do grande ninho, os outros indios notando a movimentação dos dois, ficavam passando ali por perto tentando entender o que Araiu e seu amiguinho estavam tentendo fazer.
Passado alguns dias o primeiro grande ninho ficou pronto, Era de um tamanho que cabia os dois curumins dentro.
Os nativos via aquilo e diziam que os dois estavam possuido pelo espirito do velho indio da beira do rio, e que logo logo a mãe das águas iam leva-los para o fundo do rio. Mas Araiu não cansava de
dizer que quando o grande pássaro tangesse as nuvens de pingo
d'gua para cima de sua tribo, que eles iam entender o que ele e seu amiguinho estavam fazendo.
Chegou então o dia em que o vento das asas do grande passaro começou a empurra as nuvens de chuva pra cima da adeia. Alguns indios curiosos foram correndo ver o que Araiu e seu amiguinho iam fazer com aquele monte de cipós transados. Os pingos começaram a cair, os dois subiram na árvore e jogaram o grande ninho la de cima, o grande ninho caiu emborcado no chão e com o impacto ficou meio torto, os dois trataram logo de ajeita-lo.
Os pingos de chuva foram se intensificando, os indiozinho ficaram girando entorno do grande ninho, pois esqueceram de fazer uma entrada, todos que assistiam a cena, começaram a ri, e partiram para dentro da floresta buscando lugar para se protegerem da chuva, deixando para tras Otob e Araiu.
Passada a chuva todos voltaram para grande clareira no meio da floresta. E como era de costume, todos que iam chagando iam deixando uma pedrinha no centro da clareira, o grande chefe foi até lá para ver se todas as pedrinhas estavam lá, pois era assim que ele sabiam se todos tinham voltado. E depois de verificar as pedrinhas notou que estavam faltando as do Otob e a do Araiu. Todos sairam para procurar os dois curumins, rodaram por dentro da floresta e nada de encontra-los e quando já estava perto de anoitecer quando tiveram a idéia de irem procura-los na árvore onde eles tinham construido o grande ninho. Chegando lá vasculharam tudo ao redor e nada de
curumins. Todos já estavam achavando que a mãe das águas tinha levado os dois para o fundo do rio, quando alguém teve a idéia de ir verificar debaixo do grande ninho, e girando entorno do ninho viu um pequeno espaço aberto, abaixou-se e olhou la dentro e para sua surpresa lá estavam o dois curumins enxutinhos dormindo tranquilo como se nada tivesse acontecido, rapidamente foi chamar o grande chefe, que acompanhado por todos foi até o grande ninho e ficou impressionado com o que tinha acontecido ali. foi um alvoroço geral todo mundo queria ver os curumins, os dois acordaram assustado com algazarra que os nativos faziam, e foi tão grande a comfusão que findaram por quebrar todo o ninho, deixando só osresto de galhos folhas e cipós pelo chão. Araiu e Otob choraram muito ao ver o que restou do ninho, espalhado pelo chão. O grande chefe então convocou uma grande reunião, e disse que os espirito da floresta tinha falado com aqueles dois curumins para que eles mostrassem a tribo uma forma de se protegerem dos pingos d'gua e do calor da grande bola de fogo que clareava o dia. E pediu para que todos se juntassem e construissem um ninho bem grande que abrigasse todos os membros da tribo. E assim foi feito, mas passaram muitos anos procurando uma grande árvore onde podesse costruir um ninho bem grande, e foi novamente Araiu e Otob que tiveram a idéia de construir o grande ninho no chão, os dois então passaram lidera a grande tribo debaixo do grande ninho. E assim o tempo foi passando e a tribo aumentando, foi quando o grande chefe Araiu, novamente observando os passarinhos percebeu que cada familia tinha o seu próprio ninho para morar, ele então começou a recolher penas coloridas de pássaros que encontrava na floresta e amarrando em cipós em forma de circulo, e quando o primeiro circulo de penas estava pronto, ele então o amarrou entorno da cabeça e foi fala com sua tribo. Chegando lá disse a eles que o grande espirito da floresta tinha falado novamente com ele, e disse que tinha chegado o tempo de todos viverem como viviam os pássaros, ou seja, eles formavam uma grande familia mais cada uma tinha um ninho para conviver com uma familia em particular, e que portanto não precisavam viver brigando por um espaço dentro do seus ninhos, e todo filhote quando atingia autonomia, procurava construir o
seu proprio ninho. E que portanto o circulo de pena em sua cabeça indicava que tinha chegado a hora de voar para outro lugar e construir o seu ninho, e que todos que quisesse poderia fazer o mesmo, juntar suas penas e voar pela floresta.
Há muito tempo atras, os indios da terra formavam uma grande familia feliz no meio da
floresta, tinham de tudo que precisavam para sobreviverem. Mas nos dias de chuva e ventos fortes eles ficavam numa situação um pouco desconfortavel. Nesses dias era
um corre-corre geral dentro da floresta, todos buscando um lugar para se proteger. E por mais que batessem cabeça, não encontravam uma maneira de amenizar a situação. até que num dia de primavera nasceu Araiu. Araiu era um curumim muito esperto e brincalhão adorava ouvir o canto dos passarinhos, e imitava com perfeição o canto de cada um deles, os passarinhos também gostavam muito dele, onde Araiu estava, tinha sempre muitos passarinhos por perto, e uma das razões para isso, era a de que passava uma chuva forte pela aldeia, Araiu costumava sair pela floresta examinando cada árvores onde existiam ninhos para verificar se estava tudo bem com eles. Depois saia procurando com cuidado pelo chão para vê se encontrava algum por ali. E foi então que depois de um desses dia chuvoso, Araiu voltava para aldeia quando viu um ninhozinho virado de cabeça para baixo no caminho, era um ninhozinho muito estranho, brilhava como uma estrela. Araiu baixou-se para desvira-lo e verificar se tinha algum filhote ali debaixo, e para sua surpresa, ao levantar o ninhozinho percebeu que o lugar onde ele estava, o chão estava seco. Araiu ficou um bom tempo olhando para o ninhozinho e o chão, foi então que veio uma idéia que a principio ele achou muito engraçada, mas era uma idéia que iria transforma para sempre a vida dos nativos de sua grande aldeia e se torna o primeiro grande chefe curumim de sua tribo. A primeira idéia que teve e que achou bastante engraçada, foi se imaginar do tamanho de passarinho e se escondendo debaixo do ninhozinho nos dias de chuva. E depois de muito ri, ele pegou o ninhozinho colocou num lugar seguro e seguiu de volta para sua tribo, aquela idéia engraçada continou o acompanhando, e foi então que ele pensou; " E se o ninhozinho fosse bem grande que desse para um indiozinho ficar debaixo" Puxa! aquela era uma idéia muito boa, pensou ele. Pois nos dias
de chuva ele podia virar o ninhozinho se esconder debaixo, e com certeza estaria protegido dos pingos da chuva e do vento frio que sempre vinha correndo atrás da chuva quando ela passava. Araiu voltou pra casa cantando de felicidade, pois tinha uma idéia que podia mudar a história dos seus irmãos de floresta. E chegando na clareira onde estava sua tribo, foi direto no grande chefe contar sua idéia. O grande chefe lhe ouviu atentamente e depois deu uma bela gargalhada dizendo:
- E onde vamos encontrar ninhos de pássaros tão grandes para vira-los de cabeça para baixo?
E o pequeno Araiu respondeu:
- Ora! É só a gente ir procurar onde moram os grandes pássaros que movimentam as asas que tange as nuvens do céu da aldeia, pois com certeza eles devem morar em ninhos enormes. Basta reunir todos, ir até lá, pegar os ninhos, vira-lo de cabeça pra baixo e pronto, todo estariam protegidos dos pingo da chuva.
O grande chefe seu uma bela risada e disse:
- Ah! Meu pequeno, Araiu. Esses pássaros não existem, isso é invenção daquele velho caduco que vive na beira do rio olhando as águas passar. Vá brincar com os outros curumins e tire essas bobagens da cabeça. Isso é coisa do espirito do velho indio que costumava soprar histórias para as crianças que bricam sozinhas no meio da mata.
O pequeno Araiu saiu decepcionado com o grande chefe. E passou a fala de sua idéia para todos que encontrava em sua frente, e como resposta ouvia sempre uma boa gargalhada. Seu amiguinho Otob, Otob foi o único que não riu da sua idéia, e até se prontificou ajuda-lo a procurar o ninho do grande pássaro. E antes de sairem para essa aventura, Araiu resolveu ir até a beira do rio ouvir os conselhos do velho indio e pedi para que ele mostrasse a direção que ficava morada do grande pássaro que tangia as nuvens. O velho indio que olhava as águas passar tudo o que o indiozinho tinha a dizer. E para surpresa de Araiu o velho ouviu tudo sem esbouça nem um sorriso e falou:
- Araiu, há muito tempo o espelho d'gua me mostrou um grande pássaro falando com um indiozinho, esse indiozinho o ouviu atentamente e aprendeu como transforma todos de nossa tribo em grandes pássaros e assim ajudou todos a vencer o calor da luz do sol e os pingos d'guas das chuvas que caiam, e depois de muitas luas, mesmo contra a vontade do grande chefe, o pequeno curumim foi aclamado o novo grande chefe da aldeia. Por isso que o grande chefe me expulsou da tribo e eu vim morar na beira do rio. Mas aqui eu vivo feliz, eu canto, eu toco meu maracá e escuto as águas correntes, elas sempre me ensinam alguma coisas, sempre me mostram coisas novas que vão acontecer. Você será o pequeno grande chefe, o grande pássaro falou com você. Você e seu amiguinho vão ensinar a todos como se transformarem em grandes pássaros. agora sente-se na beira do barranco e fique esperando a voz do espirito das águas fala com você, observe as
borboletas de asas coloridas que voavam na beira do rio você vai aprender muito observando elas.
E Araiu ficou ali pensando e observando as borboletas, e ele viu que a vida das borboletas parecia muito boa, se ele soubesse voar como ela ia conhecer muitas coisas bonitas ia visitar as flores da floresta, ou fazer como fazem os pássaros, voando de galho em galho e comendo frutas maduras, e quem sabe Escolher uma árvore bem grande com galhos bem fortes e Construir um ninho bem bonito para mora.
A noitinha Araiu voltou para sua tribo, seu amiguinho Otob perguntou o que espirito do velho do rio tinha falado, Araiu contou o que tinha sonhado que
era um pássaro, e foi muito bom sonhar que podia voar, viver num ninho bonito e bem grande, comer frutas maduras nas árvores. Otob ficou muito feliz ouvindo o seu
amiguinho, e disse que também ja tinha sonhado em ser um pássaro, e contou tudo o pensou em fazer se tivesse asas para voar. Ao terminar a conversa Araiu e Otob foram dormi e naquela noite Araiu sonhou que ele e Otob voavam como pássaros, e construia um grande ninho no galho de uma bela arvore que tinha ali por perto, e pela manhã acordou com aquela sonho na cabeça, foi ao encontro do seu amiguinho e o convidou para ajuda-lo a contruir o grande ninho como tinha sonhado. E assim os dois partiram para construir o grande ninho, mas logo perceberam que apesar de ser uma boa idéia não era tão simples organizar cipós,folhas nos galhos da árvore de maneira que ficassem bem firmes uns aos outros, e resolveram então ver de perto como os pássaros faziam isso. E depois de alguns dias observando os passaros trabalhando, eles deram inicio a construção do grande ninho, os outros indios notando a movimentação dos dois, ficavam passando ali por perto tentando entender o que Araiu e seu amiguinho estavam tentendo fazer.
Passado alguns dias o primeiro grande ninho ficou pronto, Era de um tamanho que cabia os dois curumins dentro.
Os nativos via aquilo e diziam que os dois estavam possuido pelo espirito do velho indio da beira do rio, e que logo logo a mãe das águas iam leva-los para o fundo do rio. Mas Araiu não cansava de
dizer que quando o grande pássaro tangesse as nuvens de pingo
d'gua para cima de sua tribo, que eles iam entender o que ele e seu amiguinho estavam fazendo.
Chegou então o dia em que o vento das asas do grande passaro começou a empurra as nuvens de chuva pra cima da adeia. Alguns indios curiosos foram correndo ver o que Araiu e seu amiguinho iam fazer com aquele monte de cipós transados. Os pingos começaram a cair, os dois subiram na árvore e jogaram o grande ninho la de cima, o grande ninho caiu emborcado no chão e com o impacto ficou meio torto, os dois trataram logo de ajeita-lo.
Os pingos de chuva foram se intensificando, os indiozinho ficaram girando entorno do grande ninho, pois esqueceram de fazer uma entrada, todos que assistiam a cena, começaram a ri, e partiram para dentro da floresta buscando lugar para se protegerem da chuva, deixando para tras Otob e Araiu.
Passada a chuva todos voltaram para grande clareira no meio da floresta. E como era de costume, todos que iam chagando iam deixando uma pedrinha no centro da clareira, o grande chefe foi até lá para ver se todas as pedrinhas estavam lá, pois era assim que ele sabiam se todos tinham voltado. E depois de verificar as pedrinhas notou que estavam faltando as do Otob e a do Araiu. Todos sairam para procurar os dois curumins, rodaram por dentro da floresta e nada de encontra-los e quando já estava perto de anoitecer quando tiveram a idéia de irem procura-los na árvore onde eles tinham construido o grande ninho. Chegando lá vasculharam tudo ao redor e nada de
curumins. Todos já estavam achavando que a mãe das águas tinha levado os dois para o fundo do rio, quando alguém teve a idéia de ir verificar debaixo do grande ninho, e girando entorno do ninho viu um pequeno espaço aberto, abaixou-se e olhou la dentro e para sua surpresa lá estavam o dois curumins enxutinhos dormindo tranquilo como se nada tivesse acontecido, rapidamente foi chamar o grande chefe, que acompanhado por todos foi até o grande ninho e ficou impressionado com o que tinha acontecido ali. foi um alvoroço geral todo mundo queria ver os curumins, os dois acordaram assustado com algazarra que os nativos faziam, e foi tão grande a comfusão que findaram por quebrar todo o ninho, deixando só osresto de galhos folhas e cipós pelo chão. Araiu e Otob choraram muito ao ver o que restou do ninho, espalhado pelo chão. O grande chefe então convocou uma grande reunião, e disse que os espirito da floresta tinha falado com aqueles dois curumins para que eles mostrassem a tribo uma forma de se protegerem dos pingos d'gua e do calor da grande bola de fogo que clareava o dia. E pediu para que todos se juntassem e construissem um ninho bem grande que abrigasse todos os membros da tribo. E assim foi feito, mas passaram muitos anos procurando uma grande árvore onde podesse costruir um ninho bem grande, e foi novamente Araiu e Otob que tiveram a idéia de construir o grande ninho no chão, os dois então passaram lidera a grande tribo debaixo do grande ninho. E assim o tempo foi passando e a tribo aumentando, foi quando o grande chefe Araiu, novamente observando os passarinhos percebeu que cada familia tinha o seu próprio ninho para morar, ele então começou a recolher penas coloridas de pássaros que encontrava na floresta e amarrando em cipós em forma de circulo, e quando o primeiro circulo de penas estava pronto, ele então o amarrou entorno da cabeça e foi fala com sua tribo. Chegando lá disse a eles que o grande espirito da floresta tinha falado novamente com ele, e disse que tinha chegado o tempo de todos viverem como viviam os pássaros, ou seja, eles formavam uma grande familia mais cada uma tinha um ninho para conviver com uma familia em particular, e que portanto não precisavam viver brigando por um espaço dentro do seus ninhos, e todo filhote quando atingia autonomia, procurava construir o
seu proprio ninho. E que portanto o circulo de pena em sua cabeça indicava que tinha chegado a hora de voar para outro lugar e construir o seu ninho, e que todos que quisesse poderia fazer o mesmo, juntar suas penas e voar pela floresta.
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